Elvis Costello Gritou Meu Nome

Tati Lopatiukinfo
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São Paulo - SP Blocker e eventualmente jammer na Ladies Of HellTown Escritora e web redatora 28 anos Colecionadora de gatos

A história de uma garota que decidiu ser feliz pra sempre.

30 de junho de 2011

Presentinhos

Keep on dancing and let the music play
Tonight's the night I'm gonna dance the night away
Tomorrow, tomorrow
You'll be gone
~ I Hope - Elvis Costello

Normalmente quando eu ganho presentinhos de alguma marca eu mostro lá no outro blog - já que geralmente os presentinhos são destinados ao RMM mesmo. Mas ontem, ao abrir um envelope que recebi da Universal Music, por algum motivo eu achei que o presente era aqui pro Elvinho mesmo.

Vejam se vocês concordam comigo: a Universal Music me mandou de presente o álbum mais recente do Elvis Costello, National Ransom. Junto um bilhetinho que diz assim: "Tati, uma fã como você merece mais que um cd. Um beijo, Universal Music". Tem como não amar a gravadora do meu Elvinho? ♥

Junto também veio um single do Weezer (que eu adoro), o "(If you're Wondering if I Want You to) I Want you to", do álbum Ratitude.

E olha que eu não tinha nenhum dos dois cds ainda, imagina se não fiquei feliz? Obrigada, Universal! ♥

29 de junho de 2011

Estamos falando de livros tristes.

Os livros mais tristes do mundo estarão a seu dispor e você pode lê-los quando quiser e, de preferência, quando não precisar. De manhã no caminho do trabalho, no raiar de um novo dia cheio de otimismo, um livro triste lhe sacudirá e mostrará, por a+b e parágrafo por parágrafo, que não só a vida não é fácil, como não é nem sequer compreensível.

Livros tristes, se é que podem ser assim definidos, te mostrarão que a vida é mais complicada do que você pensa. E dolorosa. Em um dia bonito de Sol um livro triste te fará sentir frio, assim como em um dia cinza de frio um livro triste certamente te fará ficar com as pernas bambas, tropeçando nas pessoas na entrada do metrô.

Correndo pra não perder o metrô.

Um livro triste, se for dos livros tristes mesmo que estamos falando, te fará terminar a leitura e ter vontade de abraçar o mundo. Chorar por que a sua vida é boa. Fechado o livro a tristeza some, só a alegria fica.

O livro triste acaba. A beleza das coisas tristes permanece.


27 de junho de 2011

Top 5 - Costello canta outras canções.

Volta e meia algum amigo lembra de mim e me manda no Facebook um vídeo do Elvis Costello cantando versões de músicas improváveis. Sempre muito surpresos, "você viu isso???!!". Eu acho que as pessoas tem uma visão meio fechada do Costello, como se ele fosse um cantor erudito e soturno. Bem, quem sabe ele pode até ser isso, mas com certeza, não é só isso. Assim como qualquer bom artista, ele tem várias facetas. E na verdade, meus amigos, tô pra ver cantor mais safadinho que ele. Adora música pop, sempre chama os ~ídolos jovens do momento~ pra cantar com ele e etc. Aliás, vindo de quem fez participação no filme das Spice Girls a gente já não se surpreende com mais nada - mas bem que fica feliz a cada nova surpresa.

Resolvi fazer um Top 5 das minhas versões favoritas feitas pelo Costello. Quem souber de mais alguma, por favor me fale nos comentários. Ou cola no meu mural no Facebook, pra manter o costume. ;)

1. Beautiful, da Christina Aguilera - Versão gravada especialmente pra trilha sonora de House, eu fiquei bem feliz, por que na minha adolescência a tal gênia da lâmpada era a minha dirty singer favorita.
Original - Versão do Costello

2. Purple Rain, do Prince - Em 1986 Elvis Costello fez uma turnê chamada "Spectacular Spinning Songbook", onde uma roleta com o nome de 40 canções ficava no centro do palco, sendo rodada por escolhidos na platéia para que se determinasse o setlist do show na hora. Costello retornou com esta turnê em maio deste ano nos EUA, incluindo nesta roleta suas canções B, grandes hits e, claro, coisas lindas e maravilhosas como Purple Rain, clássico do Prince.
Original - Versão do Costello

3. I Just Don't Know What to Do with Myself, do Burt Bacharach - Na verdade a parceria surgiu em 1998, quando Costello e Bacharach gravaram juntos o àlbum Painted from Memory, com composições escritas por ambos. Aproveitando o gancho nos show de divulgação do àlbum, Costello cantava também I Just Don't Know... de Bacharach, com o próprio ao piano. A versão mais famosa desta composição de Bacharach é do White Stripes.
"Original" (White Stripes) - Versão do Costello

4. Penny Lane, do Beatles - A parceria entre Paul McCartney e Costello vem de longe e, dizem, é a melhor parceria do beatle, pós John Lennon. Rendeu até o àlbum "A Royal Perfomance", de 1995, que tem esta capa pra lá de singela. Ano passado Costello se apresentou na Casa Branca num show em homenagem a McCartney e mandou a sua versão de Penny Lane, não sem antes contar uma história fofa e receber um olhar de "óun" do próprio McCartney na platéia.
Original - Versão do Costello

5. Mysterious Ways, do U2 - Fato é que grande parte dessa fluência do Costello entre tantas personalidades musicais cresceu muito com o seu programa na HBO, O "Spetacle", onde ele entrevista e canta junto com os entrevistados. Daí vem o item final da sua lista, com Costello cantando Mysterious Ways do U2 pra chamar Bono e The Edge pro palco de Spetacle.
Original - Versão do Costello

Aliás, a nossa próxima lista costelliana é sobre isso: artistas com quem Costello já dividiu o palco. Fica ligadinho.


21 de junho de 2011

O que estou fazendo.

Daqui.

20 de junho de 2011

É tão gostoso ser uma fã babaca.

Amar é... se apaixonar de novo, várias vezes, pelo o que você já está apaixonada.

Planejo uma segunda tatuagem "costellica", variação da primeira e devo dizer que nos últimos dias o àlbum que mais tenho ouvido é Brutal Youth, de 1994. Não é o meu favorito, mas tem 20% Amnesia, Sulky Girl entre outras e é duplo, o que rende boas horas de diversão. Dizem que é o melhor àlbum da carreira dele, instrumentalmente. Como entendo bostas de instrumental, digo apenas que estou viciada nele no momento, sem nenhuma razão aparente.

O que vocês não estão sabendo é que após semanas de rezas e sentimentos, chegou da gringa o óculos que encomendei pela internet - minha primeira compra em site gringo, daí a aflição e n00bice. Comprei a armação vazia e lá foi o meu amor atrás de ótica para colocar as lentes de grau. Tenho um 1.25 de miopia e descobri que ela regrediu meio grau desde o meu último óculos. Não é lindo?

Lindo mesmo é o óculos, que ficou pronto em menos de 3 dias e agora me deixa ainda mais com cara de fã devotada e louca do inglês safado que me deixou sem ver seu show este ano. Mas tudo bem.

Alguém desconfia qual será minha próxima tattoo? Não é uma delicia ser uma fã babaca, dessas que vive no seu próprio mundinho?

Eu adoro.


17 de junho de 2011

A kind of magic.

Queria contar uma coisa bem miúda e bonita que me aconteceu ontem/hoje.

Foi assim:

Ontem passei o dia todo com músicas da Queen na cabeça. Vai entender por que. Mas não tenho Queen no meu arquivo, então me virei com youtube e contando com a sorte na rádio do Last FM.

Até aí tudo bem.

Cheguei em casa, várias atividades e sentimentos, vou dormir.

Durmo.

Sonho que estou em um show da Queen. Com meu pai e o Caju da TV CRUJ, mas até aí...

Acordo.

A tv está ligada, no canal TCM, lindo canal de velharias. E o que está passando? Aquele show estupendo do Queen em Wembley, de 1986. Aquele em que o Freddie está todo de branco com uma jaqueta amarela. Exuberante. Lembro que foi o primeiro registro visual que tive de Queen, ainda na adolescência. Que foi meu pai que me mostrou e disse pra eu prestar atenção no Brian May, talentoso guitarrista e um dos favoritos do meu pai. E eu só tinha olhos pro Freddie Mercury.

Sentei na cama e assisti o show até o fim. Esse tipo de insight do universo a gente é obrigada a aceitar. Valeu, universo!



15 de junho de 2011

Precisamos falar sobre Marilyn.

Ontem terminei de ler mais um livro do Truman Capote, dessa vez foi Música Para Camaleões. Eu gosto bastante de Capote e leio os livros dele bem espaçadamente, pois sei que, como ele já morreu, uma hora os "inéditos" vão acabar para mim.

Música Para Camaleões é quase um livro de memórias, com alguns episódios marcantes da vida de Capote narrados pelo próprio. Digo "quase" por que parece que algumas coisas são meio romanceadas... Não sei, licença poética misturada com jornalismo gonzo, provavelmente. Eu gostei de cada um dos "episódios", cada um tem uma melancolia e um estranhamento diferente. Mas de todos, o que mais gostei mesmo foi o que narra uma tarde que Capote passou com Marilyn Monroe, quando eles foram juntos ao velório de uma amiga em comum.

Confesso que sei pouquissima coisa sobre Marilyn, pra não dizer que não sei nada além do básico e notório. Mas esse trecho em especial do livro me fez ter vontade de ler algo mais aprofundado sobre a vida dela. Principalmente por que a Marilyn descrita por Capote me lembrou uma amiga minha, que eu amo demais, que tem andado quieta e triste e eu não sei como ajudar.

Quem sabe lendo algo sobre a Marilyn original eu descubra como me aproximar da Marilyn da minha vida.


13 de junho de 2011

Kathy Beth Terry calls.

Tá, eu sei que este blog é sobre Elvis Costello e os sentimentos que ele traz, mas gente, também sou filha de Deus e como qualquer filha de Deus, tenho um pézinho cravado e chafurdado na lama do dirty pop. Com muito orgulho.

Vai daí que vai ter show da minha diva suprema, a Katy Perry, aqui em São Paulo, em setembro. Quando soube da notícia fingi que nem era comigo, pois acho um absurdo o preço de show gringo em terra brasilis, sem contar do trauma depois do Costello ter cancelado o show em SP - que eu já tinha até comprado os ingressos.

Mas, gente.

Gente.

Pessoal do meu lado já começou a comprar ingressos. Foi dando aquela tentação. E hoje (?) essa exuberante me lança o clip mais divertido de todos os tempos e. Gente.

Será?

(Sei que pra vocês é coisa simples e corriqueira colocar a mão na cinturinha e dizer VOU NO SHOW DE FULANO. Mas pra mim é diferente. Sou da roça. Escorpião no bolso. Sou dessas)

O que me dizem? Quem vai comigo?


12 de junho de 2011

As Aventuras de Arthurzinho - Parte 4

Pensei que esta seção do blog seria aposentada, mas sempre teremos as viagens fora de época e as viagens de natal, né? Ainda bem. Dessa vez tive bem mais tempo com o Arhurzinho, que já está um mocinho de 5 anos, cheio de opiniões e sagacidade. Selecionei as melhores que ouvi dele neste dias.

Crítico de Cinema
Arthurzinho: Tadsh, você já viu Rio?
Tadsh: Não, é bom?
Arthurzinho: É puro blablabla.

Crítico de Cinema - II
Arthurzinho: Tadsh, você gostou de Harry Potter?
Tadsh: Não gostei, e você?
Arthurzinho: Achei muito confuso.

Crítico musical
"Algumas pessoas nascem pro rock, outras pro pop. Eu nasci pro Luan Santana."

"Baby, baby, uhhhhh, a mulher do baby, baby, baby, uhhhhh" (Cantando "Baby" do Justin Bieber).

Das calças
Tadsh: Por que você está com duas calças?
Arthurzinho: Pra não pensarem que eu tô só com uma!

Sogra, a pior coisa.
Arthurzinho: Vó, não teima comigo senão te chamo igual a namorada do papai te chama.
Vó: E do que ela me chama?
Arthurzinho: De SOBRA.

Presentes
Tadsh: Não mexe, Arthur, é presente.
Arhurzinho: Presente pra um menino de 5 anos que você ama e se chama Arthur? :D

Utilidade da vó
Arthurzinho: Mas se a Tadsh tem que ir, eu vou brincar com quem?
Vó: Brinca comigo, vó serve pra quê?
Arthurzinho: Pra cozinhar!

Utilidade da vó -II
Arthurzinho: Vó, faz aquela batata molhada e carne com caldo que eu adoro?
Tadsh: Tadinha da vó, tem que levantar das cobertas pra fazer comida à essas horas!
Arthurzinho: Pra ela é moleza!

Crítico de TV
"Eu adoro a mulher DESAPARECIDA!" (ao ver comercial da série Mulher Invisível. Luana Piovani adorou também)

Hora de dormir
Arthurzinho: Tadsh, você dorme comigo hoje?
Tadsh: É que eu....
Arthurzinho: Eu amo tanto você e eu tava com saudade.
Tadsh: Mas é que...
Arthurzinho: E você é tão linda!
Tadsh: Tá bom, eu durmo.
Arthurzinho: YES! Com você perto eu fico mais feliz.



10 de junho de 2011

Mapa mundi.

A nação que quero conquistar fica naqueles minutos que se seguem após eu fechar a porta de casa e ir embora, te deixando só. O que você pensa, o que você faz, seu dez segundos de incerteza enquanto volta pra cama e pensa se deveria levantar de vez. Os territórios que gostaria de conhecer e não tenho acesso abrangem todo aquele tempo em que durmo antes de você - e você fica acordado, assistindo tv, abraçado à mim.

Se houvesse um modo de eu preencher todos os espaços, estar presente em todos os momentos, se eu ao menos conseguisse aprisionar os seus pensamentos. Mas não pra tomá-los para mim. Só pra saber. Só pra saber tudo de você.

O que te faz rir, o que te faz chorar. Você abrindo a geladeira pra pensar e eu saberia o que dizer. Você quieto fazendo o jantar e eu perdendo tempo com outras coisas, ao invés de aproveitar você. Debaixo das suas roupas, perto, acordando no meio da noite e indo dormir no outro lado da cama só pra você ficar mais perto de mim.

Ouvindo sua voz no telefone, lendo seus tweets que não são pra mim, pensando se você gostaria deste vinho ou desta cachaça, pensando em você e perdendo a hora. Existe algo que eu estou perdendo, as horas escorrem, os dias passam, quantos calendários já foram jogados fora e ainda existe muito, muito a conquistar.

Quantas nações e territórios que debaixo das cobertas conquisto quando você me abraça e eu te faço dormir. Para depois perdê-los todos, correndo e perdendo coisas, todos os dias, todas as manhãs.



6 de junho de 2011

Passagens

As luzes e o colorido
Que você vê agora
Nas ruas por onde anda
Na casa onde mora
Você olha tudo e nada
Lhe faz ficar contente
Você só deseja agora
Voltar pra sua gente
- Debaixo dos Caracóis dos Seus Cabelos ~ Roberto Carlos

Dia desses estava sentada sozinha na recepção de um consultório e tocou essa música no radiozinho da recepcionista. Chorei ouvindo, surpresa como já conhecia a música desde criança e só agora ela fazia real sentido pra mim.

As coisas estão tão cansativas ultimamente. Tenho vontade de zerar tudo e começar de novo, mas não sei ao certo como fazer isso, por onde começar. E tem coisas que quem sabe não tenham conserto, eu penso milhares de vezes antes de falar e no fim é o que eu não digo que ecoa pelas paredes, que me ensurdece.

Desenvolvi um pavor crônico de gritos, sobretudo dos meus.

Não poderia vir em melhor hora esta viagem, que já estava marcada à semanas. E eu tanto me questionei se deveria ir ou não, agora sei que devo ir. É estranho como nada acontece por acaso, mesmo. Arrumei o que podia arrumar, joguei pra debaixo do tapete algumas mágoas e calei os ouvidos para a ansiedade. Vou, tentando manter o sorriso.

Tentando ser feliz, que é só o que eu sei fazer.

Espero, na volta, saber consertar o que ficou fora do lugar. Ou, pelo menos, voltar sabendo como me encaixar dentro do mundo do jeito que ele ficou. Não que o meu destino tenha as respostas que preciso. É a distância que faz enxergar melhor.

Viajo amanhã.

3 de junho de 2011

Não estar.

"A gente sempre inventa alguma coisa pra ter a impressão de que a gente existe."
- Samuel Beckett em Esperando Godot.

Não digo que esteja triste. Não estou. Mas ando muito ansiosa, angustiada. Irritável e irritante, se é que é possivel disassociar estas duas "qualidades". Com medo de algo dar errado, cheia de grandes planos nas mãos, correndo com tesouras. Medo de decepcionar os outros, ando pisando em ovos e me esforçando pra ser gentil (coisa que costumeiramente não sou).

Quase arrependida de ter dado um passo maior que a perna. Inquieta. Triste não, quase triste. Não-triste. Mas precisando urgentemente de alguma felicidade instantânea e sem nenhum porém atrelado à ela.