Elvis Costello Gritou Meu Nome

Tati Lopatiukinfo
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São Paulo - SP Blocker e eventualmente jammer na Ladies Of HellTown Escritora e web redatora 28 anos Colecionadora de gatos

A história de uma garota que decidiu ser feliz pra sempre.

31 de janeiro de 2010

Com a saudade teci uma prece

Olha, pediram notícias e eu vou falar: por aqui está tudo bem. Tudo ótimo. Os comentários no último post mostram como vale a pena se expôr de vez em quando, se mostrar. Feedback positivo é sempre bom, ainda mais quando é assim, recheado de boas energias, de afeto, de sinceridade. Amo vocês e não é pouco.

Uma pequena olhada ao meu redor e fiquei feliz em ver como o mundo dá voltas. Dos tempos de tristeza tive o tanto que era bom. Agora é cuidar para fazer as coisas darem certo, fazer acontecer. Com foco, com calma, sem desistir.

E por mais que me deem conselhos, me digam coisas, me confortem (e eu goste disso), a cada dia tenho mais certeza de que depende só de mim fazer dar certo. Eu tenho o impulso atávico de querer me calar e resolver sozinha. Não sei se é o jeito certo, mas é o meu jeito. Não gosto disso em mim. E não quero errar dessa vez. Respiro fundo, tento visualizar uma solução, um meio termo honesto e possível do que eu sou e de como deveria ser. Mais uma vez. A cobrança interna nem sempre é uma aliada, não para nós os auto-sabotadores.

Agora quero e preciso organizar algumas coisas, o que vou levar, o que vou deixar. Metafóricamente, inclusive. Decidir no que vou insistir, do que vou esquecer. Não é um caminho que estou começando sozinha, mas sabemos que certas coisas só eu posso decidir. Cabe a mim apenas compartilhar, coisa que ainda não sei fazer muito bem. Pois é. Mas quando pesa demais, choro no ombro, peço colo. Me torno mais forte quando demonstro minhas fraquezas. Isto eu aprendi, tenho aprendido.

Perdoem os meus silêncios daqui em diante. Volto quando a casa estiver mais arrumada. Metafóricamente, inclusive.



26 de janeiro de 2010

Uma história de amor

Sempre achei muito fofo blogueiros contando suas histórias de amor da vida real. Depois de alguns meses de namoro, decidi contar aqui a minha história de amor com o Alex. A nossa história. Para que quem gosta e acompanha o ECGMN saiba das grandes mudanças que estão acontecendo com a blogueira que vos escreve. Para que fique registrado que é possível sim acreditar no amor.

Nós nos conhecemos via twitter, mas quando e por quê começamos a nos seguir permanece um mistério para ambos. Lembro dele aparecer aqui e ali na minha timeline, mas foi só em 05 de outubro de 2009 que trocamos os primeiros replies, quando respondi um twitt dele sobre filmes 80's. Na mesma madrugada trocamos msn (quem pediu o de quem também permanece um mistério, não há registro de DM) e começamos a conversar sobre filmes, nossas cidades, essas coisas.

Ele me disse que era de SP, eu disse que era do PR, ele mandou um "longe uma vida" e eu já saquei que era areia demais pro meu caminhãozinho made in china. Então começamos a conversar esporadicamente, sempre de madrugada e quase sempre sobre filmes.

Eu gostava de conversar com ele, nossos gostos batiam e ele me fazia rir. Cinco dias depois da primeira conversa já faziamos planos timidos de eu ir para São Paulo, já que eu queria viajar para algum lugar e ele prontamente (hahaha) me ofereceu a casa dele. Mas eu não dava muito o braço a torcer, o achava interessante mas sabia que era sem futuro querer ter algo com alguém de outra cidade. Manter algo assim até quando? Experiências anteriores já tinham me mostrado que não dava muito certo... Então coloquei na cabeça que ele era "só" um cara bonito que me dava mais atenção do que o normal, mas não isso não evitava de pensar mais nele a cada dia que passava.

Olhando hoje em perspectiva, vejo como o "acaso" colaborou para que a nossa história pudesse acontecer e vingar. Eu queria e tinha disponibilidade de viajar. Não me passava pela cabeça começar um relacionamento novo tão cedo, mas eu queria fazer algo diferente, mudar de ares. Idéia que ele abraçou, não sem uma "segunda intenção", é verdade, mas ainda assim de modo muito carinhoso, gentil, especial. Apaixonante.

Enquanto me decidia se viajava para SP ou para Natal (opção por eu ter muitos amigos lá) ele me dizia o que poderiamos fazer na cidade, os lugares que ele me levaria... E eu fui me encantando pelas possibilidades, pela cidade, por ele. Mal o conhecia, mas devagar, dia após dia, o Alex me convenceu de que seria legal ir para lá e, mais incrível ainda, que era possível amar alguém novamente, coisa que eu havia me proibido e vinha conseguido manter com sucesso há pelo menos um ano.

De repente nós estávamos apaixonados e sem saber o que fazer a respeito disso.

Então surgiu a idéia de ir à São Paulo com a minha amiga Mayra prá ver o festival Planeta Terra, dali a pouco menos de um mês. Seriam uns três dias de festival e estadia na cidade. Mas era bem na data dos shows do Faith No More no Brasil, banda que o Alex ama e planejava ver. Não quis atrapalhar os planos dele e, falar a verdade, não quis ir prá lá para passar apenas 3 dias com ele e ainda mais entre uma maratona de shows.

Fiz e refiz contas, pensei, repensei e decidi chutar o balde e ir para São Paulo uma semana depois do tal Festival e dos shows do FNM, para ficar só com o Alex. Ele decidiu chutar o balde também e me pediu em namoro um dia depois desta decisão tomada, no dia 25 de outubro, vinte dias depois da nossa primeira conversa.

E aí foi o tempo de comprar as passagens e iniciar a contagem regressiva de quase um mês até a data da viagem. Uma longa, longa espera, cheia de amor, expectativas, que serviu prá gente se conhecer mais e se apaixonar mais ainda, já sabendo que poderiamos finalmente nos encontrar.

Tinha medo de chegar lá e nossos "santos não baterem", ou de eu ficar com muita saudade de Foz e querer ir embora antes da hora, pensei que ele podia ser um psicopata daqueles bem perigosos... Haheuaheuahea... Eu pensei tanta coisa! Mas o que eu mais pensava era no quanto ele me amava, no quanto eu o amava e no bem que ele me fazia, todos os dias, mesmo estando longe. E todas as minhas incertezas sobre a gente se dar bem ou não se desfizeram quando cheguei em São Paulo e o vi do outro lado da sala de desembarque, lindo, me esperando aflito.

Quando finalmente minha mala apareceu na esteira, peguei-a, atravessei o portão de vidro e fui ao encontro do meu namorado. Coloquei a mala no chão e ele me beijou. Depois fiz piada, dizendo que nunca tinha beijado tão rápido um cara, sem nem dar oi, mas ele disse que muito pelo contrário, ele que nunca tinha demorado tanto, quase um mês, para beijar a própria namorada.

E de mãos dadas saímos do aeroporto de Guarulhos rumo à linda e caótica São Paulo.

O plano era ficar uma semana. E perto da data de voltar eu chorava no ombro dele, sabendo que não seria fácil deixá-lo e deixar a cidade. Em São Paulo eu senti algo que nunca senti nos meus vinte e cinco anos de Foz: a sensação de pertencer a algum lugar. De achar bonito cada pedacinho da cidade, de se orgulhar dela. Quem sabe você diga que isso aconteceu por que eu estava apaixonada. Quem sabe faça muito tempo que você não se apaixone por nada nem por ninguém. E eu entendo.

Mas eu não quis julgar o que sentia, eu quis agarrar essa sensação de estar viva, de fazer algo que eu realmente tinha vontade. Eu quis ficar em São Paulo. E escrevi sobre isso aqui, um dos posts mais comentados do blog, onde vocês me ajudaram e me confortaram de uma forma que eu nunca poderei explicar em palavras, mas que serei eternamente grata.

Toda a segurança que me faltava eu encontrava no Alex, nas nossas conversas pela madrugada e até nos nossos silêncios cúmplices. Nada de planos mirabolantes, e isso era o que mais me deixava segura: saber que estava com uma pessoa tão pé no chão quanto eu, que não me oferecia o céu ou um castelo: me oferecia a vida dele, a casa dele e a chance de tentar começar juntos uma vida a dois. Tinha então diante de mim a decisão mais séria da minha vida: ir embora e nunca saber se daria certo ou ficar e dar uma chance ao destino, a mim mesmo? Eu tinha medo de tomar uma decisão tão séria e resolvi ficar mais uma semana em São Paulo até criar coragem de voltar pra Foz e ver o que o meu coração me diria ao rever minha familia e meu mundo lá.

Mas em algum momento eu tinha que voltar. Cheguei em Foz depois de treze dias em São Paulo e quando coloquei os pés dentro de casa já tinha a minha decisão tomada: voltaria para São Paulo, para morar com o Alex. O dificil agora era contar para os meus pais esta decisão e mais uma vez vocês me confortaram, comentando no meu post sobre isso.

Uma semana depois finalmente contei para meus pais e para a minha mais completa surpresa eles reagiram super bem e me apoiaram incondicionalmente. Agora, com o coração leve era hora de correr atrás da minha volta para São Paulo. Mais ajustes de agenda, contas no calendário e ficou decido assim: assim que tivesse alguns dias de folga o Alex viria para cá passar uns dias, conhecer minha familia e voltariamos juntos para a nossa casa, em São Paulo.

Clichê não é clichê a toa: quando é para acontecer... Parece dificil acreditar numa história tão louca quanto a nossa, eu mesmo fico boba com a rapidez com que tudo aconteceu e como tudo colaborou para que eu encontrasse o Alex no momento certo da minha vida e justo quando não estava procurando. Assim como ele afirma o mesmo. Eu que não queria amar, que morria de medo de avião. Que maldizia o amor e não queria nunca ir embora do meu cantinho preguiçoso, da minha vidinha aqui. Conheci alguém, me apaixonei e deixei minha vida ser virada de ponta-cabeça, com um sorriso gigante no rosto.

Se era assim que tinha que ser, não sei. Só sinto que tive (tivemos) uma sorte imensa e estou feliz como nunca. Sei que não vai ser fácil, serão inúmeras novidades para ambos. Mas eu quero tentar. E vou. Vamos.

E agora, se me dão licença, estou indo para o aeroporto, buscar o Alex e finalmente o rever depois de toda a ausência. Quase dois meses longe dessa vez. Nesse meio tempo aprendi a exercitar minha paciência, minha solidão, vi que por algumas pessoas vale a pena esperar. Quando é amor de verdade. Mas é (esperamos) a última vez que ficamos tanto tempo longe um do outro. Ele fica aqui comigo uns dias e então vamos para São Paulo, juntos, continuar a nossa história. Que está apenas começando.




Mais histórias de amor na blogosfera:

25 de janeiro de 2010

Gente boa.

Te dizer que quem chegou mais perto de descobrir as minhas mentirinhas foi a Bruna (que aliás fez o meme também!), que acertou duas. As mentirinhas são: 1 (não é exatamente uma mentira, é a verdade do meu irmão), 3 (cê acha?) e 4 (nunca quebrei nada, tô inteirona). Fiquei abismada como quase todos acharam que o 2 era mentira. Credo gente, vocês acreditam tão pouco em DESTINO? Hahueaehau... Escolhi minha profissão por acaso e por incrível que pareça, deu certo.

Alías, a cada dia me convenco mais de que tudo acontece assim por acaso para mim. Quer dizer, nem tudo, mas eu falo das coisas boas e tal. Muitas vezes chegam sem eu procurar, por reflexo do que acontece com quem eu gosto e tenho perto. Não que eu seja oportunista nem nada, aheuaheauha... Mas acho que boas vibrações emanam de gente bacana e acaba "sobrando" para aqueles que ficam perto. Essas coisas.

E daí em um papo maluco com o meu melhor amigo e o meu irmão, este fim-de-semana, eles falavam sobre isso, sobre quando você meio que não faz nada e coisas boas acontecem para algum amigo seu e "respinga" (palavra do meu irmão, olha que poeta) em você. Sabe? Nisso você conclui que o melhor a se fazer é estar sempre cercado de gente bacana, de gente fina, classe A.

É o que tenho feito. Nesta última semana reencontrei vários amigos, vi que algumas coisas mudaram, que outras se perderam e que algumas nunca mudam. E mais do que isso, descobri que só de estar perto de algumas pessoas a gente já fica bem e tá tudo certo. A tal da energia boa que algumas pessoas tem. Espero ter a sorte de conseguir me cercar de gente boa assim também onde estou indo morar. Pelo os poucos dias que passei lá e pelas pessoas que encontrei e conheci, acho que vou sim. Quanto a mim, vou com as melhores intenções do mundo, determinada a ser alguém assim para os que estiverem ao meu redor.



23 de janeiro de 2010

Verdades e Mentiras

Achei esse meme nos arquivos do meu mais novo blog favorito, o Megacombo, da Ju Mary. A brincadeira é assim: você deve contar nove fatos aleatórios sobre você, sendo seis verdades e três mentiras.

  1. Só comecei a beber depois dos dezoito anos, até então não bebia por que queria ser do contra com o resto da molecada e levava leite nas festas.
  2. Escolhi fazer faculdade de Ciências Contábeis por que me pareceu o nome mais sonoro, das opções que tinha. Não achei que passaria no vestibular e fiz só por farra. Passei de primeira, sem cursinho e depois de dois anos sem estudar.
  3. Meu sonho dourado é casar e ter filhos.
  4. Já quebrei um braço quando criança, pulando de um muro.
  5. Tenho pouca paciência com gente que flooda a vida alheia com besteira, ou seja com gente que tá sempre falando das mesmas coisas, sempre batendo na mesma tecla. E não me seguro: sempre acabo dando uma alfinetada na pessoa, prá ver se ela cala a boca.
  6. Eu já fui corintiana, quando era criança.
  7. Não tenho medo de barata, nem de aranha nem nada. É só o bicho não me encostar.
  8. Não tenho a menor vergonha de perguntar as coisas em consultas médicas. Faço o maior questionário e duvido de tudo. Pergunto mesmo, principalmente em dentista. Por que você tá fazendo isso? Como você sabe que é prá fazer isso? Mas e por que esse remédio? Meu dentista me chama de bichinho perguntador. ^_^
  9. Morro de vergonha que leiam meus textos na minha frente, principalmente os antigos. Me dá vontade de sair correndo, com a mão nos ouvidos. Não acho que escrevo bem. Muito pelo contrário.

E aí conseguem descobrir quais são as verdades e quais são as mentiras?



22 de janeiro de 2010

Doce.

Tem a feira anual da cidade, né? E desde pequena a menina espera o ano todo por essa feira, que acontece sempre em mês de chuva, sempre em algum canto lá longe. Precisa tirar o dia prá ir, quando finalmente chega a época. A feira tem parquinho, cocada, churros, maçã-do-amor. A cidade em que ela mora não é assim tão pequena, mas esses quitutes assim, de quermesse, só se acham nessa feira. Uma vez por ano. O que ela mais gosta é a pipoca doce. Colorida, pode escolher: tem a só rosa e a multicor. É tão doce e tão colorida, parece mesmo um pedacinho de felicidade em um copão de papel. E como sempre chove na época da feira, uma coisa se mistura na outra: a doçura e as cores da pipoca enchendo de vida os dias nublados da menina triste.

Foi passear na cidade grande e logo nos primeiros dias, o susto: tem carrinho de pipoca doce em todo canto por aqui! *________* Ficou até com vergonha de pedir pro namorado que lhe comprasse um pacotinho, todo dia passavam por um carrinho e ela: ai, meu deus, ai meu deus, pipoca doce! Não parecia nem certo comer pipoca doce fora de época! Então quer dizer que pode, ser feliz em outros lugares que não na feira, na cidade nublada, na solidão de andar na multidão?

Depois de uns dias ela se deu conta: acho que é possível sim. Correndo para atravessar a rua, de mãos dadas com o namorado, parou no carrinho de pipoca e pediu um pacotinho. Ele riu falando que isso se acha em todo lugar, mas por dentro ela sabia que não se acha não. Ser feliz assim, só de comer pipoca doce, não é uma coisa ordinária. E olha só que engraçado: era um dia nublado também, como os dias da feira. Era uma multidão em volta, como nos dias de feira. Mas dessa vez ela não estava sozinha. Era muito mais doce agora.


21 de janeiro de 2010

No papel, no Sol.

Acordo sempre de bom humor, animada, disposta. Faço planos e uma To Do List mental, que sempre está encabeçada por "Achar um site legal de To Do List". Nunca achei o tal site e/ou aplicativo, mas enfim. Pode ser segunda-feira ou sexta, pode ser sol ou chuva. Ao acordar pela manhã, nada me demove: a vida é boa.

Depois o dia escorre pelos meus dedos, derrete lentamente com o calor. O entusiasmo diminui e quase acaba. Vem o mau-humor, a implicância. Penso se vou ser assim prá sempre, as quatro estações do dia, ou se ainda vou piorar e enlouquecer muita gente no decorrer do processo. Não fiz nada da To Do List imaginária, amanhã eu faço. Faço nada. Eu me conheço.

Queria só que o meu entusiasmo durasse mais do que algumas horas. Quem sabe quando colocar no papel de vez essa To Do List.



20 de janeiro de 2010

Leitorzinho querido.

Só para citar os mais recentes:

Vc está no caminho certo, pode acreditar. Seguir o coração e a intuição é sempre o caminho certo. Pode chorar, gritar, xingar, ficar triste, espernear, fazer bico... mas depois, lava o rosto, enxuga as lágrimas e mantenha-se firme.
E bem vinda à vida adulta.

~ Hatanne em Joga o Balde Também


não nos conhecemos, mas já faz um tempo que me deparei com o RMM e, desde então, nunca mais larguei dos seus blogs :D
e já faz um tempo também que eu queria comentar e dizer que gosto muito do que você escreve, mas, sei lá, sempre rolava aquela preguicinha/vergonha, sabe? aí deixava de lado (e continuava lendo).
mas eu não podia deixar de lado depois do texto de hoje. [...] encontro-me assim, exatamente como se sente - e, até então, eu não havia conseguido definir muito bem o que eu sentia. agora, sabendo o que é esse rebuliço todo, dá para agir. ou, em alguns casos, deixar que o tempo nos ajude...
obrigada, mesmo.

~ Natali em Joga o Balde Também

O que mais gosto nos seus posts é que você faz as minhas paranóias mais indefinidas assumirem um caráter digno. Você articula o que me angustia e me faz ter mais respeito pelo que sinto, porque torna mais compreensível, mais palpável.


Fiquei sabendo do blog via Olhômetro. Entrei só por causa do nome, e gostei. Hei de voltar. Um abraço!

~ Diogo de Lima em Foi meu Eu-lírico


Lençóis de algodão, por favor.
Nunca se esqueça de olhar a data de validade dos produtos.
Chaves quebram se jogadas do alto do prédio.
Calça jeans [ou shorts, ou saia, se estiver quente] e a camiseta preferida.
Banhos a dois são uma coisa deliciosa.
Vai fazer um bolo. Cozinhar dissipa a ansiedade.

~ Mayra em Calendário

E ainda tem gente que diz que não ganha nada para escrever em blog. Eu ganho, e o que ganho não tem preço. Isso sem nem mencionar os comentários no meu outro blog, o RMM, onde sempre embarcam nas minha bobagens e me fazem rir. Aqui conto os meus segredos, meus medos e vocês me abraçam, me acarinham, me confortam. Sei que o blog é meu e escrevo só prá mim, como faço questão de frisar em algum lugar ali na barra lateral. Mas meu Deus, como vocês me fazem bem. Vocês que comentam sempre. Que comentam uma vez só, saem da zona de conforto e se apresentam. Que chegam de mansinho. Que me fazem rir quando estou chorando. Não saiam nunca de perto de mim, vocês fazem a diferença na minha vida. Amo todos vocês.


19 de janeiro de 2010

Joga o balde também.

Se não vai
Não desvie a minha estrela
Não desloque a linha reta

~ Você pode ir na janela - Gram


Tenho como uma das minhas fraquezas mais odiadas (por mim) o fato de me deixar entristecer tão rápido e tão forte por qualquer besteira que qualquer pessoa me diga. E ficar emburrada e desistir de tudo, perder toda a vontade.

Se já estou pouco feliz, se só me resta bem pouco de ânimo, me coloco a disposição e em cinco minutos de conversa, meia dúzia de frases, pronto, a pessoa já me jogou um balde de água fria sem nem se dar conta disso. Entenda, nem é culpa da pessoa, no fundo. Sou eu a beira de um ataque de nervos, só esperando aparecer um estopim qualquer. Por isso acho que é fraqueza minha e não maldade alheia, isso de ficar triste com coisas que me dizem.

Claro que também acontece por querer, que também tem gente que faz por mal. Não sei. Sempre parto do princípio que a culpa é minha e bem sei que por esses dias tudo o que não tenho sido é uma pessoa calma. Confundo felicidade com nervosismo.

Fui triste por tanto tempo e hoje percebo que felicidade é uma coisa muito mais frágil do que eu poderia imaginar. Percebi que prá mim me manter feliz preciso também que as pessoas ao meu redor estejam felizes por mim. Vir dizer coisas que me desmotivam funcionam como um golpe em mim. Primeiro vem a água fria, congelando o entusiasmo que eu sentia. Depois o balde na cabeça, prá machucar de vez.

E dói.

18 de janeiro de 2010

Seu coração lembrar de mim.

Leva essa canção de amor dançante pra você lembrar de mim,
Seu coração lembrar de mim
Na confusão do dia-a-dia, no sufoco de uma dúvida,
Na dor de qualquer coisa
É só tocar essa balada de swing inabalável
Que é o oásis do amor
Eu vou dizendo na sequência, bem clichê
Eu preciso de você

~ Balada do Amor Inabalável - Skank


Já fui suavemente criticada por isso, por confundir, misturar e colocar no mesmo nível amizade e amor. Parece mesmo não ter uma linha divisória para mim e muitas vezes falo de pessoas que amei como se fossem amigos meus, por mais que hoje nem tenha mais contato. E também acontece de dizer que amo amigos que são "só" isso. Amigos. Mas eu amo mesmo os poucos amigos que tenho e, se tenho que dizer, digo um "eu te amo" caprichado e sincero, sem medo de ser clichê e de ser mal-interpretada por eles.

Amor nunca é demais e de vez em quando me dá um passamento (como diz uma amiga minha) e decido ser gentil com todo mundo que eu gosto. Pois não se engane, eu gosto de um bocado de gente. Só não demonstro muito por que tenho dessas de fazer o Erasmo Carlos e querer manter a minha fama de mau.

No entanto, este momento de agora é diferente. E enquanto dou telefonemas, mando emails, marco almoços de despedidas e posto cartas e mais cartas, parece que paira no ar uma sensação de reencontro e de conforto. A sensação de que voltei para alguns justo agora que estou indo embora. E é bom.

Depois que você estabelece que tal pessoa é sua amiga, que vocês criam um ponto de conforto entre os dois, podem até se ausentar um pouco que a volta é sempre natural e bem aceita. É raro conseguir isso, sem cobranças e sem mágoas pelas ausências. Mas quem sabe sabe, ninguém tá mais na quarta-série. E então, mais de três meses sem ver um amigo e ele aceita meu convite de pronto, como se tivéssemos passado a semana toda juntos. Simples assim.

Agora me avisam para ter cuidado, para não esquecer ninguém. Se namorando a tendência é se isolar, indo embora então... Sei disso e concordo, mas também sinto que não será tão difícil assim manter contato e, principalmente, manter meus amigos na lembrança. Os poucos, raros amigos que tenho, sabem que vou levá-los comigo onde for. E eu sei que mesmo indo embora, um pouquinho de mim fica com eles também.



16 de janeiro de 2010

I put gloss on my lips, a man on my hips

I could care less what you think
I need no permission, did I mention?

~ Singles Ladies - Beyonce


Olha, eu não era assim. Eu não gostava de Beyonce, nem de Lady GaGa. Não é que eu não gostava, eu nem conhecia direito prá poder falar mal. Agora tô aew nessa vida bandida, dançandinho pela casa ao som de Singles Ladies. Pedindo para a amiga mandar mais músicas da Lady GaGa pelo msn. Assistindo Ke$ha no Youtube e achando que tô cheia de razão. Dançando Black Eyed Peas com as amigas na beira da piscina, bebendo cerveja. Eu não era assim.

Se não me seguram faço uma mixtape daquelas bem bandidas, cheias de funk e do que há de mais bonitos nos mais de vinte anos de discografia do Molejo. E ainda coloco tocar e faço carinha de quem tá gostando demais. Olhaew.

Esse calor também não ajuda. Esse Sol lindo todas as manhãs, esses sms que não cansam de apitar dizendo que um menino paulistinha me ama. Isso aí enche a pessoa de alegria, sabe? E acaba perdendo a vergonha. Achando certo cantar essa quantidade absurda de trash pop que tenho consumido.

Mas eu sei bem quem me estragou, hein? Não quero apontar culpados, mas sei muito bem. Vai nessa de ficar assistindo musical afrescalhado. Vai nessa de ser feliz. Vai vendo.



15 de janeiro de 2010

Foi meu eu-lírico.

Um ponto engraçado surgiu quando alguém comentou no twitter que o Serginho era legal, não o Sr. Orgastic. Para quem não pegou a citação de pronto, eu explico: Serginho é um dos participantes do BBB 10 e na net ele é conhecido como Sr. Orgastic, uma bichinha linda e fechativa que as bichinhas feias e presas no armário amam odiar. Okay.

Nisso nego vem falar que gosta do Serginho, não do Sr. Orgastic. Rio três dias e três noites com essas coisas. Tudo bem, Sr. Orgastic é uma persona que Sérgio inventou, assim como a gente inventa todo dia que é simpática com Fulano, que está LOUCA para ouvir a história chata de sicrano. Uma máscara, como gostam tanto de dizer por aí. Mas mesmo quando não está montado de Sr. Orgastic, Sérgio não deixa de ser o que ele é: gay, escandaloso e totalmente fofo. Aliás, até a Drag Queen da casa (Dicesar, aka Dimmy Kieer) se mantém sendo o que realmente é mesmo estando de bermudão e havaianas.

O que eu quero dizer é: por mais que a gente invente personagens e dissimule, nunca deixa de ser o que realmente é. Aliás, na maioria das vezes essas mascáras não escondem nada, só ressaltam.

Tem gente que adora criar essas máscaras. Aí usa essa psicologia de boteco para se safar. Se divide em vários e conforme vai precisando, joga a culpa em um e incorpora outro. Pai de Santo feelings, quem curte?

Me lembra muito uma vez em que uma colega de empresa levou bronca e o chefe disse: Enquanto sua amiga, não te repreenderia, não acho que você errou. Mas como chefe acho que errou sim, então tenho que fazê-lo. Oras, errou ou não errou? É amigo ou chefe? Se essa separação não fica clara nem prá você, não venha jogar sua esquizofrênia nas minhas costas e achar que eu tenho que lidar com isso.

O que não dá é prá querer dissociar Serginho de Sr. Orgastic como se fossem duas pessoas diferentes. Não são. E nem querer dividir sua personalidade em dois, três ou quatro pessoas e dizer que quem fez a cagada não foi você, foi seu eu-lírico. Não fode, amigo. Não cola.




14 de janeiro de 2010

Querendo voltar

Frágil – você tem tanta vontade de chorar, tanta vontade de ir embora. Para que o protejam, para que sintam falta. Tanta vontade de viajar para bem longe, romper todos os laços, sem deixar endereço. Um dia mandará um cartão-postal de algum lugar improvável. Bali, Madagascar, Sumatra. Escreverá: penso em você. Deve ser bonito, mesmo melancólico, alguém que se foi pensar em você num lugar improvável como esse. Você se comove com o que não acontece, você sente frio e medo. Parado atrás da vidraça, olhando a chuva que, aos poucos começa a passar.

~ Caio Fernando de Abreu


Há alguns meses atrás, quase um ano, um amigo me fez prometer que eu viajaria muito, conheceria várias cidades. Eu ri e disse que não era tão fácil, que não dependia só de mim, que eu nem queria. Essas coisas todas que a gente diz quando quer muito uma coisa mas tem medo de tentar.

As coisas mudaram um pouco, desde então. Já não sou tão amiga dessa pessoa, a vida se encarregou de nos separar de modo bem cruel e possivelmente irremediável. E eu viajei sozinha pela primeira vez, depois disso. Um acontecimento que por si só me mudaria muito (como o meu amigo previu), mas que também trouxe muitas outras mudanças, mudanças que eu jamais poderia imaginar há um ano atrás, quando ele me contava os lugares que tinha visitado e como eu deveria ser livre assim também.

Se houvesse agora uma maneira de voltar, sem medo de ser repelida, se eu pudesse agora chegar até ele, queria contar como ele estava certo o tempo todo. E como as palavras dele me ajudaram a tomar as decisões que tomei. Mas você sabe, algumas feridas não cicatrizam nunca, ainda mais se a gente ficar cutucando.

Não sei se de longe ele ainda me espia, se vê os rumos que minha vida tem tomado. Só queria que ele soubesse. Eu errei, ele errou também e assim nos perdemos. Queria voltar, mas você sabe, ir embora é fácil. Difícil é voltar.


13 de janeiro de 2010

Jackie Chan britânico

Dando inicio aos trabalhos de 2010 hoje fui ao cinema pela primeira vez no ano, ver o tão aguardado Sherlock Holmes.

Aguardado só por que é Guy Ritchie, já que em se tratando de histórias detetivescas sempre fui muito mais Agatha Christie e Rex Stout do que Arthur Conan Doyle. Mesmo assim, não poderia perder a oportunidade de ver o que Ritchie ainda tinha a mostrar nessa fase pós-Madonna, já que aparentemente ele levou uma grana dela mas ela ficou com os culhões dele. Desde o divórcio o cara não faz nada assim tão perigoso quanto Snatch, Revolver e etc.

Olha, te dizer que o filme é bom, mas não é nem 10% do que eu achei que seria, vindo de quem vem. Sabe aqueles filmes que você assiste e não encontra a marca do diretor? O filme é ótimo, mas sabendo quem dirigiu você fica: ONCOTÔ? Então, Sherlock Holmes é assim. Scoop, do Woody Allen é assim. É bom, mas parece não pertencer a ninguém. Como diria Zezé Di Camargo & Luciano, um caso complicado de se entender...

Robert Downey Jr segura na sombrancelha o personagem e até tem um pouquinho daquele sarcasmo que a gente vê nos personagens do Ritchie. Mas bem pouco. Parece mais um Jackie Chan britânico, se é que isso é um defeito. Jude Law tá uma fofura, achei ele muito bem no papel. E desconfiei fortemente da ciumeira do Sherlock com o Watson. Mas é filme do Guy Ritchie, né? Calma lá. Faltou testosterona, faltou mocinha libidinosa e perigosa (oras, a McAdams, com aquela carinha de anjo açucarado? :oB), é verdade. Mas ainda estamos a salvo. Digamos que prá um filme de Guy Ritchie foi meio fraco, mas prá um filme do Sherlock Holmes tá bom demais. Vale o ingresso.



12 de janeiro de 2010

As Aventuras de Arturzinho - Parte 3

Ladie's Man
Arturzinho [cochichando]: - A Nana é minha namorada!
Nana [10 anos, audição perfeita]: - Eu sou sua namorada, é?
Arturzinho [malandro é malandro]: - OU minha amiga!

Pergunta pertinente
Brincando no quarto do vô.
- Vô, por que você tem quatro guitarras se só tem dois braços?

Madrinha tem cada uma...
Tadsh: - Mas você cresceu!
Arturzinho: - Não cresci, só fiquei menos menor!

Macheza
Passando na roleta do ônibus.
- Não me pega no colo! Já sou homem!

Animal Planet
Ao ver o gato dormindo de boca aberta e barriga prá cima.
- Por que esse gato é assim? Como ele sabe que tá vivo?



11 de janeiro de 2010

Garfield estava errado.

Não sei vocês, mas eu acho muito mais fácil achar a vida bonita quando se acorda cedo. As primeiras horas da manhã são sempre as mais bonitas prá mim. Hoje na tevê uma reportagem sobre como as pessoas odeiam a segunda-feira. Eu não, eu adoro segunda-feira. É uma nova semana, uma nova chance de recomecar algo, from the top, com vontade, do jeito certo. E gosto ainda mais de acordar assim cedinho, sair prá rua com o vestidinho favorito e resolver problemas, riscando da agenda esta e aquela pendência. Saldo positivo no fim da manhã.

Olhar a cidade com nostalgia, ou querer que os dias passem logo. Chegar em casa e receber um presente junto de uma cartinha carinhosa que no final da leitura me deixou com os dedos coloridos com a purpurina que saiu das letrinhas. Ler os comentários dos meus blogs. Rir das piadas do meu pai.

Tem sido tão, tão fácil ser feliz ultimamente que eu nem sei como pude ser triste por tanto tempo. E quanto mais eu sorrio, mais a vida me sorri de volta.



10 de janeiro de 2010

Calendário.

Te espero sentada en la esquina de siempre
Y mas arreglada que si fuera un viernes
Sin ninguna cita hecha previamente
Pero con la plena intuicion de verte

~ Te Espero Sentada - Shakira


Acordo com uma dor-de-cabeça filha da puta, não tomo o remédio por que ele me dá sono.

Dor.

Desisto, tomo outro remédio que teoricamente não dá sono.... E durmo a tarde toda. Mas a dor não passa. Adiantou?

Fico deitada pensando em coisas que quero.

Eu gosto agora de pensar em coisas práticas. Cópias de chaves, lençóis extras, quanto cabe em uma caixa, dicas de compras e quantos dias cabem neste calendário. Que roupa usarei daqui a dezesseis dias, se estará chovendo, se eu ganho esta aposta.

Eu quero muito, muito, desesperadamente ganhar uma aposta que fiz. Não, não é loteria.

Tento não me importar muito com as coisas que sinto. Não com as que me fazem mal.

Eu canso de esperar, eu espero que as coisas melhorem. Faço escolhas que não duram dez minutos, vou na varanda e respiro fundo.

As coisas parecem melhorar.

Sinto saudade dos meus amigos. Olho o calendário mais uma vez. Quantos dias até eles voltarem de viagem? E me sinto como alguém que foi esquecida em alguma cidade desabitada, que mora sozinha em uma casa por onde ninguém passa. Ou alguém que teve o seu universo sutilmente diminuido, resumido a espera e saudade. Mas, curiosamente, não me incomoda muito, not at all. Eu fico feliz em esperar, se sei que vou voltar a ver quem amo.

Mas como os dias passam devagar, nessa varanda vazia...


9 de janeiro de 2010

Dezessete.

tudo em mim
anda a mil
tudo assim
tudo por um fio
tudo feito
tudo estivesse no cio
tudo pisando macio
tudo psiu

tudo em minha volta
anda às tontas
como se as coisas
fossem todas
afinal de contas

~ Por um lindésimo de Segundo, de Paulo Leminski




8 de janeiro de 2010

O maior meme de fim de ano – versão 2009

Primeiro meme do ano, um meme-retrospectiva 2009, (aproveitando que 2010 não começou de fato para mim ainda...). Idéia original da Ju (Megacombo), que a Lia (JustLia) também fez, mas foi o post da Fê (Fake Doll) que me animou a fazer a minha versão aqui. By the way, leio e adoro os blogs dessas 3 meninas, mas só com a Fê eu "converso", via twitter. Timidez ainda não deixou falar com as outras. Hihihihi.

Vamos ao meme, então!


1. Onde você estava quando 2009 começou?
Em casa com meu pai, como toooodos os anos, since 1999.

2. O que você fez em 2009 que você nunca tinha feito antes?
Viajei até São Paulo sozinha, de avião. Por amor.

3. Você manteve suas resoluções de fim de ano e fará novas para 2010?
Nunca faço resolução alguma, gosto de deixar acontecer naturalmeeeeeeente... ♫.

4. Você foi a algum show em 2009?
Só de bandas locais. Calma que não é sertaneja nem gauchesca. Corleone, por exemplo. Fui várias vezes e amo. ^_^

5. Você procurará um novo emprego em 2010?
Olha, com força.

6. Você bebeu muito em 2009?
Olha, com força [C-C-C-C-C-Combo breaker].

7. Você viajou nas férias? Para onde?
Eu fui demitida antes das férias, LOL.

8. Qual foi sua maior conquista em 2009?
Perdi o medo de muitas coisas e também deixei de ser "vitima" de algumas pessoas.

9. Se você pudesse voltar no tempo, para qualquer momento de 2009, e mudar alguma coisa, o que seria?
Acho que não mudaria o que aconteceu, mas sim a maneira como me senti em relação a algumas coisas. Não levaria nada tão a sério, isso machuca demais.

10. Você ficou doente ou ferido?
Fiquei doente e ferida, por semanas... :o(

11. Qual foi a melhor coisa que você comprou?
Um pc novo.

12. Quais são as pessoas cujo comportamento mereceu aplausos?
Clichê tá aí prá usar: minha mãe.

13. E quais são as pessoas cujo comportamento você reprovou?
Hehehehe. Teve gente assim também, mas vou fazer o que? Vou bater? Vou matar? Deixo que derretam e sigo em frente.

14. Onde você investiu a maior parte do seu dinheiro?
Em filmes (comprando, alugando, cinema), em compras em geral.

15. O que te deixou muito, muito, muito feliz?
Quando cheguei em São Paulo e saí do aeroporto de mãos dadas com o Alex.

16. Qual música sempre vai te lembrar de 2009?
Sinceramente? Chora Me Liga, do João Bosco e Vinícius. Vai contra toda a minha playlist roqueira, mas não teve uma vez que eu não tenha cantado junto quando essa música tocou em 2009. Estava bêbada em todas elas, é claro, MAS É TÃO LEGAL! \o/

17. Comparando este momento com o que você viveu exatamente um ano atrás, você está mais feliz ou mais triste?
Mais feliz, sem a menor sombra de dúvida. Nunca estive tão feliz quanto estou agora.

18. O que você queria ter feito mais?
Posso dizer que em 2009 eu fiz tudo o que quis, de verdade. Aproveitei bastante. ^_^

19. O que você gostaria de ter feito menos?
Chorado.

20. Como você passou seu Natal?
Ceia na casa da Vó e depois festa na casa dos Crevilaros, minha segunda casa.

21. Quem foi a pessoa de quem você mais sentiu falta este ano?
Do meu namorado.

22. Você se apaixonou em 2009?
Absurdamente.

23. Qual foi a maior mudança para você em 2009?
Sair de um emprego onde eu estava há 5 anos.

24. Quais foram os seus programas de TV favoritos?
Conheci um monte de seriados novos e os programas favoritos continuaram os mesmos de sempre: telejornais, adoro.

25. Você odeia alguém agora que você não odiava há um ano?
Sim, opa.

26. Qual foi o melhor livro que você leu?
Carrie, A Estranha; do Stephen King.

27. Qual foi a melhor descoberta musical?
Someone Still Loves You Boris Yeltsin.

28. O que você queria e conseguiu?
Viajar sozinha prá um lugar que não conhecia.

29. O que você queria e não conseguiu?
Eu nunca quero muita coisa, só começo a querer se sei que posso conseguir. E tudo o que eu quis, eu consegui. ^_^

30. Qual foi o seu filme favorito em 2009?
“Bastardos Inglórios”, "Watchmen" e "Drag Me To Hell".

31. O que você fez no seu aniversário (e quantos anos você tem)?
Nada, como sempre. Mas decidi começar esse blog e o fiz, dois dias depois. ^_^ Tenho 25 anos.

32. Que coisa teria tornado seu ano imensuravelmente melhor?
Ter me importado menos com algumas coisas e pessoas.

33. Como você descreveria seu conceito pessoal de moda e estilo em 2009?
O mesmo de hoje: nenhum. aheuhaeuaha...

34. O que manteve sua sanidade?
Escrever e ver filmes.

35. Qual celebridade/figura pública que mais te fascinou?
Elvis Costello, ftw.

36. Escolha o trecho de uma canção que melhor resume seu ano de 2009.
"Dear Henrietta, we got no flowers for you", Henrietta, do The Fratellis. Resume MINHA VIDA. aheuaheuahea....

37. Do que você sente falta?
Do meu namorado.

38. Quem foi a melhor pessoa que você conheceu em 2009?
Meu namorado, mas eu conheci pessoalmente muita gente bacana também. A Gabi, a Joyce...

39. Conte uma lição de vida importante que você aprendeu em 2009.
Se os filhos da puta não estiverem ligando para você, não ligue para os filhos da puta. =D

40. Quais são os seus planos para 2010?
Um bom emprego, aproveitar bastante minha nova vida e amar muito. Ser muito amada eu já sou... ^_^


7 de janeiro de 2010

Estranha rosa

Tanto, tanto, tanto claro
E tanto gris
Que raro, raro, raro
Que seja tanto assim

Te faço gargalhar

Será que sou assim me vou sem ver o que não vi
Será que penso que me vou ainda fico aqui

Pensam que não sabe nada
Que tu não pode amar
Dizem que é ver pra crer
Inútil explicar

Te tiram da tua calma e tua mãe vai te buscar
Sem milagres sem parar não pode tem encontrar

Começa assim com tal tristeza
Termina tudo igual, tudo igual
Termina tudo igual, igual

Estranha rosa

~ Rosa - Devendra Banhart


Que chora todas as noites, com saudade do que ainda não perdeu. Que não gosta mais do que tem, não acredita em sentimentos requentados. Que se acha fraca, dorme com a certeza de que nada pode, de que tudo vai dar errado. E sem que nada aconteca, acorda feliz, acreditando que tudo vai dar certo. Bota um sorriso no rosto mesmo sabendo que na noite ele se transforma em lágrimas. Ainda assim, acredita. Mesmo sabendo que termina tudo igual.


6 de janeiro de 2010

Paciêncialess

Não é que eu esteja brava com algo ou alguém, por que não estou. Faz tempo já que desisti de me importar com algumas coisas e decidi ficar só na minha enquanto o circo pega fogo e a fogueira das vaidades só aumenta. Mas é que eu tô sem paciência mesmo. Não com as pessoas. Estou sem paciência comigo. Se me conheço muito bem, se eu sei que 90% dos meus problemas e tretas sou eu mesmo que invento não vou ficar aqui dando corda e material prá sofrimento onde não tem. Prefiro ficar quieta, pensar em coisas boas.

Há quem leve para o lado pessoal, quem não entenda e quem nem repare. Não muda muita coisa. Querer se explicar nunca adianta coisa nenhuma se você for pensar bem. Melhor ficar quieta e deixar que pensem o que quiserem. Se quando eu voltar ninguém estiver me esperando, paciência. Já é mais um fato consumado.

De qualquer forma isso é só uma fase, pela qual todo mundo passa um dia. Não é nada demais.





5 de janeiro de 2010

Back to the future

Vi hoje no Olhômetro (blog da Ana) uma dica bem legal: o site FutureMe.org, onde você pode mandar um email prá você mesmo, que chegará em um ano depois, dois anos ou mais, você escolhe. Em 2008 a Ana mandou um email prá si mesma, programado para recebê-lo em 2010 e postou agora o email recebido.

A idéia do FutureMe não é nova e eu mesmo já fiz um exercício parecido com esse logo no primeiro ano da faculdade. Na primeira semana de aula um professor nos pediu para escrever uma carta para alguém da sala. Ele guardou as cartas e no outro ano entregou aos seus destinatários. Foi um epic fail, por que muita gente tinha brigado ou então já era de outra panelinha, enfim... Não dá muito prá confiar nos laços feitos nos bancos da faculdade, isso eu aprendi.

Mas o fato é que mesmo tendo um pavor imenso de ler textos velhos meus, resolvi escrever um email do futuro para mim, no FutureMe. Programei para recebê-lo em 2012. Se uma hecatombe não nos devorar até lá, posto ele aqui, daqui a dois anos. Vamos ver o que terá mudado, de lá prá cá. Espero que muitas coisas.



4 de janeiro de 2010

Vamos pensar um pouco

Fã true é aquele que se assusta. Se não é a Paula me avisar, hoje pelo twitter.... Olha só a notícia do dia:

O cantor Elvis Costello vai participar da “ópera-rock” “Ghost brothers of Darkland County”, escrita pelo autor de livros de horror Stephen King com o cantor John Cougar Mellencamp. [...]
Além de Costello, que vai fazer o papel da “figura satânica” The Shape, o “drama familiar” conta ainda com artistas como os cantores country Kris Kristofferson (como o pai Joe) e Rosanne Cash (como a mãe Monique). As cantoras Sheryl Crow e Neko Case completam o elenco.

Fonte
: G1

Algumas considerações sobre isso:
  1. Já mencionei o quanto amo velhinhos pró-ativos?
  2. Será que algum dia NO UNIVERSO isso sairá em dvd, daqueles bem caros, importados, que a gente vê na FNAC e chora em dollar?
  3. O que lembra a ameaça de show em Curitiba.
  4. Tantas promessas...
  5. Imagina Stephen King mandando DM pro Costello: Vey, tenho um trampo aew, ta afim? Cê vai ser o satanás, tipo o satanás.
  6. DM de resposta do Costello: até rola, é fichado na carteira?
  7. Sheryl Crow também deve ser toda intima do Costello. Desconfio disso desde aquele episódio de 30Rock. Meu rim que não são amiguinhos!!
  8. DM de Costello para Sheryl: Meo, cê vai fazer aquela parada do Stephen? Desistiu mesmo de cantar? rsrsrsrs
  9. G1 sempre ilustra as reportagens do Elvis Costello com A MESMA foto.
  10. DAONDE que o Costello vai fazer um tipo de Satanás??? Um homem bom, um homem sem maldade! Não acho certo! [mentira, acho sim e ADORO]


3 de janeiro de 2010

Seu Madruga é rei

Não gosto de reclamar. E não acho realmente que algo vá mudar se eu resmungar aqui, mas é melhor resmungar aqui (onde a pessoa só lê se quiser) do que ficar incomodando os outros pessoalmente ou via twitter.

Se tem algo que me irrita profundamente é quando prometem e não cumprem. Conhece esse drama, né? Todo mundo conhece. Não sou a primeira pessoa do mundo a ter problemas assim.

O que eu não entendo é por que existe gente assim. Falhar uma vez ou outra tudo bem. Se você conhece a pessoa e é amiga dela, tudo bem. Mas de repente eu peço ajuda, fulano se prontifica, eu fico esperando e... me ferro. Claro. E insisto e me ferro mais ainda. Coisa linda gente que não perde a fé, né? Essa sou eu. Mas chega uma hora que cansa. Quantas coisas já deixei de fazer por que alguém prometeu me ajudar e me deixou na mão. No fundo as pessoas só querem ajudar, ser amigas. Sim. Mas se não vai fazer, prá que promete? Se é assim tão fácil, se posso também fazer uma promessa vazia e bem intencionada para 2010, que seja essa: esse ano vou pedir menos e tentar mais, sozinha.

Melhor assim, né? Melhor que ficar esperando me ajudarem, vou buscar eu mesmo um jeito de resolver meus problemas sozinha. E que seja a última vez que eu me incomodo, me decepciono e me estresso com isso.




2 de janeiro de 2010

As aventuras de Arturzinho - Parte II

O que você precisa aprender sobre sanduiches:

Arturzinho: Quer sanduiche, Tadsh?
Tadsh: Mas é caprichado?
Arturzinho: Não, é de queijo.

Tadsh: Cadê o sanduiche que eu te dei?
Arturzinho: Dei pro gato!
Tadsh: Pro gato? Deu o sanduiche pro gato???
Arturzinho: Ele gosta. E ele é meu amigo.


Brincando de molhar os pés na bacia com àgua, eu e ele. De repente ele levanta e não quer mais brincar:

Tadsh: Ah, vai cuspir no balde que brincou?
Arturzinho [cospe dentro do balde, feliz]: Vou! :D


Tem gente aí adquirindo uma sagacidade nas respostas que, olha... sei nem de onde vem tamanha má influência...

1 de janeiro de 2010

I'm gonna..

Sem querer sem cliché nem nada, do que eu quero prá esse ano é o que todo mundo quer e só um pouco mais. Sem querer sem cliché nem nada, isso não depende do ano e sim da gente. E, por fim, sem querer sem cliché nem nada, que esse seja o melhor ano de nossas vidas.