Elvis Costello Gritou Meu Nome

Tati Lopatiukinfo
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São Paulo - SP Blocker e eventualmente jammer na Ladies Of HellTown Escritora e web redatora 28 anos Colecionadora de gatos

A história de uma garota que decidiu ser feliz pra sempre.

29 de fevereiro de 2012

Meme dos 11!

A linda da Ba Moretti me passou um meme bem legal. Vamos a ele!
Regras - Escrever 11 fatos aleatórios sobre você no blog; Responder as 11 perguntas que a pessoa que te tagueou fez para você; Criar 11 novas perguntas para as pessoas que você taguear; Escolher as 11 pessoas que vai taguear e as linkar no seu post; Avisar as 11 pessoas escolhidas que você as tagueou; Não as taguear de volta; E colocar as regras no post!
Os 11 fatos aleatórios.
01. Estou indo na academia 4x por semana. Nunca fiz isso na vida.
02. Tem várias coisas legais pra começar na minha vida e eu ando muito ansiosa com isso.
03. Ainda não achei um shampoo/condicionador que me deixe feliz com o meu cabelo.
04. Dou beijinhos na ponta do nariz dos meus gatos antes de sair de casa.
05. Toda vez que falo com meu pai no telefone eu choro de saudade.
06. Eu gosto de São Paulo, mesmo ela ficando mais triste a cada dia.
07. Nem sempre eu consigo ficar de boca calada.
08. Sou canhota.
09. Não gosto que falem alto perto de mim.
10. Sou ainda mais chata do que pareço ser.
11. Tenho mania de organização mas sou a pessoa mais bagunçada de todas.

As perguntas da Ba pra mim - e as minhas respostas.
1. Algo que não era costume seu mas mesmo assim fez e que mudou a sua vida.
Cortar o cabelo em um lugar caro? Hahahahaha. 
2. Comida preferida. 
O risotto que o meu marido faz.

3. Algo que tem vontade de fazer mas lhe falta coragem.
Falar sobre coisas que me entristecem sem chorar. 
4. Uma boa lembrança da infância.
Brincar de pular quando meu pai tocava Jump (Van Halen) na guitarra. 
5. Uma conquista.
Fazer mais e perguntar menos como se faz. 
6. Último filme que viu.
O Espião Que Sabia Demais (Tinker, Tailor, Soldier, Spy).
7. Um lugar que gostaria de conhecer.
Londres. 
8. Um desafio que fez a si mesma e que conseguiu encara-lo até o final.
Chegar em um lugar onde não conhecia ninguém e conversar com as pessoas.
9. Alguém muito conhecido nacionalmente/internacionalmente que gostaria de conhecer pessoalmente.
Elvis Costello. 
10. Primeira música que te vem em mente.
Just About Glad, dele.  
11. O último meme que participou.
Foi em janeiro!


Agora vem a parte chata. Pra ser inteiramente sincera, não sei se tenho 11 amigas blogueiras. Eu ando meio cansada disso. De blog e de amigas. Não quero ser amarga nem nada, mas ando meio de bode, sem empolgação pra essas coisas. Ando empolgada com outras e acho até bom, por que a vida não é só isso. Espero que a Ba me desculpe por quebrar as regras. Não teve outro jeito. :(

26 de fevereiro de 2012

Passeio fotográfico e a felicidade.

As 10 regras de ouro da Lomografia:
1 - Leve sua câmera sempre com você.
2 - Use quando quiser - dia ou noite.
3 - A Lomografia não interfere na sua vida, faz parte dela.
4 - Fotografe sem olhar no visor.
5 - Aproxime-se ao máximo do objeto lomográfico desejado.
6 - Não pense.
7 - Seja rápido.
8 - Você não precisa saber antecipadamente o que fotografou.
9 - Nem depois.
10 - Não se preocupe com as regras.

Ontem participei de um workshop sobre lomografia, mais especificamente sobre Diana F+. Rolou lá na Lomography Gallery Store, uma loja completíssima e linda. Ganhei o "ingresso" pro workshop em um sorteio do blog mais lindo da rede mundial de computadores, o Lomogracinha.

Eu tenho uma Action Sampler que é o meu xodó. Já tirei uns 4 filmes com ela e gosto muito por que ela divide em 4 cada foto, como que formando uma pequena história. Só tem a limitação de não ter flash, então só posso usá-la ao ar livre e durante o dia. Eu achava que todas as câmeras lomo eram assim. Ledo engano que esclareci neste workshop que fiz.

Foi muito legal. Tivemos uma verdadeira aula sobre lomo com o Gabriel, gerente da loja e muito gente boa. Depois de quase uma hora de 'aula teórica' pegamos nossas Dianas (algumas emprestadas pela loja - meu caso) já devidamente com filme e saimos pela rua pra fotografar o que quer que nos desse vontade. Descemos ali pela Oscar Freire, passamos pela Bela Cintra e depois retornamos pra Augusta, onde fica a loja. No final recebemos uma apostila sobre o curso e levamos o filme pra gente revelar e ver o que deu.

O que mais gostei do curso é que ele não foi do tipo "é assim que se faz". Ele foi "você tem esse equipamento em mãos, com essas especificações: faça o que te der na telha". E isso é sensacional. Isso é o que mais me encanta na fotografia lomográfica: você faz pelo prazer de fazer, não pelo resultado. Passear em um dia de Sol pelas ruas de São Paulo é a minha definição de felicidade. Poder fazer isso tirando fotos, admirando cada cantinho é a minha maneira de mandar beijos imaginários pra cidade que eu tanto amo.

E de brinde ainda ficam as fotos, que ficam prontas no próximo sábado e que serão guardadas pra sempre como o registro físico de mais um dia em que fui imensamente feliz nessa cidade.


25 de fevereiro de 2012

Costello na lista de 100+ da Rolling Stone

Elvis Costello escreve livros de três minutos. Ele entra dentro de sua cabeça e não sai. Eu pagaria uma bela grana para participar de um curso ministrado por ele. Se você ama Elvis Costello, é porque ama o que ele está pensando: a profundidade e a dimensão da percepção dele são espantosas. Às vezes penso se ele observa as pessoas no Strand, em Londres, e inventa histórias para elas ("Este não passou no exame e tem problemas de tiróide." "Eles estão correndo no parque porque acabaram de se separar"). Quando eu era adolescente, era um objetivo de vida de muitos dos meus amigos ter uma música de Elvis Costello escrita sobre eles. As músicas deles sobre mulheres e garotas são devastadoras, como flechas diretas no coração. Há poucos artistas capazes de descrever a vida de uma mulher, seus pensamentos, desejos e falhas como ele consegue. Muitas canções sobre mulheres são de uma visão de fora para dentro. Dizem: "Baby, você é gostosa, vem dormir comigo". As músicas de Costello dizem: "Vejo você e sei o que você está fazendo". Ele nota todos os nossos truques e isso sempre é demais.

Costello é um poeta com o coração de um punk. Há um tom de Jerry Lee Lewis no modo como ele vai lá e quebra tudo: o rock dele tem muito poder bruto, algo físico. Mesmo quando é só ele e o piano no palco, é poderoso. Quando o vi pela primeira vez, fiquei chocada por ver que alguém podia cuspir aquelas palavras para fora sem nem mesmo acertar em cheio, sem se conter, sem ter vergonha. Claro que a banda, a Attractions, era importante - se você vai enfiar um livro inteiro em uma música, ajuda muito ter uma levada consistente. 

Ninguém soa como ele. As pessoas imitam Stevie Wonder ou quem quer que seja, mas quantas são capazes de fazer Elvis Costello? Não muitas. Suas melodias se movem e se alternam para todo lado e você percebe que elas simplesmente saltam dele. Por fim, Elvis Costello é a definição de um artista de carreira - ele está sempre surgindo com um som diferente, sempre se desafiando. Todas as músicas dizem: você pode vir junto na viagem - mas eu não vou parar.
Elvis Costello por Liz Phair.

Saiu essa edição especial da Rolling Stone, Os 100 Maiores Artistas de Todos os Tempos. De início nem dei bola, tô de boa de listas de melhores, mas depois soube que o Elvis Costello estava no meio e a coisa mudou de figura. Comprei e achei maravilhosa: as resenhas sobre os 100+ são escritas por outros artistas tão fodões quanto. Elvis Costello abre a edição falando sobre o n. 1 da lista: Beatles, claro. E retorna na 80ª posição do ranking, nesta resenha impecável escrita pela cantora Liz Phair.

Copiei a resenha aqui como quem cola poeminhas de amor na agenda, junto com a embalagem do bombom. Pra ler depois, lembrar, suspirar... E aumentar o volume do som. É bom demais ter um amor que nunca acaba.

Retrato feito por Roberto Parada para a edição Immortals da RS gringa.

21 de fevereiro de 2012

A onda pesada.

Vocês falam muito sobre o quanto é ruim não ter a quem amar ou não ser amado por ninguém, etc, mas já pensaram no quanto é ruim deixar de ser amado? Assim, lentamente, um pouquinho menos a cada dia. E você tendo que se acostumar com um segundo lugar na vida do outro. E tendo que aceitar ter cada vez menos amor, sendo que você já teve tanto.

Isso, pra mim, é a pior coisa. Pior do que morrer solteira, do que voltar da balada sem beijar ninguém. Isso. Ver um amor morrendo (e por culpa sua). Nada pode ser pior do que ter que se recolocar em uma condição de vazio que você já tinha esquecido como era. Mesmo que não seja definitivo, vislumbrar essa condição, ainda que apenas por alguns minutos, é das coisas mais dolorosas que uma pessoa pode passar.

E ninguém fala disso. Só se fala do medo de envelhecer sozinha sem nunca ter amado alguém. Ninguém fala do pavor constante que é amar alguém e ter medo de perder isso pra sempre. Da angústia que é. E do quanto nós, os mais desastrados, metemos os pés pelas mãos nessa ânsia louca de fazer tudo certo. Sabendo que qualquer erro pode ser fatal, quando já se está na corda bamba.

Disso ninguém fala. Só se engole o choro e vai.


19 de fevereiro de 2012

Hartfield.

Ela era a valsa muda de toda e qualquer melodia
E quando seu rosto sorria, revigorava as ondas do ar
seu corpo bailando ao som do silêncio, em perfeita sincronia
Nos instigava o desejo humano, a vontade de amar

Em sua pele a palidez do primeiro inverno

O imaculado semblante semeando a pureza do ser
Ela trazia no corpo as marquizes do céu e as esquinas do inferno
Seu andar descalço, atrasado, trocando passos com o amanhecer

Enquanto as cores descoloriam o céu, glorioso festim

Ela enfeitava jardins, perfumava amélias com a força do olhar
Seus lábios, segundo a lenda, conservam o aroma da flor de jasmim
E o que os homens chamam de gota, ela chama de mar
[Camillo José] 


Tinha acabado de assistir Emma e o Camillo (ou Cubo) me mandou este poeminha. Me pareceu casar muito bem com o filme. O Cubo disse que o poema não tem nome e eu podia escolher um. Eu acho que poderia se chamar Hartfield. Também acho que vocês deveriam assistir Emma e ler mais poemas. Ainda mais se forem do Cubo.


15 de fevereiro de 2012

Mais textos e chá em 2012

Conforme prometido, volto agora em definitivo com todos os textos que escrevi pra Lipton. Ao todo foram 25 textos, que estão todos linkados em ordem de publicação na lista que segue:
Os textos terminaram, mas a parceria não. Este ano continuo com Lipton, mas em um novo formato, em breve conto aqui como será. Já adianto que vai ser bem bacana e estou super animada pra começar (e contar tudo pra vocês, hehehe). 

Prontos pra mais uma rodada de chá gelado? ;)

Imagem: We ♥ It

13 de fevereiro de 2012

Dos exercícios

Um bom exercício para a ansiedade: ficar duas horas simplesmente olhando para o que você quer. Assim, parada, sentada no chão, com o celular desligado e pensando na vida. Calculando hipóteses, vislumbrando um futuro perfeito onde todas as suas vontades se realizam.

Falam muito em sonhos, mas acho que deu pra sacar nos últimos meses que o que rola comigo é mais urgente: é uma vontade que tem que se realizar logo, tão cedo eu a tenha e comece a me virar pra fazer acontecer.

Eu tenho um monte de vontades que prefiro nem verbalizar, pois cada dia sem realizar o que quero é mais um dia frustrado pra mim. Fico triste, magoada, pensando que no fim não vou conseguir fazer nada do que eu quero. Todo dia é uma derrota no mundo confuso de quem não sabe esperar.

Mas é preciso ter calma. Paciência. Entender que algumas coisas demoram. Eu preciso aprender que nem tudo pode ser do jeito que eu quero e, principalmente, no exato momento em que eu quero.

Preciso aprender a correr pelas beiradas enquanto luto pelas minhas vontades. Sem essa de invadir a pista de um jogo que ainda não me chamaram pra jogar.




5 de fevereiro de 2012

Embarque Portão 10.

No mês que passou e no comecinho de fevereiro eu vi os seguintes shows: Jota Quest feat Dado e Bonfá (duas vezes), Ivete Sangalo (três vezes), Charlie Brown JR (duas vezes), ExaltaSamba, Taio Cruz (duas vezes), Detonautas Roque Clube, Revelação, Lulu Santos (duas vezes), Marcelo D2 (duas vezes), O Rappa (duas vezes), Luan Santana (três vezes), PitBull, Jorge & Matheus, Claudia Leitte, James Blunt, Eva, Jau, Vanessa da Mata, Capital Inicial (duas vezes), Tomate, Sorriso Maroto, Frejat, Seu Jorge, Chiclete Com Banana, Harmonia do Samba, A Zorra, Paula Fernandes, Asa de Águia, Aviões do Forró, Psirico, Neto Fagundes, Armandinho, Fresno, Michel Teló, Sean Kingston, Chimarruts, NX Zero, Papas da Língua.

Embora o line-up possa parecer não muito atrativo pra você, posso garantir que foi infinitamente divertido pra mim. Cobri o Festival de Verão de Salvador na Bahia e as edições de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul do Planeta Atlântida. Pra poder assistir (e cobrir) todos esses shows, que rolaram durante oito dias, viajei por 3 estados  brasileiros e conheci dezenas de pessoas. Algumas me ajudaram, outras me viraram a cara. Dei muita risada, chorei um bom tanto e senti saudade mais do que lembrava que podia sentir. Ralei pra caralho, passei por um milhão de perrengue, mas no fim deu tudo certo. Sempre dá tudo certo no fim.

E por mais que a gente tenha se lascado toda e descoberto, horrorizada, que o taxista nem taxista é e que o hotel não está pago, no final do dia sempre se volta pra casa (ou pro hotel) com a sensação de dever cumprido e de que foi muito bom. É como uma montanha russa. Enquanto se está lá em cima você pensa: "Mas por que diabos eu me meti nessa?" e quando desce fica louca querendo ir de novo. É assim.

Mas agora acabou. Pelo menos por enquanto, eu acho. Vou guardar uma centena de lembranças boas. Até dos perrengues. Vou lembrar da Florianópolis teimosa que só  fez Sol no último dia e me fez perder um par de sapato no barro. Da Bahia linda, linda, linda e perfeita. Do Rio Grande do Sul e seu povo que fala cantado e cantando.

E, acima de tudo, o que mais vou levar comigo é isso: se quer que seja feito, vá lá e faça. Eu fui lá e fiz.

Fresno no Planeta Atlântida/RS - Foto: Gustavo Vara

1 de fevereiro de 2012

Por aí...

Não tenho postado muito, é verdade. Tem muita coisa acontecendo e estou feliz. Estou viajando muito a trabalho (amanhã vou pra Porto Alegre, aliás) e tenho aproveitado o pouco tempo de descanso para ficar com meus gatos e meu marido. Comecei academia, dieta, o escambau a quatro. Tô querendo muito fazer tudo o que posso, tudo o que a vida me oferece. Tô dizendo sim pra muitas coisas e recebendo muita felicidade e realização pessoal em troca.

Eu queria contar aqui de uma conquista que fiz essa semana e da qual me orgulho muito. Não sei se sabem, mas eu eventualmente resenho alguns livros pro blog A Leitora. Esse blog é um dos meus favoritos de toda a blogosfera. No Café Com Blogueiros de 2010 tive a oportunidade de conhecer a dona do blog, a Mari. Foi quando comecei a aparecer na seção "A Leitora", comentando alguns livros. No finalzinho do ano passado ela me chamou para ser uma colaboradora oficial do blog, ter a minha própria coluna de resenhas lá. Eu topei na hora, claro. E hoje, muitos livros e emails depois, é a estreia da minha coluna no blog. Pensa na emoção que é fazer parte do seu blog favorito? Pois então, é assim que estou me sentindo. 

Estarei por lá quarta-feira sim, quarta-feira não e tem muita resenha vindo por aí, os livros não param de chegar. Também continuarei com a minha coluna em Lipton, outra notícia que se confirmou este ano e me deixou muito feliz.

Então, não é como se eu tivesse parado de escrever. Pelo contrário, nunca escrevi tanto. Mas é que agora meus texto estão espalhados por aí, pra quem quiser ler.

Pensando bem, isso é o que eu sempre quis. Por isso estou tão contente.