Sempre achei muito fofo blogueiros contando suas histórias de amor da vida real. Depois de alguns meses de namoro, decidi contar aqui a minha história de amor com o Alex. A
nossa história. Para que quem gosta e acompanha o ECGMN saiba das grandes mudanças que estão acontecendo com a blogueira que vos escreve. Para que fique registrado que é possível
sim acreditar no amor.
Nós nos conhecemos via twitter, mas quando e por quê começamos a nos seguir permanece um mistério para ambos. Lembro dele aparecer aqui e ali na minha timeline, mas foi só em 05 de outubro de 2009 que trocamos os primeiros replies, quando respondi um twitt dele sobre filmes 80's. Na mesma madrugada trocamos msn (quem pediu o de quem também permanece um mistério, não há registro de DM) e começamos a conversar sobre filmes, nossas cidades, essas coisas.
Ele me disse que era de SP, eu disse que era do PR, ele mandou um "longe uma vida" e eu já saquei que era areia demais pro meu caminhãozinho
made in china. Então começamos a conversar esporadicamente, sempre de madrugada e quase sempre sobre filmes.
Eu gostava de conversar com ele, nossos gostos batiam e ele me fazia rir. Cinco dias depois da primeira conversa já faziamos planos timidos de eu ir para São Paulo, já que eu queria viajar para algum lugar e ele prontamente (hahaha) me ofereceu a casa dele. Mas eu não dava muito o braço a torcer, o achava interessante mas sabia que era sem futuro querer ter algo com alguém de outra cidade. Manter algo assim até quando? Experiências anteriores já tinham me mostrado que não dava muito certo... Então coloquei na cabeça que ele era "só" um cara bonito que me dava mais atenção do que o normal, mas não isso não evitava de pensar mais nele a cada dia que passava.
Olhando hoje em perspectiva, vejo como o "acaso" colaborou para que a nossa história pudesse acontecer e vingar. Eu queria e tinha disponibilidade de viajar. Não me passava pela cabeça começar um relacionamento novo tão cedo, mas eu queria fazer algo diferente, mudar de ares. Idéia que ele abraçou, não sem uma "segunda intenção", é verdade, mas ainda assim de modo muito carinhoso, gentil, especial. Apaixonante.
Enquanto me decidia se viajava para SP ou para Natal (opção por eu ter muitos amigos lá) ele me dizia o que poderiamos fazer na cidade, os lugares que ele me levaria... E eu fui me encantando pelas possibilidades, pela cidade, por ele. Mal o conhecia, mas devagar, dia após dia, o Alex me convenceu de que seria legal ir para lá e, mais incrível ainda, que era possível amar alguém novamente, coisa que eu havia me proibido e vinha conseguido manter com sucesso há pelo menos um ano.
De repente nós estávamos apaixonados e sem saber o que fazer a respeito disso.
Então surgiu a idéia de ir à São Paulo com a minha amiga
Mayra prá ver o festival
Planeta Terra, dali a pouco menos de um mês. Seriam uns três dias de festival e estadia na cidade. Mas era bem na data dos shows do
Faith No More no Brasil, banda que o Alex ama e planejava ver. Não quis atrapalhar os planos dele e, falar a verdade, não quis ir prá lá para passar apenas 3 dias com ele e ainda mais entre uma maratona de shows.
Fiz e refiz contas, pensei, repensei e decidi chutar o balde e ir para São Paulo uma semana depois do tal Festival e dos shows do FNM, para ficar só com o Alex. Ele decidiu chutar o balde também e me pediu em namoro um dia depois desta decisão tomada, no dia 25 de outubro, vinte dias depois da nossa primeira conversa.
E aí foi o tempo de comprar as passagens e iniciar a contagem regressiva de quase um mês até a data da viagem. Uma longa, longa espera, cheia de amor, expectativas, que serviu prá gente se conhecer mais e se apaixonar mais ainda, já sabendo que poderiamos finalmente nos encontrar.
Tinha medo de chegar lá e nossos "santos não baterem", ou de eu ficar com muita saudade de Foz e querer ir embora antes da hora, pensei que ele podia ser um psicopata daqueles bem perigosos... Haheuaheuahea... Eu pensei tanta coisa! Mas o que eu mais pensava era no quanto ele me amava, no quanto eu o amava e no bem que ele me fazia, todos os dias, mesmo estando longe. E todas as minhas incertezas sobre a gente se dar bem ou não se desfizeram quando cheguei em São Paulo e o vi do outro lado da sala de desembarque, lindo, me esperando aflito.
Quando finalmente minha mala apareceu na esteira, peguei-a, atravessei o portão de vidro e fui ao encontro do meu namorado. Coloquei a mala no chão e ele me beijou. Depois fiz piada, dizendo que nunca tinha beijado tão rápido um cara, sem nem dar oi, mas ele disse que muito pelo contrário, ele que nunca tinha demorado tanto, quase um mês, para beijar a própria namorada.
E de mãos dadas saímos do aeroporto de Guarulhos rumo à linda e caótica São Paulo.
O plano era ficar uma semana. E perto da data de voltar eu chorava no ombro dele, sabendo que não seria fácil deixá-lo e deixar a cidade. Em São Paulo eu senti algo que nunca senti nos meus vinte e cinco anos de Foz: a sensação de pertencer a algum lugar. De achar bonito cada pedacinho da cidade, de se orgulhar dela. Quem sabe você diga que isso aconteceu por que eu estava apaixonada. Quem sabe faça muito tempo que você não se apaixone por nada nem por ninguém. E eu entendo.
Mas eu não quis julgar o que sentia, eu quis agarrar essa sensação de estar viva, de fazer algo que eu realmente tinha vontade. Eu quis ficar em São Paulo. E escrevi sobre isso
aqui, um dos posts mais comentados do blog, onde vocês me ajudaram e me confortaram de uma forma que eu nunca poderei explicar em palavras, mas que serei eternamente grata.
Toda a segurança que me faltava eu encontrava no Alex, nas nossas conversas pela madrugada e até nos nossos silêncios cúmplices. Nada de planos mirabolantes, e isso era o que mais me deixava segura: saber que estava com uma pessoa tão pé no chão quanto eu, que não me oferecia o céu ou um castelo: me oferecia a vida dele, a casa dele e a chance de tentar começar juntos uma vida a dois. Tinha então diante de mim a decisão mais séria da minha vida: ir embora e nunca saber se daria certo ou ficar e dar uma chance ao destino, a mim mesmo? Eu tinha medo de tomar uma decisão tão séria e resolvi ficar mais uma semana em São Paulo até criar coragem de voltar pra Foz e ver o que o meu coração me diria ao rever minha familia e meu mundo lá.
Mas em algum momento eu tinha que voltar. Cheguei em Foz depois de treze dias em São Paulo e quando coloquei os pés dentro de casa já tinha a minha decisão tomada: voltaria para São Paulo, para morar com o Alex. O dificil agora era contar para os meus pais esta decisão e mais uma vez vocês me confortaram, comentando no
meu post sobre isso.
Uma semana depois finalmente contei para meus pais e para a minha mais completa surpresa eles reagiram super bem e me apoiaram incondicionalmente. Agora, com o coração leve era hora de correr atrás da minha volta para São Paulo. Mais ajustes de agenda, contas no calendário e ficou decido assim: assim que tivesse alguns dias de folga o Alex viria para cá passar uns dias, conhecer minha familia e voltariamos juntos para a nossa casa, em São Paulo.
Clichê não é clichê a toa:
quando é para acontecer... Parece dificil acreditar numa história tão louca quanto a nossa, eu mesmo fico boba com a rapidez com que tudo aconteceu e como tudo colaborou para que eu encontrasse o Alex no momento certo da minha vida e justo quando não estava procurando. Assim como ele afirma o mesmo. Eu que não queria amar, que morria de medo de avião. Que maldizia o amor e não queria nunca ir embora do meu cantinho preguiçoso, da minha vidinha aqui. Conheci alguém, me apaixonei e deixei minha vida ser virada de ponta-cabeça, com um sorriso gigante no rosto.
Se era assim que tinha que ser, não sei. Só sinto que tive (tivemos) uma sorte imensa e estou feliz como nunca. Sei que não vai ser fácil, serão inúmeras novidades para ambos. Mas eu quero tentar. E vou. Vamos.