"Mas os adultos estavam sempre metidos em conflitos, todas as possíveis ações complicadas pelas consequencias, pela dúvida, pela própria imagem, por sentimentos de amor e responsabilidade. Toda e qualquer escolha parecia ter desvantagens, e, às vezes, ele não entendia por que as desvantagens eram desvantagens. Era difícil."
- Stephen King, em O Iluminado
Parafraseando o poeta, penso que estou louca quando estou apenas... tranquila. Penso também que estou me repetindo, me acomodando em motivos para ficar triste. Não é nem inventando motivo. É escolhendo sempre os mesmos, se quero chorar. Por que parece que é mesmo assim, se decido que vou me deixar abater, toda lembrança dói, as boas e as ruins. E depois sou eu chorando ao receber carta dos meus pais, chorando ao ver a letra do meu pai, como se fosse algo que eu tivesse perdido para sempre. E não perdi.
Mas mesmo sabendo que escolhi certo (sabendo até onde posso acreditar e saber, claro) parece que ainda existe algo no ar. Uma espécie de distorção na visão geral da coisa toda. Algo me impede de ser feliz por completo, por mais que saiba que esse tempo de agora é o mais pleno que já alcancei na vida. É estranho. Me sinto deslocada onde estou e sei que não posso voltar. Não por que não seria recebida de volta. Seria sim, mas sei que eu mesmo não aceitaria essa volta. Então me sinto sem um lugar que seja meu de verdade. Nem aqui, um lugar novo, nem lá, o lugar velho que deixei e que, no fundo, sei que não quero voltar. Era difícil. Me vejo presa no emaranhado de escolhas que fiz. Que não me arrenpendo, que me alegram até em meio as lágrimas de saudade. Mas ainda assim, sem o meu lugar. A tal da distorção. Jack Torrance preso em um Overlook a céu aberto. Doidamente feliz, angustiado, em êxtase, triste. Tudo ao mesmo tempo.
Mas mesmo sabendo que escolhi certo (sabendo até onde posso acreditar e saber, claro) parece que ainda existe algo no ar. Uma espécie de distorção na visão geral da coisa toda. Algo me impede de ser feliz por completo, por mais que saiba que esse tempo de agora é o mais pleno que já alcancei na vida. É estranho. Me sinto deslocada onde estou e sei que não posso voltar. Não por que não seria recebida de volta. Seria sim, mas sei que eu mesmo não aceitaria essa volta. Então me sinto sem um lugar que seja meu de verdade. Nem aqui, um lugar novo, nem lá, o lugar velho que deixei e que, no fundo, sei que não quero voltar. Era difícil. Me vejo presa no emaranhado de escolhas que fiz. Que não me arrenpendo, que me alegram até em meio as lágrimas de saudade. Mas ainda assim, sem o meu lugar. A tal da distorção. Jack Torrance preso em um Overlook a céu aberto. Doidamente feliz, angustiado, em êxtase, triste. Tudo ao mesmo tempo.





