Perdi 20 em 29 amizades
por conta de uma pedra em minhas mãos.
- 29 ~ Legião Urbana
Não invente nunca a fábula nem a intriga. Utilize o que a própria vida oferece. A vida é infinitamente mais rica que nossas invenções. Não existe imaginação que nos proporcione o que, às vezes, nos dá a vida mais corriqueira e comum.
- Dostoievsky
Pode parecer estranho, mas de todas as dezenas de livros que li neste primeiro trimestre do ano, o livro que mais me marcou foi justo o que eu menos botei fé. Pra começar, tenho que explicar que foi lendo o blog da Frioli que eu resolvi dar uma chance pro chick lit, este gênero literário tão amado pelas mocinhas e repudiado pelos (pseudo) intelectuais.
Bom.
Não se pode dizer que agora sou uma consumidora voraz de chick lit, mas se pode dizer, sim, que agora adoro Meg Cabot, Marian Keyes, leio (e assisto) Gossip Girl e, o horror, o horror, tenho Os Diários de Carrie como o livro mais inspirador de 2011 - so far.
Pois é, Os Diários de Carrie. Carrie de Carrie Bradshaw, a toda poderosa da série Sex And The City. Da série eu só vi a primeira temporada, há anos atrás e não achei aquela coisa toda. Mas este livro mostra a adolescência da Srta. Bradshaw bem antes dela ganhar a Big Apple e o coração do Mr. Big.
E por que este livro me marcou tanto? Por que ele esclareceu um "entrave" interno que eu tinha há anos. Há decadas. Assim:
Desde que comecei a escrever em diárinhos e caderninhos e em belas redações elogiadas por papai, todos me diziam que eu deveria escrever um livro. Mas veja, eu nunca escrevi ficção, nunca inventei uma história. Todas as histórias que escrevo são sobre algo que me aconteceu ou que aconteceu ao meu redor. Então quando me falavam para escrever um livro, eu pensava: Mas como, se eu não sei inventar uma história? E não sei mesmo. Só de pensar em inventar um personagem, meu rosto cora de vergonha.
No livro, Carrie também quer ser escritora. E ela escreve ficções fabulosas, sobre uma heroína com super poderes e etc. E um cara diz pra ela que ela pode ser escritora sim, mas não inventando essas coisas escabrosas. Ela pode ser escritora falando sobre as coisas que acontecem com ela. Simples assim. E este conselho, tão óbvio e simples, deu um estalo na minha cabeça.
Por que eu sempre quis escrever um livro, mas pensava: Que pena, por que não sei escrever uma ficção, não vai rolar. Mas ora, o livro me fez ver: eu posso escrever sobre o que eu quiser! Posso escrever sobre algo que me aconteceu, posso escrever pensamentos meus... Qualquer coisa.
Como nunca pensei nisto antes? Acho que era medo de tentar, não sei.
E ainda sobre escrever uma história e mantê-la por mais de 200 páginas de um livro, também tive outra idéia bombástica (e óbvia). Eu não preciso escrever um livro gigantesco, Dr Jivago style. Posso escrever várias pequenas histórias, que juntas formam um livro. Que formarão o meu primeiro livro.
Mas quantas histórias? Pensei em um número entre 20 e 29, por causa da música. O que já dá uma dica para vocês sobre o que será o meu livro. Então, estou muito feliz por ter percebido o óbvio através de um livro aparentemente fútil e digo que em breve vocês terão novidades. Me cobrem.

Por que eu sempre quis escrever um livro, mas pensava: Que pena, por que não sei escrever uma ficção, não vai rolar. Mas ora, o livro me fez ver: eu posso escrever sobre o que eu quiser! Posso escrever sobre algo que me aconteceu, posso escrever pensamentos meus... Qualquer coisa.
Como nunca pensei nisto antes? Acho que era medo de tentar, não sei.
E ainda sobre escrever uma história e mantê-la por mais de 200 páginas de um livro, também tive outra idéia bombástica (e óbvia). Eu não preciso escrever um livro gigantesco, Dr Jivago style. Posso escrever várias pequenas histórias, que juntas formam um livro. Que formarão o meu primeiro livro.
Mas quantas histórias? Pensei em um número entre 20 e 29, por causa da música. O que já dá uma dica para vocês sobre o que será o meu livro. Então, estou muito feliz por ter percebido o óbvio através de um livro aparentemente fútil e digo que em breve vocês terão novidades. Me cobrem.

