Elvis Costello Gritou Meu Nome

Tati Lopatiukinfo
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São Paulo - SP Blocker e eventualmente jammer na Ladies Of HellTown Escritora e web redatora 28 anos Colecionadora de gatos

A história de uma garota que decidiu ser feliz pra sempre.

31 de maio de 2012

Bom dia todo dia!

Confesso que nem sempre dou a atenção devida ao café da manhã. Apesar de ser uma das refeições mais importantes do dia, tem vezes que deixo passar, naquela eterna correria que todo mundo conhece muito bem. 

Quando ia pra academia cedinho, passava antes em uma padaria bem bonita e “perdia” ali uns minutinhos pensando na vida e mastigando um pãozinho na chapa. Afinal, não é só pela refeição que o café matinal é importante: acho que pesa mais o fato de você sentar um pouco e aproveitar uns instantes de sossego. Só você e os seus pensamentos, se preparando para começar o dia.

Para começar o dia, nada melhor do que um bom lanche, alguns pensamentos e bastante ânimo. Pra mim, sempre dá certo. 

Veja mais em: Lipton.


27 de maio de 2012

Errando até acertar.

Eu nunca fiz análise, então aqui demora um pouco mais pra entender o que eu sinto e o motivo de estar sentido isso ou aquilo. 

Essa custou pra cair a ficha, mas agora eu saquei: eu preciso aprender a aceitar melhor meus erros. Percebi que não gosto de errar. Não gosto mesmo. Fico brava, contrariada. E, pior ainda, fico remoendo aquilo por horas, dias até, o que impede que eu siga em frente, que eu coloque um ponto final naquilo. 

Fico naquelas de que não posso deixar de pensar em algo enquanto "não resolvi" aquilo. Mas a verdade é que algumas coisas não tem como resolver. Elas acontecem, a gente tem que reconhecer que aquilo aconteceu e já foi, não tem mais volta. Só tem como ir pra frente, não tem como voltar. 

Preciso aceitar meus erros e seguir em frente. Não posso ficar presa a eles, rondando a mágoa que ficou.

Bora pra frente, lá mais adiante a gente tenta acertar da próxima vez.

Foto: Natália Nambara.

25 de maio de 2012

Dia dos namorados tá chegando!

Fiquei toda boba por que a Imaginarium colocou a minha história de amor com o Alex em seu aplicativo especial do dia dos namorados. O aplicativo tá todo fofo, tem seções especiais pra quem já tem um amor e pra quem ainda tá procurando um, além de joguinhos e wallpapers. 

Dá uma sensação tão boa, pensar que até uns anos atrás pisar em uma Imaginarium era algo quase impossível de acontecer (não tem em Foz, gente!) e agora a loja faz parte da minha vida (tem uma em um shopping perto de casa e sempre vou lá dar uma olhada) a ponto de eu aparecer em um aplicativo deles. Como a vida muda, né?

Falando em mudanças e dia dos namorados, o meu esse ano vai ser bem diferente. Quando rolar eu conto pra vocês. ;)


24 de maio de 2012

Não queira saber quem você é.

Cada vez mais engajado em fazer um milhão de coisas ao mesmo tempo, Lucas Silveira concedeu entrevista ao De Frente Com Gabi onde falou sobre Fresno, Sir Sir, Beeshop, ser emo e outras muitas coisas. Dos anos que acompanho a carreira do Lucas, dentro da Fresno e fora dela, eu noto que ele está a cada dia mais seguro de si, em uma confiança que beira a arrogância pra quem vê de fora - o que pode ser perigoso.

Nos primeiros minutos de entrevista Gabi já desestabiliza a pretensa arrogância de Lucas, perguntando se ele não enxerga sem os óculos. Ele admite que usa só pra fazer tipo, tira os óculos e ressurge, tímido, meio contido, pra só depois se soltar novamente.

Eu amo Fresno, acho que a banda só cresceu nesses últimos 4 anos. Mas ao mesmo tempo, tem me incomodado essa persona que o Lucas está se tornando, tão seguro de si que chega a causar desconforto em nós pobres mortais, tão fracos, tão cheios de dúvidas.

Mas não deixa de ser um exemplo, afinal o cara não é melhor do que ninguém. Se hoje ele é foda dentro do que faz, é por que batalhou por isso. Algo que qualquer um pode fazer, inclusive eu e você. Destaco o meu trecho favorito da entrevista, lá pro finalzinho dela.

Gabi: Lucas Silveira por Lucas Silveira.
Lucas: [...] Cara, toda vez que eu parei pra pensar nisso rolou um negócio, acho que a minha auto análise gera auto crítica que gera auto tudo, sabotagem e tal... E aí aquele Lucas Silveira que tem lá dentro de mim sempre fala assim ó: Não queira saber quem é Lucas Silveira. Eu procuro descobrir, talvez algum dia, daqui há uns 40 anos eu saiba.
Gabi: [...] Não vai dizer nada, mesmo?
Lucas: Cara, é aquela coisa que todo cara fala aqui 'é um cara muito trabalhador, muito batalhador, não sei o que', mas eu sou alguém sempre em busca de algo.

E é por isso que ele segue sendo um dos meus ídolos. Por que, assim como ele, eu sou só alguém em busca de algo.

A entrevista completa você vê aqui: Lucas Silveira no 'De Frente Com Gabi' | 23/05/12

Foto: Rafael Kent

23 de maio de 2012

Deixa que pensem!


Ah, se a gente pudesse saber de tudo o que as pessoas pensam sobre a gente... Melhor ainda, se a gente pudesse controlar o que os outros pensam sobre a gente! Já pensou que coisa boa? Facilitaria muito a nossa vida e ainda economizaria um bom tanto da nossa saúde emocional.

O problema é que isso ainda é impossível. Ênfase no ainda, por que acredito muito no potencial dos senhores cientistas – quem sabe um dia eles inventam uma solução pra isso? Enquanto a medicina não avança nesse sentido a gente vai fazendo o que pode pra manter a nossa sanidade mental ao não poder controlar a opinião alheia.

A solução, profilática e definitiva até o momento, é não ligar. Sim, eu sei que é difícil. Porém, não parece ter outra saída. Dizem até que é um charme pessoal que se acrescenta, isso de não ligar para o que os outros pensam. Andar por aí muito satisfeita da vida, narizinho empinado, sem se importar se estão pensando bem ou mal de você. E é aquela coisa, de tanto se preocupar com o que os outros pensam a gente acaba descuidando do que a gente pensa. Você se tem em bom conceito? Então, relaxa. Narizinho empinado e cara de quem nem liga. Sucesso garantido.

Mais em: Lipton.


21 de maio de 2012

my aim is true.

Foi um final de semana cheio. Encontrei pessoas que me amam e que eu amo também. Conversei com gente nova para mim, falei baixinho e precisei repetir, dessa vez mais alto. Deixei que a timidez me conduzisse e por alguns instantes me escondi atrás do meu copo de café. Depois ergui o rosto e retomei a conversa, ainda com a voz baixinha.

Fiquei maravilhada com a beleza de amigas que eu só conhecia virtualmente. Cabelos, boca pintada, roupa bonita. Fiquei olhando feito criança, quando crescer quero ser assim. Na noite anterior cheguei a pensar que tinha me enganado com algumas pessoas e decidi deixá-las de lado. Por que, veja bem, eu me enganei. Ninguém me enganou, a culpa foi minha por criar ilusões. Eu que me resolva, então.

Me resolvi.

Conversei, ri até a barriga doer, me escondi no copo de café, subi a avenida gelada de frio, mas com o coração quentinho pela companhia adorável de uma nova amiga. Fui dormir tarde. Acordei super cedo. Corri a toda velocidade na pista, tropecei em mim mesma e cai no chão. Ficou um roxo na minha perna. Morro de orgulho dele: me faz lembrar que estou aprendendo, que estou caindo e levantando. E faz a dor passar, faz esquecer toda a dor.

Existe todo um novo mundo a ser conquistado e estou correndo para ele, de peito aberto, com toda a vontade de ser feliz que alguém possa ter.  Vou alcançá-lo, vou ter ele pra mim e ninguém vai pode dizer que não era verdade todos os sonhos que eu sussurrava com minha voz baixa, com meu sorriso torto e meu cabelo bagunçado de tanto correr.

Foto: Natália Nambara.

20 de maio de 2012

São Paulo também me deu isso.

inutilidades para o amor romântico

I
não sei o que fazer com você
chinelos de dedo decorados com miçangas
pequenos morcegos de crochê

II
não sei o que fazer com você
estampa pra camiseta, caneca, capa de caderno
onde errarei uma das letras do seu sobrenome
onde você não vai anotar suas coisas
coisa nenhuma

III
não sei o que fazer com você
embora pense nisso
antes de dormir e aos domingos
que é quando há tempo sobrando
eu poderia por exemplo
só me aproximar no quinto dia útil
ou esperar nossos quarenta anos
o que seria um ato heróico
considerando a rapidez dos novos tempos
poderia também desenvolver
melhor o texto das mensagens
e caprichar no mistério
sei que você aprecia um mistério
poderia muito bem fazer uns jogos
sumir durante um tempo e voltar em julho
mentir que viajei pelo mundo
em teoria voltei com novos olhos
com horizontes que aumentaram tanto
que estouraram
te mostraria então os restos dos meus horizontes
mas antes
poderia te encaixar em tarefas mais intrigantes
como a montagem de móveis
e a culinária para principantes
o incrível papel de escovador de dentes
antes de dormir e aos domingos
quando não sei o que fazer nem comigo
e quando é de costume voltar sem resposta
ao início



19 de maio de 2012

Férias!

Mês que vem vou tirar férias. Uma das coisas que já é certo que vou fazer é ir pra casa dos meus pais por uns dias. Não quero botar pressão em mim mesmo nem nada, mas resolvi listar aqui as coisas que quero fazer nesses dias de descanso. Primeiro por que amo listas e com elas me sinto mais segura e organizada. Segundo por que acredito profundamente que "colocar no papel" seus desejos e objetivos já é um começo no caminho para realizá-los. Eu sou assim, o que se pode fazer?

Coisas que pretendo fazer nas minhas férias:
  1. Ficar menos na internet - Afinal, oi, eu trabalho com internet, quanto menos ficar nela, mais "de férias" estarei. Na real eu já venho tentado diminuir desde já minha presença nas ditas redes sociais. Fase, eu sei. Por enquanto estou nessa, meio de bode de mostrar tanto sobre mim e desse vício de feedback que o twitter e o facebook colocam na alma da gente.
  2. Escrever mais pros blogs - Eu escrevo pra quatro blogs e sinto que desperdiço muito da minha energia em redes sociais. Pretendo focar mais, mesmo depois das férias, nos blogs. Se quero me auto-intitular uma escritora mesmo, bora escrever algo que tenha mais do que 140 caracteres.
  3. Terminar de ler a biografia do Elvis Costello - Que estou lendo desde que comprei, mas é em inglês, tem mais de 500 páginas e eu sou toda cerimoniosa pra ler ela em qualquer lugar que não seja sagrado. Vou levar pra Foz e tentar colocar a leitura em dia lá.
  4. Ir ao cinema no meio da tarde de um dia útil - o sonho de todo trabalhador brasileiro e a maior diversão que se pode encontrar em uma cidade vazia.
  5. Conversar - Com meus pais, com a vizinha, com a moça na fila da padaria, com quem sentar do meu lado no avião. Falar. Eu penso muito e falo pouco. Preciso falar mais.
  6. Cozinhar - Preparar deliciosos jantares para o meu marido lindo. Machismo? Não quando é por amor e faz o olho brilhar.
  7. Dormir - Só até a hora de acordar.
  8. Ser linda - Influência dos blogs  de moda que tenho lido, ultimamente tenho me interessado mais por roupas legais, maquiagens, cremes. Ganhei um mega kit da Dior e pretendo aprender a usar os telecotecos de make up que vieram nele pra ficar a cada dia mais gata, risos.
  9. Focar no roller derby - Aproveitar os treinos extras, estudar fundamentos e regras. O Brasileirão tá chegando!
  10. Nada - Afinal, são as minhas férias! \o/
Depois eu volto pra contar o que consegui colocar em prática dessa lista. Mas a gente vai se falando enquanto isso... ;)

18 de maio de 2012

Cartinha pra Bibi e pro da Guia.

Meus gatos não fazem ideia de quantas dores de cabeça, crises de mau humor, de choro e de desesperança já me curaram. Quietos em sua mudez natural, não podem nem imaginar quantas vezes foi o silêncio deles que me deu força para levantar da cama e retomar a minha própria voz.

Quem diz, cheio de preconceito e preguiça, que gato é um bicho egoísta de certo nunca teve um em casa que lhe fosse intimo. Sim, eu reconheço, eles não são conquistáveis de imediato. Pra ganhar a confiança de um gato leva-se um tempinho. Meses, anos até. Mas vale a pena. Ter suas lágrimas enxugadas por lambidas carinhosas depois de um dia ruim é algo que eu gostaria que todos pudessem ter, pra que a vida fosse mais leve. Por que a gente merece um pouco de leveza.

A leveza de ter um gatinho que chega de mansinho e deita do seu lado justo quando você começa a se sentir sozinho. E que faz isso sem o menor orgulho: você olha pra ele e ele faz aquela cara de "O que foi, não é nada demais!". Não é nada demais mesmo, é só carinho. Amor. É o mínimo, mas faz tanta falta que a gente não consegue deixar de se admirar quando demonstram isso por você.

Mas o gato não vem falar da importância disso, ele vem falar, mesmo mudo, da importância de não se importar. Você está lá pensando nas contas a pagar, no trabalho que ficou pra amanhã, nas pessoas que magoou naquele dia e o gato senta do seu lado como se dissesse:  nada disso importa, não se preocupe com isso. E entre afagos e ronronados você esquece. Puxa ele pra perto, ele fica puto e sai. É isso. Sem exageros, por favor. Sou só um gato.

Ter um gato coloca as coisas no lugar. Te conforta nos dias ruim. Te diverte nos dias em que ele corre feito doido pela casa por causa de uma caixa de papelão que você trouxe do mercado.

Em um dia triste qualquer em que um dos meus gatos me fez sentir melhor, tentei dizer isso pra ele. Ele me olhou e disse (eu imagino, pelo olhar dele): Tati, você como sempre tão dramática. Deixa disso, menina. Vai viver, vai!

Não pude deixar de concordar com ele.

- Lá vem a Tati com as histórias dela...

17 de maio de 2012

O que realmente importa?

Ah, quanto tempo eu levei para responder essa questão... E pensando bem, nem tenho muita certeza se ela já foi respondida em definitivo. Afinal, as nossas prioridades mudam o tempo todo. 

Aos 15 anos o que importava pra mim era conseguir ser popular no colégio. E falhei miseravelmente! Hahaha... Hoje meus objetivos e necessidades já mudaram e muito. Mas no fundo é sempre o mesmo ideal que a gente busca, ainda que ele envolva coisas tão dispares quanto obtusas como ser popular no colégio ou concluir um mestrado. No fundo a gente não muda. Só muda foco. 

Vai lá em Lipton e veja o que estou falando sobre o que realmente importa pra mim. 


16 de maio de 2012

If i could fool myself

Muito sem querer descobri hoje essa versão de Pay It Back e achei SENSACIONAL. Não conhecia, pelas infos é o próprio Costello que canta (Declan MacManus), mas tá estranho, parece super antigo. Vou pesquisar mais. Gostei mais dessa versão do que da original, do álbum My Aim Is True.

E tudo isso por que eu estava com o verso "If i could fool myself, then maybe i'd fool you too" na cabeça. Agora tenho mais uma música (versão) legal pra ouvir, como é boa a internet, como é lindo viver, etc.


15 de maio de 2012

Meus bons amigos, onde estão?

Contabilista toda a vida, aprendi a ver o ambiente de trabalho como um lugar onde ninguém estaria nem perto de ter a mesma sintonia que eu para então poder construir alguma amizade. E foi assim, me acostumei. Depois as coisas mudaram, troquei de profissão e me vi em uma empresa onde não só as pessoas são o meu tipo de pessoa, como são capazes de gostar de mim. Encantada, fui construindo amizades, compartilhando histórias, criando uma história só nossa, minha e desses amigos com quem convivo todos os dias, divido moedas pro café e eventuais palavrões xingando qualquer um - que amanhã não lembraremos quem é.

Isso é bom por que alivia a tensão do trabalho, mas é ruim por que não dura pra sempre. As coisas mudam, surgem novas oportunidades e aquela sua turminha do barulho de coworkers de repente se desfaz, entre viagens, novos jobs e tantas outras voltas que a vida dá.

Sim, podemos marcar de sair ou conversar pelo facebook, manter contato por whatsapp, comentar em todas as fotos. Mas, ainda falta alguma coisa. Por vezes vejo as atualizações de amigos agora distantes e sinto que o 'tô com saudade' que escrevo já não corresponde por completo à realidade. É pouco, perto do que eu sinto. Não sintosaudade de você. Sinto saudade de você na minha vida. De te ver todos os dias, conversar com você, chamar pro almoço e sem falar nada já saber que seu job tá foda - por que o meu tá foda também.

Eu sinto essa saudade e não posso fazer muita coisa. A vida segue, outras pessoas surgirão. Eu tenho que aprender que meus amigos não são só mais meus. Tudo bem, eu vou tentar. Mas ainda vou seguir sendo saudosista, teimosa e ciumenta em ter a certeza de que, como diz a canção, depois de você os outros são os outros e só!

Eu, princesinha e princesinho.

13 de maio de 2012

Algumas palavras duras.

Todo mundo quer. Você mostra algo que é seu, que você lutou para conseguir, que você luta todos os dias para manter e conquistar e as pessoas querem. E te perguntam como conseguiu, como se fosse fácil, como se  todas as lutas pudessem ser conquistadas colocando em um carrinho e passando no caixa. Abrindo a carteira, avisando que é débito e digitando a senha. Não é.

As pessoas querem o status que as coisas trazem, não as coisas em si. Querem poder dizer que por ter algo ela são algo. Desejo desesperado por mais um skill pra colocar na estante e depois nunca mais usar. 

Então fica naquele joguinho. Nossa, queria tanto. Para os outros ficarem falando "vai, você consegue", "eu te ensino". Pra ser o centro das atenções por um instante, mas sem tirar nunca a bunda da cadeira, levantar e ir atrás do que quer. Por que se der o mínimo de trabalho, já não quer mais. Desiste. Diz que não era aquilo.

Nessa época de fast food, de consumo desenfreado, de fotos que só servem pra redes sociais, ninguém quer fazer nada que exija mais do que quinze minutos da sua atenção. Querem só o status de ter feito.

Eu cansei de tentar ensinar o caminho das pedras pra quem diz querer me seguir. Por que ninguém me segue. Desistem sem nem tentar. Tem que acordar cedo? Abrir mão do final de semana, da noite de descanso? Pessoa arrega sem nem pensar duas vezes. E também, tudo o que conquistei foi por que meti as caras, fui lá e fiz. Não fiquei esperando carona nem ajuda de ninguém. Não que eu tenha conquistado sozinha tudo o que tenho hoje. Mas algumas coisas, quando você quer mesmo, tem que partir de você. É necessária uma certa garra pra se manter vivo. Pra ter algo e poder dizer que é mesmo seu.

Sendo assim, considero até uma ajuda maior não ficar carregando os outros pela mão o tempo todo. Quer muito uma coisa? Se vira, levanta da cadeira, corre atrás. Você consegue. Eu consegui. Depois a alegria e o orgulho das suas conquistas serão só seus. 

E isso ninguém tira de você. Fica pra vida. Pra vida inteira.

Nervosa no trampo em alguma tarde qualquer.

9 de maio de 2012

Linda caneca de Berlim.

Chegando em casa depois do trabalho, do meio da pilha de papel e bagunça caiu uma carta. A data era de um ano atrás. Um trecho me encheu os olhos de lágrimas:
Espero que esta caneca te traga muitos chás quentes em momentos difíceis, tal como seu pai fazia com você. Espero que te traga o café forte do Alex para aguentar o dia, semana, mês, ano de trabalho. Espero que também que te traga vinho para pensar mais na vida. Enfim, espero que esta caneca te traga a sensação boa que eu estava sentindo quando a comprei.
Todos os meus amigos me fazem falta, mas alguns fazem mais. E alguns deles se fazem presentes assim, através de uma caneca comprada em uma viagem a Berlim. Ivan, eu uso a caneca sim, como você pediu e exatamente da forma que você recomendou. Obrigada por fazer parte da minha vida e por estar sempre presente nela. Até na caneca de chá que eu bebo. Mas, principalmente, nas cartas e nos gestos de amizade.


8 de maio de 2012

Ame e cuide de você.

Amar a si mesmo em primeiro lugar. Parece complicado, né? E leva tempo. Não é de uma hora pra outra que a gente consegue se colocar no topo das suas próprias prioridades. Por nada a gente deixa na mão dos outros a nossa felicidade, o nosso bom humor. Não pode, gente. Calma. Respira.

Essa semana tô lá em Lipton falando disso: que se é pra cuidar do seu amor, comece cuidando do maior amor que você pode ter: você mesmo. Eu bem sei que não é assim de supetão que a gente constrói esse amor. Mas, vamos começar. Um passo de cada vez. Comece agora a gostar mais de você. Seja você quem for.

Vinte e oito.

Mais perto dos 30 do que dos 20, agora. Ainda teimando, mas me conhecendo muito bem e sabendo o que é manha e o que é sincero. Na maioria das vezes, mas não em todas as vezes, claro. Me iludindo e tendo o coração partido pelos mesmos motivos. Lembrando de mim mesmo em tempos passados e ficando com os olhos marejados.

E, ainda assim, feliz.

Hoje completo 28 anos e a minha sensação é de espanto. Espanto comigo mesmo, com tudo o que já fiz, com as coisas que ainda quero fazer. Com o fato de ter chegado até aqui. Tendo descoberto a fórmula da minha felicidade: desejar sempre mais.

Lust for life.

Agora é que tá bom. E tudo o que aconteceu antes foi uma preparação para o agora. Iggy Pop estava certo. Lust for life, todos os dias, a cada dia mais.


7 de maio de 2012

Ch ch changes.

Mirando alto, pensando bem. Analisando. Me questionando se está na hora de mudar tudo, mais uma vez. Querendo mudar tudo mais uma vez. Tendo medo. Crise de riso de tanto nervoso. Coloquei o som bem alto e decidi terminar tudo hoje mesmo. 

A música acabou e eu ainda não tinha respostas.

3 de maio de 2012

Trilhando o dia...


Tava pensando aqui no quanto a música que você escuta logo pela manhã pode definir o seu dia. Eu gosto de começar o dia ouvindo MIKA, acho tão animado, parece que nada pode dar errado ao som dele! Já Costello eu deixo pro final do dia, pra ir entrando no mood de ir pra casa e rever o meu amor.

Essa semana estou em Lipton falando disso que eu amo tanto: de música!