Elvis Costello Gritou Meu Nome

Tati Lopatiukinfo
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São Paulo - SP Blocker e eventualmente jammer na Ladies Of HellTown Escritora e web redatora 28 anos Colecionadora de gatos

A história de uma garota que decidiu ser feliz pra sempre.

31 de dezembro de 2009

A minha trilha sonora em 2009

A menina que não tinha a cabeça no lugar, a menina que tinha o rei na barriga, a menina que não tinha nada na cabeça, a menina de sangue azul, a menina que trocava os pés pelas mãos e a menina que comia com os olhos não conseguiram esperar a virada, pois estavam exaustas de tantas comemorações. Acordaram um ano depois.

~ Pesa-nervos

Como eu provavelmente já disse várias vezes (todo fim-de-ano) aqui ou , não tenho talento nem paciência prá fazer retrospectivas. Até queria, mas não tenho. Mas essa madrugada fiz uma listinha no Listal que acabou se tornando o mais perto de retrospectiva que já fiz.

Peguei as tabelas do Last FM e fiz uma lista das 15 bandas que mais ouvi em 2009. Comecei a usar o Last em junho de 2008, mas já deu prá ver uma diferença brutal entre um ano e outro em termos de bandas no topo. Curioso notar como conheci (ou lembrei da existência de) várias bandas esse ano, viciei em algumas e elas foram pro topo. Claro que Elvis Costello é hours concours (5.581 plays em 2009 e 7.290 plays no geral), mas das outras da lista a maioria eu só comecei a escutar em 2009.

E como boa restrospectiva, teve bandas ali que eu olhei e falei: cooomo, eu ouvi isso esse ano?? Nem lembrava, mas no começo do ano eu estava ouvindo umas coisas bem cabulosas, verdade seja dita. Algumas coisas mais tristes, rock de gente fresca, essas coisas. Não que seja ruim, amo e defendo todas as bandas que ouço, mas enfim. Prefiro outras coisas, mais animadas, mais felizes. E foi assim que pro final de 2009 eu já estava escutando coisas mais divertidas, prá cima. Claro, eu terminei o ano bem melhor do que comecei, muitas coisas mudaram e foi legal ver isso atraves das bandas que ouvi no decorrer do ano.

Foi um bom exercício, eu acho. Tenho certeza de que ano que vem esse chart vai mudar loucamente de novo, tenho a sensação de que 2010 será um ano muito musical prá mim. Em muitos sentidos, ouso dizer que em quase todos eles. E sei que será um bom ano, assim como espero que seja para vocês: um bom ano, com muita música para acompanhar.

Nos vemos em 2010?



30 de dezembro de 2009

Cenas de amor - parte II

Acordei com um sms carinhoso e caprichado. Olhei as horas e me assustei: quase meio-dia. Dormi demais. Nem cinco minutos depois, o carteiro buzina lá na frente e saio correndo atender, ainda tonta de sono. Era um presente prá mim, provavelmente meu último presente de natal de 2009 e com certeza o mais bonito de todos.

Uma caixa, dentro outra caixa, de madeira. Dentro da caixa, bombons, bem-casados, velas, rosas de verdade, miudínhas. E um envelope, uma cartinha e uma foto. A gente sempre ganha de presente coisas assim de uso prático. Roupa, bolsa, sapatos. Coisa "prá casa" foi o que mais ganhei nesse natal. Nunca tinha ganho um presente assim, que tivesse uma única e exclusiva finalidade: demonstrar amor. Simples assim: amor e felicidade dentro de uma caixinha. Fitinhas douradas, a foto manipulada digitalmente com uma declaração de amor rabiscada no cenário.

Quase chorei mas só conseguia sorrir e sorrir ainda mais.

Te amo, Alex.

29 de dezembro de 2009

Don't Rain on My Parade

Até queria postar mais aqui, mas nessa semana que passou eu não sei qual foi o problema (e nem se já foi resolvido) mas o Blogger estava sempre fora do ar. Não sei se eles já entraram de férias (lol), mas quem tem blog hospedado nessa bagaça sabe do que estou falando: não está sendo fácil.

(Wordpress mandou um beijo e falou que é só chegar.)

Também não tem sido fácil esses dias. Verdade seja dita, tem dias em que eu não quero mesmo escrever. Queria retomar aquele ritmo do começo do Elvinho de posts diários, mas parece que das coisas que acontecem agora não há muito que eu queira dividir. Quem sabe daqui há algumas semanas ou meses, quando a minha vida se encaixar em alguma rotina, alguma nova e boa rotina que me faça ter vontade de escrever todos os dias, como era antes. Por enquanto parece que nada é muito digno de nota e o que é eu guardo prá mim, egoista que sou. :o)

Hoje foi um dia legal, ganhei vários presentes. Do meu pai e mais dois que chegaram pelo correio. Uma cartinha linda da minha amada Mayra e um presentinho que quem lê o RMM em breve vai saber e vai gostar também. E elogios e declarações de amor. Tem dias que me sinto tão amada e tão sortuda que até parece errado. Hahaha. :o)

Será que é? Melhor não questionar muito, né? Bora aproveitar e torcer prá que essa onda boa dure muito, que ninguém invente de chover na minha parada e que o Blogger colabore!


28 de dezembro de 2009

Só a bailarina que não tem

Mas não era como se as feridas tivessem parado de doer, sabe? Quem sabe nunca pararam de doer de fato, quem sabe até nunca parem se toda vez que começar a incomodar ela for lá e cutucar mais. Coisa que mamãe ensinou: deixa quieto, não mexe. Vai acabar estragando a sua pele.

E estraga mesmo.

Daí então se os machucados estão cicatrizados e o que resta é aquela cicatriz que só dói em dias de chuva, de muita solidão ou de encontros inesperados em pleno domingo à tarde ela faz assim: tapa o Sol com a peneira, coloca um band-aid bonito em cima da dor. Age como se ela nem mais existe. Até que funciona: quando para prá olhar onde tá doendo, tem um remendo bonito. Mais bonito do que a cicatriz e prá lembrar que não pode ficar cutucando a ferida. E não é como se tivesse esquecido o que se passou, afinal se curar nunca vai deixar de ser um aprendizado. É só uma questão de escolha: quer ver a cicatriz ou o bonito de agora? Deixa a ferida lá. Se ficar mexendo, não vai sarar nunca, lembra o que a mãe disse? E certas coisas só se curam assim, sozinhas e silenciosamente.

Ou não curam, apenas são soterradas por novas, novas feridas, novos band-aids coloridos, novos remendos que te fazem esquecer por algum tempo até que volte a doer e você volte a teimar em mexer no que deveria ser esquecido.



24 de dezembro de 2009

Eu estou a 300 km/h na sua direção

Existem mil e um inconvenientes em se amar alguém
É claro que existem artifícios, empecilhos e malefícios
Meu Deus, como é difícil amar alguém
Essa é apenas uma das mil e uma noites mal dormidas,
existem muito mais desses suplícios, suicídios e outros vícios
Meu Deus, como é difícil amar alguém

[A 300 Km/h ~ Autoramas]


Mesmo do alto do meu pessimismo masoquista não poderia imaginar que seria tão difícil assim suportar essa distância de agora. Que é inevitável, que eu sei que é provisória, mas ainda assim, me dói tanto.

Meu humor oscila loucamente, enquanto quieta espero as horas passarem. Insone. Ora tenho certeza de que vai dar tudo certo, ora não tenho certeza alguma e sem motivo aparente "emburro" e fico procurando encrenca. Temo pela minha sanidade mental todos os dias, a saudade me mata, a ansiedade de saber como será o meu futuro me consome.

E sei que existem os telefonemas, os sms, msn, existem todas essas coisas, mas chega num ponto em que nada adianta, parece que só machuca mais. Eu tento ver o lado racional, eu toda contabilista listo todos os fatores e faço um balancete todo errado do que eu sinto e de como deveria me sentir.

Eu penso que isso tudo nos torna mais fortes.

Acho mesmo que sim, mas é difícil manter essa calma e me segurar nessa certeza quando tudo o que eu queria era ter ele do meu lado de novo, caminhando de mão dadas comigo, me olhando sem que eu percebesse, fazendo todas as minhas vontades e me deixando dormir até mais tarde.

Mas hoje, hoje finalmente tivemos a confirmação que tanto esperavamos. Uma data. E como eu adoro datas... Agora sei, posso contar os dias e saber quantos faltam para ter ele do meu lado de novo.

E então vamos poder retomar o que começamos. Sem ensaios, é verdade. Não acho que será mais fácil então, principalmente prá mim. Mas pelo menos estaremos juntos e isso faz toda a diferença do mundo.




Eu estou a 300 kilômetros por hora na sua direção, sem freio. Faço questão de ficar. Eu estou a 300 kilômetros por hora na sua direção. Sem freio. Faço questão de ficar com você.


23 de dezembro de 2009

Metade.

Sinto falta de chegar em casa depois de todos, de chegar cansada, tirando os sapatos de salto que (Deus, sinto falta até disso) me obrigavam a usar.

Em tempos de sonhos tão vagos e de um destino tão bonito quanto incerto, sinto falta de algumas certezas que eu tinha e que me deixavam tão segura. Ainda que um pouco infeliz, segura.

Sinto falta das intrigas, das conversas de corredor, da rara alegria das festas forjadas de aniversário.

(Pois mesmo estando em casa o relógio nunca bate 18 horas)

E sinto falta de tomar café às nove da manhã, de almoçar às doze. Sinto falta até de chorar trancada no banheiro, triste como se fosse culpa minha por não conseguir entregar a tempo um balancete que me pediram no começo do dia.

Os cursos boring as hell, as piadas sem graça, o uniforme cafona que traduzia tão bem o meu estado de espírito (irônico feito uniforme de super-herói, escondendo quem eu realmente era em seu jersey puído).

Sinto tanta falta que chego a me sentir metade. Do que eu era então sobrou só o que sou hoje, aquela parte sem muito valor, sem muita serventia.

Eu sei, não é assim. Eu sei que não vai ser assim prá sempre. Mas é assim que me sinto. Metade.



21 de dezembro de 2009

Let me know

Chega o fim do ano e sempre bate aquele sentimento de we are the world na galera, coisa que deveria acontecer sempre e não só durante as duas últimas semanas do ano. Não sou muito de falar (embora seja de escrever) mas as pessoas que eu amo sabem que são amadas por mim, pois tento dizer isso sempre e não só quando estou triste e precisando de colo, aliás, sou mais de dizer quando estou feliz.

O que não gosto é daquela conversinha de "você sabe que eu te amo". Não, não sei. Não é por que você disse uma vez, semana passada, que eu eu ainda acredito nisso. Então se você é desse discurso, aproveita que é natal e declare seu amor para todos que você ama. Sem querer bancar a pacifista apaixonada, se tem uma coisa que aprendi esse ano é que a gente ganha bem mais sendo do amor do que sendo do contra.

Faço a frente e declaro: este foi um fim de semana legal por que em um mesmo dia estive com os meus amigos que mais amo: a Cris e o André e depois a Marina. É legal estar com pessoas com as quais você pode simplesmente ficar perto e ficar de boaw, a gente se sente em casa estando em qualquer lugar.

Por que amar é isso. E se você me ama, me diz.



19 de dezembro de 2009

Contagem regressiva

Em algum ponto do universo tumblr achei esse meme e como já tinha respondido uns dois na sequencia achei que seria flood demais responder lá, então vim floodar responder aqui. Quem quiser fazer a função nos comentários, fico muito agradecida. Assim como (alguns) tem curiosidade sobre a menina  aqui que vos escreve, a menina aqui tem curiosidade sobre quem a lê. Mas também se quiser só ler e ficar na vouyeragy, sem falar nada, sem problemas. Tamo aew prá isso, o Blogger é de graça mesmo (embora a internet seja paga, mas isso é outro assunto).

Enjoy:

10 Thing’s You Want For Christmas:
  1. Samsung Corby [oi, quero, desculpa]
  2. Casa mobiliada na Vila Madalena [/aloka]
  3. Um gato novo, pequeno. Não que o Begod não valha nada por ser idoso, mas gato filhotinho é tãaaaaao cute! *__*
  4. 2010 logo, carai.
  5. Cotas de viagem, quem mais?
  6. Tokidoki FTW.
  7. Acho que eu não quero tanta coisa.
  8. Ah, uma tattoo que tão me devendo e não vou ganhar tão cedo. :o(
  9. Sabe o que? 
  10. Hehehe.
9 Musicians/Bands You Love:
  1. Elvis Costello
  2. Spoon
  3. Eagles Of Death Metal
  4. Someone Still Loves You, Boris Yeltsen
  5. silverchair
  6. Foo Fighters
  7. Ecos Falsos
  8. Razorlight
  9. Seu Jorge
8 Things You Do Everyday:
  1. Acordo?
  2. Procrastino
  3. Converso com o meu gato (felino) (*rç*).
  4. Fico na internet
  5. Tomo banho?
  6. Como ?
  7. Eu não tenho feito muitas coisas.
  8. Fico pirando em coisa errada.
7 Things I Enjoy:
  1. Música
  2. Café / Cerveja / Coca-cola
  3. Sexo
  4. Meu gato
  5. Quando meu pc colabora.
  6. Quando EU colaboro.
  7. Séries
6 Things That Will ALWAYS Win Your Heart:
  1. Me fazer rir.
  2. Ser sincero.
  3. Cuidar de mim.
  4. Gosto musical similar ao meu
  5. Ser meio atrapalhado.
  6. Oras, ser bonito.
5 Favorites subjects:
  1. Elvis Costello
  2. Blogs e internet
  3. Toy art
  4. Cinema
  5. Contabilidade
4 Smells You Enjoy:
  1. Do meu namorado
  2. Do Arturzinho
  3. Café
  4. Casa limpa, roupa de cama limpa.
3 Places You Want To Go:
  1. Rio Grande do Sul
  2. Rio Grande do Norte
  3. Rio de Janeiro
2 Holidays You Love:
  1. Carnaval (prá ficar em casa enquanto geral pega DST)
  2. Finados  (certo que se eu morasse no México seria mais animado, mas acho uma data bonita)
1 Whish for today:
  1. Me divertir muito daqui há pouco no Zeppelin, na festa de aniversário da minha amiga Marina. YAY!


18 de dezembro de 2009

Quem falou em primavera?

"Amor não resiste a tudo, não. Amor é jardim. Amor enche de erva daninha. Amizade também, todas as formas de amor."
- Caio Fernando Abreu

Mas não é só amor e amizade, vai além. Tem a ver também com a própria vida da gente. Tem dias, chega num ponto que a nossa própria vida enche de erva daninha. É o que tenho dito aqui quase que todos os dias ultimamente. Ou pelo menos, tenho sentido e acho que se reflete no que escrevo. Parece que em certas épocas a gente pega uma "birra" da vida, do modo como ela está. Não que você tenha vontade de se matar nem nada, não tem nada a ver com isso. Mas, de certa forma, dá vontade de desistir de tudo. E vem uma vontade de sumir, de ficar quieto, de sair correndo prá ver quem corre atrás de você.

Se alguém corre atrás de você.

Mas você não faz nada disso, você se mantém calada, é grossa com quem pode, machuca os outros por não entender o que está te machucando. A vida se encheu de erva daninha e se marcar foi você mesma que plantou. Não sei muito bem o que fazer nesses momentos. Eu tento respirar fundo e começar de novo, mas parece que tudo se vira contra mim. Eu tento um caminho diferente e no segundo passo já me barram. Respiro fundo mais uma vez.

Vão dizer que é sindrome de fim-de-ano, crise dos 25 ou eu que sou mimada. E dizem mesmo, dizem tantas coisas. Dizem tantas, tantas coisas e eu não consigo me prender a nenhuma. Parece que a minha cura mora longe e nada aqui serve de paliativo. E vou estragando, magoando e perdendo o que me resta.



17 de dezembro de 2009

That's What She Said

Yeah, agora é oficial. Todas as séries que assisto entraram em recesso e só voltam em 2010. Modern Family e The Big Bang Theory voltam em janeiro e Glee volta em abril (ABRIL? WTF?). Parece pouco tempo de férias, mas faz uma falta danada. Prá não ficar "orfã" de todo, voltei a assistir The Office, seriado que eu assistia há mil anos atrás, em um periodo muito sombrio e já nem me lembro mais por que parei. Mas ainda bem que anotei o último episódio que vi e pude retomar certinho. Agora estou no meio da 5ª temporada e adorando.

Não é muito do meu feitio deixar as coisas pela metade, mas se tem algo que eu desisto meio fácil é série. Também larguei mão em algum ponto de How I Met Your Mother, Pushing Daisies e That's 70 Show. Mas, claro, metódica que sou e me conhecendo como me conheco, deixei anotado num bloquinho de notas o episódio e temporada em que parei de cada uma delas. Nunca se sabe quando a saudade vai bater e vou querer volta atrás, sem nem lembrar do motivo que me fez desistir. A arte e o fanatismo por série imitam a vida.

E às vezes é tão bom se perder e esquecer de si mesmo assistindo as minhas séries. As pessoas andam dizendo por aí, ninguém mais tem paciência prá ver filme, ficar mais de uma hora prestando atenção na mesma coisa. Se isso é coisa de momento ou se é algo sintomatico e lalalalala a ser considerado eu não sei. O fato é que eu mesmo ando sem paciência prá muita coisa. Me irrito, desisto, levanto, volto a dormir. Assisto minhas séries e espero que as coisas se resolvam por mim.



16 de dezembro de 2009

Someone still loves you,

Dá um certo trabalho decodificar todas as emoções contraditórias, confusas, somá-las, diminuí-las e tirar essa síntese numa palavra só, esta: gosto.
~ Caio Fernando Abreu

Tenho vontade de escrever, mas não sei como dizer o que quero. Deve ser algum tipo de bloqueio novo, que nunca tive antes, isso de saber o que dizer e faltarem as palavras. De qualquer forma...

De repente me dei conta de que alguns momentos podem ser os últimos por um bom  tempo e olho para eles como quem olha de fora, anotando mentalmente o que vai sentir saudade. É uma sensação esquisita e não sei se gosto dela.

Mas se é assim que tem que ser... E há uma certa melancolia que  nunca me abandona e que por vezes confundo com tpm. Acho que esse é o grande problema em ser mulher, há algo profundamente verdadeiro na nossa tpm de cada mês, mas a gente finge que não, que não é nada disso, que vai passar. Esconde embaixo do tapete, dá uma desculpa, quase acredita que não é nada. E quando menos se espera, a tristeza volta. Em uma frase, um desentendimento, uma música. Volta como se nunca tivesse ido embora. E dói. Mesmo a gente estando feliz e a vida toda sorrindo em volta, dói.



15 de dezembro de 2009

É um vento quente, uma onda boa;

Se é uma maré de sorte eu não sei, mas por hora acho que já chega de cantá-la aos sete mares. É hora de calar e esperar o que acontece, não é hora de falar demais. Ficar quietinha agora e me proteger, para que depois eu possa contar tudo, sem medo e com a certeza de que foi tudo como eu imaginei, como eu quis e como eu sonhei. Mas por enquanto, assunto encerrado.



14 de dezembro de 2009

Cenas de amor

Cena 1:
Decidimos então ir a um parque. Antes, café da manhã em uma padaria e então fomos. Chegando lá começou a chover,  ficamos no ponto de ônibus onde descemos esperando a chuva passar. Estavam montando uma àrvore de Natal gigantesca e dava prá ver que tinha um elevador (um elevador!) dentro dela, para manutenção provavelmente. A chuva só aumentava e deixava tudo com um ar triste e melancólico, ainda mais por que era o começo de uma despedida. E a gente ficava ora em silêncio, ora fazendo piada, olhando os ônibus passarem. Eu pensava em siliêncio nas coisas que queria dizer, mas preferia falar outras coisas e ficar de mão dadas com ele. De repente decidimos ir prá outro lugar e nem entramos no tal parque. Ainda não tinha parado de chover e os funcionários que estavam montando a àrvore gigantesca ficaram no ponto esperando a chuva passar.


Cena 2:
Tinhamos combinado passar a tarde no cinema, ver dois filmes, duas comédias. Me atrasei e perdi o horário do ônibus, com medo de deixá-la esperando peguei um moto-taxi e cheguei 20 minutos antes do primeiro filme começar. Comprei pipoca e refrigerante prá nós duas, me sentei no hall do cinema e esperei. Ela demorou, demorou e demorou. Era bem no começo da nossa amizade e eu fiquei com medo de ela ter desistido de ver os filmes comigo, querendo ou não ir ao cinema com quem não se conhece muito pode ser bem constrangedor. Esperei, a Coca esquentava, a pipoca esfriava e perdia o gosto, coisas que me deixam nervosa. Perderiamos os traillers, coisa que eu detesto. Mas eu não estava brava com isso, só estava com medo de ela não vir por não querer ser minha amiga. Eu não tenho muitas amigas. E derepente ela chegou correndo, se desculpou, eu me lembro do cabelo dela todo bagunçado mas bonito, cabelo de quem veio meio correndo. Me senti tremendamente orgulhosa de ser amiga dela, só por que ela veio correndo me ver.  Mas não disse isso, disse que não dava tempo prá conversar, então entramos esbaforidas na sala do cinema e não perdemos nem os traillers e nem eu perdi a amizade dela, as duas coisas que eu mais temia naquela tarde.


Cena 3:
Tão bêbado que precisava ser carregado, quando desceu do carro queriam levá-lo nos ombros e para completo espanto de todos, ele se desvencilha e diz: "Não, eu quero ir de mão dada com a Tati". Não pude evitar um sorriso ao descobrir que só bêbado ele admitia a minha existência e lhe dei a mão.



Cena 4:
Não gostava dela por "n" motivos, todos eles egoístas, mesquinhos e injustos da minha parte. Sendo eu egoísta, mesquinha e injusta como só uma irmã mais nova pode ser, quando se trata da namorada  nova do irmão. E no fim de uma festa em que passei a noite toda ignorando-a solenemente, ela veio até mim e perguntou se eu estava cansada e se ela podia me trazer uma cerveja. Estava mesmo cansada, assenti. Queria mesmo uma cerveja. Quando ela foi buscar vi que deveria dar uma chance à ela e morri de vergonha de mim mesma, da minha mesquinharia e do meu ciúme, mesmo sabendo que é da minha natureza ser injusta.


Cena 5:
Voltei do mercado, coloquei as compras na mesa e disse que precisava conversar. Sorrindo ela disse que já sabia o assunto. Desabei em choro, no abraço dela. Contei que tinha medo dela ficar triste comigo, medo de magoá-la e ela sorrindo, sempre sorrindo, disse que sempre me apoiaria no que quer que fosse. Que eu podia ir, se era o que eu queria. E que eu sempre poderia voltar, quando quisesse. E foi tão fácil e tão bonito dizer o que eu sentia e queria, ao mesmo tempo em que tirava um peso do peito por contar. Foi tão fácil e tão bonito que eu tive a certeza, mais uma vez, de estar tomando a decisão certa.





  • Obrigada Cris Crevilaro, Fabi, Hatanne, Joyce, Cris e Mayra pelos comments no post anterior. Foram muito importantes prá mim.

11 de dezembro de 2009

Diariamente.

A tv ligada quase que 24 horas por dia prá ninguém, a luz também sempre ligada, o computador sempre ligado. Não desligo nada, nem mesmo quando me ausento e vou ler um livro, nem assim eu (me) desligo. O livro de terror causa aquele fascínio tão doce e irresistível, meu medo de ficar sozinha vem dele, eu acho. Mas acho que não é só isso. Depois (quase antes na verdade) vem o medo de que me esqueçam ou deixem de gostar de mim. Ensaio o meu discurso pela milésima vez, não desligo nada, vou até a sala, o sorriso amoroso dela me desarma, me deixa covarde, me faz dizer qualquer coisa que eu não quero, me faz pegar o gato no colo, sentar perto dela e ouvir seu amor por mim ecoar em cada palavra displicente, em cada coisa que ela diz sem nem se dar conta do meu olhar baixo, afundado no chão, na formiga passando. Volto pro quarto, deito na cama olhando o teto, quanto anos eu já gastei assim, deitada na cama olhando teto e esperando algo acontecer. Choro, penso no que quero e que já deveria ter feito, se a minha vida não é uma novela mexicana ou um filme B daqueles de passar de madrugada, envergonhado do próprio enredo confuso e mal encenado. E me arrependo de não ter dito, levanto e tento, mas agora é ele que me interrompe e pede ajuda, você tem que ajudar, sentada no chão entre calculadoras e notas fiscais eu ajudo e me sinto traindo alguém, não sei se a eles, se a quem deixei me esperando ou a mim mesmo. O tempo todo é um sentimento de culpa que me sufoca e eu não sei entender, só sei sentir. O meu coração se divide em pelo menos três pedaços, eu não quero que ninguém se machuque por mim. Algumas coisas nunca mudam, se não é a covardia o meu traço mais marcante, além da teimosia e da timidez. E volto prá cama. A tv, o computador e a luz ligada me fazem companhia de um jeito que eu não quero mas que de alguma forma me conforta. Eu quero só ficar deitada aqui, quieta, olhando o teto até adormecer. Deitada espero ter novamente aquele rompante de coragem, quem sabe dessa vez eu finalmente consiga. Daqui há pouco vão dizer que eu tô doente, que eu não saio dessa cama, quem sabe se acharem que estou doente mesmo eles me deixem dizer o que quero sem que eu me sinta tão mal por querer me sentir bem sem eles. Deitada em silêncio, sem conseguir me desligar, espero. Se não é a covardia o meu traço mais marcante.



10 de dezembro de 2009

Não o Seu Anacleto!

Deu no New York Times Cifra Club News:

O cantor Elvis Costello anunciou planos para lançar seu segundo disco da série ao vivo "The Costello Show". Sob o título de "Live At Hollywood High", o disco terá 20 musicas que foram gravadas durante um show em 1978 em Los Angeles. O lançamento está marcado para dia 12 de janeiro, e inclui músicas como "My Aim Is True" e "Armed Forces", informa o site da Billboard.

Imagina que coisa mais GOSTOSA, show de 1978, quando Costello ainda tinha fogo nas canelas. Quando eu digo que 2010 vai brilhar muito no nosso céu de anil galera acha que eu tô de àcido. Se bem que acredito que bem antes disso o cd já vai vazar por aew nesse mundão lindo da internet, como aconteceu com Secret, Profane & Sucarcane, lançado em junho e ouvido por mim desde maio. LOL

E há ainda aquele velho boato, que circula desde julho de que Paul McCartney fará quatro ou cinco shows no Brasil e um deles será com o Elvis Costello, em Curitiba, em meados de abril. O Last FM dá isso como certo, mas nos sites dos próprios MENESTRÉIS aew em questão não achei confirmação nenhuma, então fica aquele sentimento no coração, aquela doce angústia que a gente acha que é tristeza mas no fundo é só fome, é só comer uma bolacha que o sentimento passa e a gente esquece.

Ou não.

Mas que seria lindo seria, ver Elvão e ESSE TAL de Paul McCartney na Pedreira Paulo Leminski, botando prá quebrar num clima de muito rock n' roll e loucura. Curto muito essa coisa do elv's ser um velhinho hiperativo, parece até aquelas reportagens de jornal do meio-dia: Seu Anacleto se aposentou há 20 anos, mas quem disse que ele descansa? Não o Seu Anacleto! Faz ginástica, aula de sapateado, constrói armário de madeira e desentope fossa profissionalmente na vizinhança.

Acho bacana esses velhinhos.



9 de dezembro de 2009

A vida secreta

Tirei uma folguinha de Nárnia (querendo ou não, são 3 livros em um só!) e nesse ínterim li outro livro ótimo, que adorei: A Vida Secreta dos Grandes Autores. Para minha decepção nem todos os autores citados tem uma vida assim tão escandalosa, mas admito que James Joyce, Willians Burroughs e as Irmãs Brontë em especial me deixaram meio apavorada. Principalmente Burroughs, que foi dar uma de Guilherme Tell, errou a maçã e acertou um tiro na cabeça da própria esposa, durante uma festa. o.O Ah, e como não citar Fitzgerard, que curtia chegar nas festas andando de quatro e latindo, junto da esposa? Bacana, né?

Mas bacana mesmo, e aqui eu peso a mão na morbidez prá falar, é um apêndice do livro com as célebres últimas palavras de alguns autores. Não sei por que esse tema me fascina tanto, mas não é de hoje que esse tipo de coisa me chama a atenção. Vou transcrever aqui as minhas "favoritas" do livro:

  • Agora devo ir dormir. Boa noite.
Lord Byron

  • Senhor, ajude a minha pobre alma.
Edgar Allan Poe

  • Tenha coragem, Charlotte, tenha coragem.
Anne Brontë

  • Mas os camponeses... Como morrem os camponeses?
Leon Tolstói

  • Meu papel de parede e eu estamos lutando um duelo mortal. Um de nós terá que sair daqui.
Oscar Wilde

  • Você é maravilhosa.
Arthur Conan Doyle, para a esposa

  • Vá embora. Estou bem.
H. G. Wells

  • Qual é a resposta? (silêncio) Nesse caso, qual é a pergunta?
Gertrude Stein

  • Será que ninguém entende?
James Joyce


E ainda na linha da morbidez, agora vou começar a ler Carrie, A Estranha. Tô vendo que prá não me entediar por completo com Nárnia vai ter que ser assim, lendo outro livro ao mesmo tempo. Não me entendam mal, não que Nárnia seja chato, mas é meio cansativo, só isso.

Curiosamente depois que voltei de São Paulo não tenho mais paciência prá ficar vendo filme, acho até que não vi nenhum inteiro desde então. Parece que nada consegue prender a minha atenção por mais de 30 minutos. Assim, ler é um bom refúgio enquanto espero as coisas acontecerem, enquanto espero a hora certa chegar. Já que, salvas as devidas e enormes proporções, assim como os grandes autores eu também tenho lá os meus segredos. E tem sido dificíl mantê-los guardados, quando nem eu mesmo sei o que fazer com eles.



7 de dezembro de 2009

Que bonito é...

Não sei por que o pessoal do São Paulo não gosta que chamem de Bambi. No filme foi ele que salvou a floresta do incêndio!

~ Silvio Luís, mestre, via twitter.

Também não sei por que a galera curte tanto encardir tanto a vida do outro por causa de futebol, tão mais legal achar tudo lindo e rir da coisa toda. Hianna style, the best style EVER.

E nessa linha eu torço pro melhor time do mundo (é o melhor do mundo por que é o meu), campeão de tudo (só lembro das vitórias) e com todo um rol delicioso de piadinhas homofóbicas e non sense que eu adoro. Não tem time mais legal, a não ser o seu. Mas eu gosto do meu. Me larga.

Terceiro lugar no Brasileirão, em um ano que não foi fácil. Não entendo muito de futebol, mas o básico acho que eu sei: que futebol é prá se divertir. Ontem fiquei a tarde toda vendo os jogos e tendo aula on line de futebol com o professor mais lindo (e cheiroso. e lindo. e cheiroso.) da galáxia. São Paulo não foi campeão não, mas vai todo bonitinho prá Libertadores. E eu me diverti a milhão. Ano que vem é outra história e já sei de antemão que vai ser um ano bem melhor. Prá mim, pro São Paulo e prá galáxia.

E ganhando ou não, dando certo ou não, estarei me divertindo e sendo muito feliz. Que é o que importa, enquanto geral fica cagando regra e criando tumulto por pouca coisa.


5 de dezembro de 2009

Telecurso sentimental

Olha só que engraçado, por alguns segundos quase esqueço quem eu sou, quase jogo pro alto toda a autonomia que levei quase um ano para ter e nem estou bem se segura ainda se realmente conquistei por completo.

Olha só que engraçado como essa coisa toda é perigosa.

Agora, calma. Oh lately it's so quiet in this place. E vamos aproveitar isso. Sempre aproveitei muito bem esse silêncio que me rodeia, seja a meu favor, seja contra mim. Oras, se tem algo que não se pode dizer sobre mim é que eu não sei aproveitar uma boa oportunidade para pensar sobre as coisas que me acontecem. Pensar, repensar e repesar.

Oh well, oh well. Vamos pensar um pouco?



4 de dezembro de 2009

Prá dar sorte.

Se fosse tentar dizer o que sinto, seria como pegar uma foto e reduzi-la a um tamanho mínimo só para que coubesse aqui. E reduzir tanto que a foto acabaria perdendo o sentido e o valor real. Ou vou tentar falar da saudade que sinto e inevitavelmente cair no piegas e no previsível. Também não quero esgotar um assunto que só diz respeito à mim e mais uma pessoa, correndo o risco de banalizar o que é tão raro e tão meu e dele.

Mas se não digo o que sinto me sinto ainda mais sozinha e sem esperanças. Faço então um relato superficial, quase sem cor perto do colorido intenso que vivi. Pego a fotografia e a recorto até que caiba aqui. Todo o resto guardo prá mim, como um amuleto que seguro enquanto espero o dia de poder viver tudo outra vez.

E são tantos amuletos na minha mão, mas mesmo assim sigo sem saber onde me segurar.


3 de dezembro de 2009

Choices: complicated.

Então você toma uma decisão. Sabe que é o melhor que você poderia fazer, ao menos naquele momento. Decisão tomada, ação praticada. E aí você começa a sentir... Tudo que você imaginou que ia sentir só depois de umas boas semanas, você começa a sentir em míseros dois ou três dias. Saudade corrói.

~ Ju Dacoregio, do Heresia Loira

Voltei para minha cidade, afinal por mais certa que esteja do que quero fazer, não poderia simplesmente ficar em SP e mandar um sms prá casa dizendo que não voltava mais não. Infelizmente nem tudo é tão fácil quanto a gente gostaria. Nem quando se tem certeza. Pois mesmo essa certeza parece ser tão frágil quando se mistura com a minha realidade aqui. E com a saudade que eu sinto começo a perceber que nada, nada é realmente fácil. Nem quando se sabe o que se quer.