Elvis Costello Gritou Meu Nome

Tati Lopatiukinfo
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São Paulo - SP Blocker e eventualmente jammer na Ladies Of HellTown Escritora e web redatora 28 anos Colecionadora de gatos

A história de uma garota que decidiu ser feliz pra sempre.

30 de março de 2011

Put the bass in your walk!

Já falei no outro blog o quanto amo o reality show RuPaul's Drag Race. Que acabou. Faz semanas. E a minha participante favorita nem ganhou, nem a favorita que favoritei depois da saída dela. Pois é, perdi nas apostas (imaginárias) e fiquei orfã de reality/série. Acho que todo mundo aqui sabe o que é este sentimento. Agora estou na expectativa de que um dia a VH1 passe a 3ª temporada do programa (que acho que até na gringa já acabou). Estamos torcendo.

Enquanto isso, tenho ouvido a trilha sonora do programa. Pra matar a saudade. Pesquisando, o Alex () achou dois álbuns bem legais: um só com as músicas dubladas na 2ª temporada (IT'S TIME TO LIP-SYNCH FOR YOU LIFE) e o àlbum solo do RuPaul, Champion, lançado em 2009 e que é todinho trilha do programa.

Champion é só o que tenho ouvido. Só. Por que tô cansada de todas as outras músicas que tenho, sem vontade de procurar coisas novas e com uma bronca gigante do rapaz que não gritará meu nome tão cedo em terras tupiniquins. Sou dessas, pego mágoa de gente que nem sabe da minha existência. Vai passar, claro. Mas é assim.

E também, claro, Champion é excelente. É lindo. Sou tão babaca que vou até te mostrar a tracklist, mesmo sabendo que você não vai ouvir, por que não curte dirty pop, essas coisas de veado e etc.

Champion, RuPaul (2009) - Tracklist

1. Main Event 2. Jealous of My Boogie 3. Cover Girl 4. Tranny Chaser 5. LadyBoy 6. Champion 7. Never Go Home Again 8. Destiny Is Mine 9. Let's Turn the Night 10. Devil Made Me Do It 11. Theme from 'Drag Race 12. Throw Ya Hands Up

Sou tão babaca que te informo ainda que minhas favoritas são quase todas. Estão dizendo que o hype agora é blog diárinho. Sou tão babaca que faço isto desde 2003 e estou fazendo agora, neste post. Tipo, dizendo coisas que ninguém se importa.

E RuPaul é tão imensamente sensacional. Eu adorava tanto tanto tanto o programa (gente, não sei notaram, mas estou triste FOR REALZ por causa desta caceta). O RuPaul é muito legal - até os grunges podem ver e eu via a cada programa.

Então eu fico pensando em todas essas coisas mínimas que a gente gosta e é, mas não conta pra ninguém por que, né, who care? Mas é legal gostar e ser, independente dos outros valorizarem ou não. Também tem aquela coisa de te julgarem por coisas pequenas, por picuinhas e derepente aquela pessoa nunca vai saber do seu valor, por que ela nem te deu uma chance.

Prá você ter uma idéia, levei 37 unfollows esta semana - e este nem é o meu recorde. Acho que estou ficando chata, mesmo. Não que seja uma grande novidade, só é mais nítido agora. E fico em dúvida se devo tentar mostrar pras pessoas que, hey, eu posso ser legal ou se simplesmente desisto. Fico em dúvida sobre o que é que vale a pena ou não, sabe?

Mas eu também tenho errado muito com as pessoas, eu quero dizer, eu sou muito nervosinha e tudo. Assassino mentalmente 15 pessoas só no trajeto casa/trabalho, todos os dias. Então, de certa forma, as pessoas têm lá seus motivos pra desistirem de mim tão fácil.

Não é o caso de uma depressão nem nada. Aff. São só coisas que tenho pensado. Que tenho ouvido. E que tenho silenciado, mas hoje resolvi contar.

Acho que é por isso que eu gosto tanto de RuPaul. Por que ele é tão seguro de si. E fodão. E ~todos ama~ ele e etc. E ele é lindo. Etc.

"My goal is to always come from a place of love ...but sometimes you just have to break it down for a motherfucker"

Exatamente, RuPaul. Exatamente. :~


27 de março de 2011

Fases

Aquelas fases em que você tem mais vontade de ler do que de ser lido. Tenho escrito mais pro trabalho do que pra mim. Tenho lido dois livros e meio por semana. GReader sempre devorado todas as manhãs com goles de café. Endosso o que disseram, final de semana deveria ter um dia extra só pra dormir.

E dois para sonhar.


20 de março de 2011

Meme do tempo de agora.

Este é um meme antigo que eu acabei de inventar. Explico. Este é um questionário que Dilma e Marina Silva responderam à Gloss em setembro de 2010. Foi na época da eleição, você sabe. As perguntas eram sobre como elas eram quando tinham entre 20 e 30 anos de idade. Tendo eu 26 anos, adaptei as perguntas para o presente. E transcrevo aqui as perguntas e as minhas respostas.

Aos 26...

Eu sou... independente.
Eu quero ser... tranquila.
Na minha casa... sempre tem sorrisos e carinhos me esperando.
Eu encano com... o que eu penso que pensam de mim.
E acredito em... ser sincera.
Tenho medo de... ficar sozinha.
Acho graça em... coisas toscas.
Choro com... toda mágoa que meu coração aguenta.
Não vivo sem...internet.
Tenho mania de...me culpar.
Meus três melhores amigos são...silenciosos, quietos e vigilantes.
Eu tenho como heróis... meus pais.
Meu sex symbol... nem sabe o quanto é lindo, comprando queijo pro risoto de amanhã.
O amor é... dormir abraçado mesmo no calor.
Meu livro de cabeceira é... de gramática.
Meu vinil preferido é... Realce, de Gilberto Gil.
Meu sapato favorito é...uma sapatilha vermelha que combina com tudo.
No meu armário não falta... gatos dormindo em cima das minhas roupas.
Minha balada preferida... mais boteco, menos balada.
Minha luta é...um lugar pra sentar no ônibus.
Meu maior fora foi...quase disperdiçar uma amizade.
Minha bola dentro...me tornar uma Riot girl.
As pessoas acham que... eu sou muito chata.
Mas eu juro...que elas ainda não viram nada.
O que eu mais ouço..."me desculpe"
Eu me sinto livre... quando ando pelas ruas da cidade.
Rezo por/para... não sentir tanta saudade.
Meu ponto fraco...Foz do Iguaçu.
Meu grande charme...nada consta.
No chuveiro, eu canto... canções de um cara que não sabe administrar a agenda.
De madrugada, eu... durmo e disputo espaço com os gatos.
Meu meio de tranporte é... lotação, metrô e ônibus.
Eu tenho ilusão de... ser foda.
Se alguém disser que eu serei presidente...Dilmão me dá a benção.

Repasso este meme inventado para 6 grandes mulheres: Mayra, Ju, Éricka, Cecília, Maraguary e Luana. Quem mais quiser responder, em seu próprio blog ou aqui nos comments, é muito bem-vindo. Bora guardar este tempo na memória e nas páginas de um blog.



16 de março de 2011

Acabou o sonho.

Obrigada a todos que sonharam junto, uma salva de palma pra quem botou olho gordo (RISOS), mas não foi desta vez.


10 de março de 2011

Sobre ser muito nova.

Minha vó se casou muito nova, aos 14 anos. Minha mãe se casou muito nova, aos 21 anos. Eu me casei muito nova, aos 26 anos.

Posso discordar?

Toda vez que alguém olha a minha mão, a aliança de casada na minha mão, se espanta. Tão nova e já casada. Mas espera, qual é a idade certa de se casar? Eu mesmo não sei, por que não planejei nada disso.

Não planejei me formar aos 24 anos, nem sair da casa dos meus pais aos 25, muito menos me casar aos 26.

Não planejei ter dois gatos, largar minha profissão de contadora do dia pra noite. Nada. Sendo a minha vida uma bela folha A4 sem margem e altamente reutilizável.

Esta é a coisa que mais amo na minha vida. Não sou uma aventureira desenfreada, nunca fiz coisas absurdas, nunca escalei uma montanha, nunca tentei fugir de casa aos sete anos. E mesmo assim, nas pequenas grandes coisas, nas que realmente importam, eu sei que não tenho medo de tentar, se tiver a oportunidade.

A coisa que eu mais me orgulho no meu casamento é que ele não foi planejado. Nada contra quem casa assim, mas para mim sempre foi primordial que, se um dia eu me casasse, que fosse por amor, não por que comprei um consórcio de uma casa que só sai daqui há dez anos. Se um dia eu me casasse, que fosse com alguém que me ame, não que apenas estivesse acostumado com a minha presença.

O que mais gosto no meu casamento é que antes de conhecer meu marido, nunca tinha pensado em me casar. Não pensava em nada. E a forma com que tudo se desenrolou na minha vida a partir do momento em que nos conhecemos foi tão natural e tão leve, que não tenho nem como achar que me casei muito nova, por ter me casado aos 26 anos. Me casei quando senti que era o momento e a pessoa certa.

Não foi como se eu tivesse ponderado longamente para responder "sim" ao seu pedido, nem foi como se eu tivesse respondido "sim" por impulso. Respondi sim por que era mesmo a única coisa que eu poderia responder, de olhos fechados sem medo de errar, de olhos abertos aproveitando bem o momento.

O meu maior orgulho é ter sido pedida em casamento debaixo das cobertas, depois de um dia de passeio. Por que isso é real. Depois do casamento, parar em uma padaria e comemorar com uma cerveja, só os dois. Isso é verdadeiro, isso é a minha vida. Nunca fui muito de conto de fadas, afinal. Eu prefiro a realidade palpável das coisas possíveis. E verdadeiras.

Tem aquele episódio de Friends em que a Monica está preparando o casamento com o Chandler e a Phoebe fica numas de botar terror nela, dizendo que ela nunca mais vai se apaixonar, nunca mais vai beijar uma pessoa diferente e etc. E a Mônica meio que embarca na dela, mas até um ponto. Que é quando, com a ajuda do Chandler, ela vê que não precisa se apaixonar ou beijar uma pessoa diferente a cada dia, se ela tem alguém que é amigo dela e que a ama de verdade, pra sempre - ou enquanto o pra sempre durar.

É isso o que sinto. Vocês todos são tão jovens, todo mundo hoje sai tão tarde da adolescência. Quem sabe eu ainda não tenha saído da minha. Ainda não tenho certeza sobre um bocado de coisa na vida, ainda choro por besteira, ainda tenho vergonha de falar pra mais de duas pessoas e demoro a dormir se assisto filme de terror. Mas, uma certeza ao menos eu tenho: não sou tão nova que não possa ser feliz. Por isso me casei aos 26 anos, com o cara que eu amo.