Elvis Costello Gritou Meu Nome

Tati Lopatiukinfo
description
São Paulo - SP Blocker e eventualmente jammer na Ladies Of HellTown Escritora e web redatora 28 anos Colecionadora de gatos

A história de uma garota que decidiu ser feliz pra sempre.

30 de abril de 2012

Enquanto você dormia.

Você já estava dormindo quando eu disse no seu ouvido "Eu te amo, sabia?". Sem acordar e nem mesmo hesitar você me respondeu: "Eu também te amo, Tati" e pronto, todos os meus medos e preocupações foram embora, eu deitei no seu peito e finalmente pude dormir também.

Se mesmo dormindo você sabe que ama alguém não pode haver espaço para nenhum tipo de tristeza. Não pode haver e não há. Se você pode todas as noites abraçar alguém e se declarar, na certeza de ser correspondido mesmo durante o sono, não tem como não ser feliz. 

Acabaram as noites mal dormidas, passadas em claro, com medo de morrer de solidão. Essa certeza do amor, como diz a canção, não me deixa nunca mais.





27 de abril de 2012

Poesia ilustrada.

Camillo escreve poemas. Uns poemas realmente bonitos, já publiquei um aqui. Agora ele teve essa ideia de misturar poesia e HQ, então está em busca de desenhistas que topem ilustrar os seus poemas. Eu acho que pode ser bem bacana. Algumas parcerias já surgiram, como você pode ver na imagem que ilustra este post (uma poesia do Camillo ilustrada por Renan Araujo).

Então, se você desenha e quer começar um projeto novo, divertido e bonito, fala com o Camillo. Seria legal ver esse projeto acontecer. 

Blog do Camillo, com mais poesias. Perfil do cara no Recanto Das Letras.

 

22 de abril de 2012

Você acha que você tá indo bem?

Esqueci de contar essa. Ontem quando estava patinando na frente da biblioteca, dei um gás e fui até lá na frente, quase na beirada da rua (olha o perigo). Quando vi que estava longe demais e deixando sozinha a minha amiga, me preparei pra voltar. Dei dois passos e passei por um cara x que me disse:

- Você acha que você tá indo bem?

Eu não respondi por que, né, mas bem que fiquei pensando. E respondendo agora a pergunta do cara (vai que ele lê o blog?) queria dizer que:

Eu acho que tô indo bem, sim. Quer dizer, tem dias que eu quase desisto de mim, não no sentido de oh, vou me matar, mas no sentido de caramba, toddy, não dá pra querer te levar a sério. Nem todos os dias são de estrelinha e nota dez no caderno, mas se você olhar como um todo, eu estou indo bem.

A primeira coisa que você tem que ter em mente é que não pode esquecer das promessas que faz a si mesmo. Bom, se você se promete mundo e fundo, não tem como não se decepcionar, mesmo. Mas se dá pra começar aos poucos, por que não? Tem um monte de atitudes minhas que eu quero mudar e eu até tenho conseguido, exceto pelos dias em que uma coisa desanda e todas as outras caem em cima de mim feito um dominó.

Eu tô indo bem por que eu consigo ver com clareza o que eu quero. Mesmo quando algo dá errado, eu sei exatamente onde errei e como consertar - se é que há conserto. Eu tô indo bem por que o meu discurso não é vazio: as coisas que eu quero mudar, eu quero de coração. Meu objetivo é verdadeiro. Dia desses me senti extremamente indo bem, quando fui perdoada por uma amiga por uma burrice minha. Fosse outro tempo, eu não teria pedido perdão. Por orgulho. Orgulho é só o que sobra quando você não tem mais nada. Hoje eu tenho mais coisas, aqui em mim.

Então, eu acho mesmo que tô indo bem, cara. Obrigada por perguntar!

21 de abril de 2012

Funciona assim

É claro que você pode dar uma festa na sua casa, com música ao vivo e tudo, mas não precisa tocar Djavan, né? Estamos bastante felizes e cansados, hoje a gente andou pra caramba (mas eu andei mais e mais rápido). Em dias de frio os gatos ficam especialmente carentes e fica realmente difícil levantar da cama tendo dois gatos (três) implorando a sua atenção.

Garanto pra vocês que as fotos ficaram lindas, todas as fotos ficam lindas, a graça é ficar olhando para elas por uns quinze segundos até parar, depois alguém fala "que linda" e você olha de novo, dessa vez por vinte segundos e tenta ver o que a pessoa pode ter visto de bonito/encantador/inspirador ali.

Falando em inspirador, hoje eu me senti melhor enquanto andando de metrô eu simplesmente coloquei meu capacete e comecei a cantar uma música qualquer. O bom é que aqui ninguém repara, pro bem ou pro mal, então você pode simplesmente colocar seu capacete, cantar uma canção e ser feliz. Funciona assim em São Paulo.

20 de abril de 2012

15 coisas que você deve desistir pra ser feliz.

Achei essa lista do Purpose Fairy no facebook de um amigo e traduzi aqui com o meu mui humilde conhecimento de inglês. A versão original você encontra aqui - por favor, não fique muito bravo com os meus possíveis enganos. A lista, apesar de parecer clichê, tem bastante coisa que a gente sabe que tem que fazer, mas deixa de lado. Bom pra pensar e retomar essas atitudes que só fazem bem pra gente.

1. Desista da sua necessidade de estar sempre certo. Muitos não podem suportar a idéia de estar errado - de querer ter sempre razão - mesmo correndo o risco de acabar com relacionamentos legais ou causando uma grande dose de estresse e dor, para nós e para os outros. Sempre que você sentir a necessidade "urgente" de começar uma briga sobre quem está certo e quem está errado, faça a si mesmo esta pergunta de Wayne Dyer: "Eu prefiro estar certo ou prefiro ser gentil?" Que diferença isso vai fazer? Seu ego é realmente tão grande?

2. Desista da sua necessidade de controle. Esteja disposto a desistir de sua necessidade de sempre controlar tudo o que acontece com você e ao seu redor - situações, eventos, pessoas, etc. Sejam eles entes queridos, colegas de trabalho, ou apenas estranhos que você encontra na rua - só permita que eles sejam. Permita que tudo e todos sejam exatamente como são e veja o quão melhor isso fará você se sentir. 

3. Desista de culpar. Desista de sua necessidade de culpar os outros pelo que você tem ou não tem, pelo o que você sente ou não sente. Pare de dar esse poder aos outros e comece a tomar a responsabilidade pela sua vida. 

4. Desista do seu discurso auto-destrutivo. Oh, nossa. Quantas pessoas estão se magoando por causa de sua negativa, poluída e repetitiva mentalidade derrotista? Não acredite em tudo o que sua mente está dizendo a você - especialmente se ela é negativa e autodestrutiva. Você é melhor do que isso. 

5. Desista de suas crenças limitantes sobre o que pode ou não pode fazer, sobre o que é possível ou impossível. A partir de agora, você não vai mais permitir que suas crenças limitantes lhe mantenham preso no lugar errado. Abra suas asas e voe! 

6. Desista de se queixar. Desista da sua constante necessidade de reclamar sobre as muitas, muitas, muuuitas coisas - pessoas, situações, acontecimentos que te fazem infeliz, triste e deprimido. Ninguém pode fazer você infeliz, nenhuma situação pode fazê-lo triste ou infeliz a menos que você deixe. Não é a situação que desencadeia esses sentimentos em você, mas como você escolhe olhar para ele. Nunca subestime o poder do pensamento positivo. 

7. Desista da necessidade de criticar os outros. Abandone sua necessidade de criticar coisas, acontecimentos ou pessoas que são diferentes do que você. Somos todos diferentes, mas somos todos iguais. Nós todos queremos ser felizes, todos nós queremos amar e ser amados e todos nós queremos ser compreendidos. Nós todos queremos alguma coisa. 

8. Desista da sua necessidade de impressionar os outros. Pare de se esforçar tanto para ser algo que você não é só para fazer os outros gostarem de você. Não funciona assim. No momento em que você parar de se esforçar tanto para ser algo que você não é, quando tirar todas as suas máscaras, quando aceitar e abraçar o seu verdadeiro eu é que as pessoas serão atraídas para você, sem esforço. 

9. Desista da sua resistência à mudança. Mudar é bom. Mudança vai ajudá-lo a se mover de A para B. Mudanças lhe ajudarão a fazer melhorias em sua vida e também nas vidas daqueles ao seu redor. Siga sua felicidade, abrace a mudança - não resista a ela. 

10. Desista dos rótulos. Parar de rotular as coisas, pessoas ou eventos que você não entende como sendo estranho ou diferente e tente abrir a sua mente, pouco a pouco. A mente só funciona quando aberta. 

11. Desista de seus medos. O medo é apenas uma ilusão - ele não existe - que você criou. Está tudo na sua mente. Corrija o interior e o exterior vai ficar no lugar. 

12. Desista de suas desculpas. Coloque-as em uma embalagem e avise que elas estão demitidas. Você não precisa mais delas. Muitas vezes nos limitamos por causa das muitas desculpas que usamos. Em vez de crescer e trabalhar para melhorar a nós mesmos e nossas vidas, ficamos presos, mentindo para nós mesmos, usando todo o tipo de desculpas - desculpas que 99,9% das vezes não são nem mesmo verdadeiras. 

13. Desista do passado. Eu sei, eu sei. É difícil. Especialmente quando o passado parece muito melhor do que o presente e o futuro parece tão assustador, mas você tem que levar em consideração o fato de que o momento presente é tudo que você tem e tudo que você nunca vai ter. O passado que agora você está desejando - o passado que agora você está sonhando - foi ignorado por você quando ele estava presente. Pare de ficar se iludindo. Esteja presente em tudo que você faz e aproveite a vida. Afinal a vida é uma viagem, não um destino. Tenha uma visão clara do futuro, prepare-se, mas esteja sempre presente no agora. 

14. Desista do apego. Este é um conceito que, para a maioria de nós é difícil de entender e eu tenho que dizer que era para mim também (ainda é), mas não é algo impossível. Você fica cada vez melhor nisso com o tempo e prática. No momento em que você se desapegar de todas as coisas, (o que não significa que você deixe de amar essas coisas - porque o amor e o apego não têm nada a ver um com o outro, o apego vem do medo, enquanto o amor ... bem, real o amor é amável, puro, onde há amor não pode haver medo, e por causa disso, o apego e o amor não podem coexistir), você se tornará tão calmo, tão tolerante, tão amável e tão sereno. Você vai chegar a um lugar onde você vai ser capaz de compreender todas as coisas, sem sequer tentar. Um estado além das palavras. 

15. Desista de viver a sua vida sob a expectativas de outras pessoas. Muitas pessoas estão vivendo uma vida que não é deles. Eles vivem suas vidas de acordo com o que os outros pensam que é melhor para eles, eles vivem suas vidas de acordo com o que seus pais pensam que é melhor para eles, para que seus amigos, seus inimigos e seus professores, seu governo e mídia acha que é melhor para eles. Eles ignoram a sua voz interior, o chamado interior. Eles estão tão ocupados em agradar a todos, com uma existência à altura das expectativas das outras pessoas, que perdem o controle sobre suas vidas. Eles esquecem o que os torna felizes, o que eles querem, o que eles precisam .... e, eventualmente, eles se esquecem de si mesmos. Você tem uma vida - esta de agora - você deve vivê-la, possuí-la e, especialmente, não deixe que as opiniões alheias te distraiam de seu caminho.

19 de abril de 2012

No mais,

Quando eu era criança meus pais trabalhavam fora e minha mãe ainda chegava depois do trampo e limpava a casa, todos os dias. Claro que já naquela época eu achava exagero limpar toda a casa e todo dia, mas mãe é mãe e quem sou eu pra falar, né? Deixava quieto.

Então, minha mãe sempre chegava em casa e tratava de começar a varrer, lavar, passar pano, etc. E a gente em volta dela, muito alegre contando todas as nossas novidades imperdíveis do colégio, além de denúncias que um irmão fazia do outro.

Em um dia desses, um dia qualquer, estávamos lá eu e meu irmão alugando os ouvidos dela enquanto ela limpava a casa e minha mãe explodiu.

E eu? Quem aqui pergunta como eu estou, como foi o meu dia? Pra quem aqui importa como eu estou me sentindo? Se estou triste, feliz, cansada? Quem liga?

Isso pra mim foi um choque, por que nunca tinha, até então, percebido minha mãe como uma pessoa, pra mim ela era apenas... mãe. Com isso veio a percepção de que, nossa, ela deveria mesmo querer descansar, conversar, ver um filme, mas trabalhava o dia todo e ainda tinha marido, casa e dois filhos pra cuidar.

Hoje, tem dias em que eu me sinto igual a minha mãe se sentiu naquele dia. E a minha vontade é também de explodir e perguntar em que parte de toda essa conversa vão começar a querer saber do meu ponto de vista, do que eu sinto, do que eu quero.

Mas é claro, no fundo ninguém se importa. Fica assim em segundo plano, você em plano de fundo na vida dos outros. Ouvindo, dando conselho, rindo das piadas. E nunca, nunca sendo perguntada como foi seu dia.

(Sim, eu sei, para isso existem os blogs. Por isso estou aqui.)

18 de abril de 2012

Fotografando coisa boa!

Essa semana estou lá em Lipton falando de fotografia. Vocês sabem que eu adoro o assunto, né? Além de ser um passatempo divertido, dá pra lembrar pra sempre de todos os momentos legais que a gente passou. Basta olhar as fotos depois.  Tem coisa melhor?
 
Em tempo: que saudade da Bahia!

17 de abril de 2012

Mais do 'Diários do Purgatório'.

Saiu a terceira edição do Diários do Purgatório, da musa Ju Dacoregio. Com o dobro de páginas, essa edição vem revista, atualizada e com muito mais do inferno particular que conhecemos na primeira edição do livro, lançada em setembro de 2010.

Vocês devem lembrar da resenha que fiz quando do lançamento do livro, aqui. E com muito orgulho venho contar que um trecho dessa resenha está na quarta capa na nova edição do livro, configurando o que até o momento é o mais próximo que já cheguei do mercado editorial.

Ainda não li o 'novo' Diários do Purgatório, mas assim que ler faço uma nova resenha aqui. Você pode comprar o livro no site da Editora Baraúna.


16 de abril de 2012

Imagina que louco.

Imagina que louco: você está em uma festa, muito tranquila de sua dignidade e função no determinado tempo-espaço quando ver adentrar o recinto um dos seus maiores ídolos, o vocalista de uma das suas bandas favoritas. Então você tenta demonstrar um tanto de dignidade e leveza, olhando para outro lado como se tivesse ficado momentaneamente cega, ao mesmo tempo em que pensa loucamente: oh, meu deus é ele, é ele, é ele.

Até aí tudo bem, mas não satisfeito o universo resolve tirar uma da sua cara, na medida em que o tal cara simplesmente vira pra você e, após cumprimentar seu marido, lhe dá um beijo e um abraço e diz: Você é a Tati, né? Enquanto você pensa se é a Tati (e você é, só esqueceu por conta do choque) ele beija a sua mão, olha nos seus olhos e fala: Obrigado pelo texto lindo que você escreveu sobre a gente. Muito obrigado, obrigado mesmo.

Muitos não sobreviveriam, mas eu sobrevivi e vim contar essa história verídica pra vocês. Aconteceu em um clube de strip tease (foi o que o foursquare disse, não me julguem) no Bixiga neste sábado.

15 de abril de 2012

Com que roupa eu vou.

Uma coisa interessante sobre São Paulo é que não importa com que roupa você sai de casa, sempre será a roupa errada. É tanta gente tão bem vestida na rua, sempre diferente de você, sempre tão mais cool. Você começa a se cobrar no sentido de se cuidar mais, caprichar mais nas roupas. Quem sabe investir mais em novas peças, quem sabe novos acessórios.

Então você pensa em que dia pode ir ao shopping ver isso e se dá conta de que não tem nem grana nem tempo.

Se resigna e pensa, vai ter que ser assim mesmo.

Quem liga?

14 de abril de 2012

Quando e se.

O austríaco Daniel Glattauer dá nova vida à tradição epistolar em @mor, primeiro de dois romances que exploram um relacionamento sustentado basicamente em trocas de e-mails. Romance de estreia de Glattauer e campeão de vendas na Alemanha e na Espanha, o livro explora, sob roupagem moderna, sentimentos familiares a amantes de todas as gerações.
(daqui)

Tenho mania de ficar lendo resenhas e imaginando se um dia farão uma resenha sobre um livro meu e como será. A resenha, o livro e eu.

13 de abril de 2012

Espera.

Era uma saudade que eu tinha, a de esperar algo de alguém.

12 de abril de 2012

Uma ideia.

Ontem antes de dormir eu tive uma ideia genial pra esse blog. Era genial mesmo, eu quase levantei da cama pra ligar o note e escrever. Era muito genial. Sim. Mas eu estava com sono, então deixei pra outro dia. Pra hoje. Estava certa de que não esqueceria, como poderia esquecer uma ideia tão boa?

Vocês podem achar que a ideia só era genial por que eu estava bêbada e que por esse mesmo motivo eu não lembro mais dela hoje. Mas não era isso não. Nem bebido eu tinha. Mas estava muito feliz, feliz demais. O que costuma ser um estado superiormente interessante de embriaguez.

Aquela felicidade sem motivo.

Tem sido cansativo. Um leão por dia e um monte de questões que eu paro e me pergunto até onde é culpa minha e onde começa a ser culpa do outro. Depois enche a paciência e não quero pensar em mais nada.

Alterno momentos de vontade de chorar até morrer com momentos em que acho que estou bêbada de tão feliz.

Não dá pra entender. E não lembro da ideia.


3 de abril de 2012

Mail me

Estou fazendo aquele desafio fotográfico da Fat Mum Slim, o #PhotoADayApril. O tema de hoje era (é) mail. Mesmo atrasada, arranjei um tempinho de procurar cartas que recebi ultimamente no meio da minha bagunça. Reler cartas é legal. A letra, os assuntos, os sentimentos (alguns que já nem existem mais). Descobri que sou uma pessoa que recebe bastante cartas. Não sei por que. Mas gosto. Peguei só algumas pra foto. Eu tava atrasada, lembram? Meu marido tirou a foto, guardei tudo, peguei a bolsa e sai de casa.

Letras escorriam com o calor.

2 de abril de 2012

Be your own hero.

A cada dia fica mais claro. O que eu quero, o que eu não quero. O que eu não preciso mais, o que não me acrescenta nada. As coisas que eu devo deixar pelo caminho e as mágoas que não duram mais do que metade de uma lágrima. E passa. E eu esqueço. Não vale a pena.

Conversando com uma amiga foi possível perceber. Que eu não quero mais gastar a minha energia com pessoas, quero gastar minha energia só com coisas que me impulsionam pra frente. Como em um salto, tomo distância, respiro fundo e vou. Deixo pra trás um monte de ressentimento sem nem perceber.

Mas tem o outro lado disso. Querendo encarar a vida de frente fica tudo um pouco mais difícil. De olhos bem abertos, sem deixar pra amanhã, pra depois, pra quem sabe quando eu tiver coragem. Coragem? O tempo todo é sobre o medo. Sobre encarar esse medo e ir em frente. Com o medo eu não saio do lugar. Sem ele eu vou longe. Corro pra longe dele, então.

Uma certeza: eu vou cair. A segunda certeza: do chão eu não passo. Presto atenção aos meus passos. Caio pequeno, não encosto as mãos no chão, levanto rápido e começo de novo.

Passei voando por você e você nem viu.