Elvis Costello Gritou Meu Nome

Tati Lopatiukinfo
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São Paulo - SP Blocker e eventualmente jammer na Ladies Of HellTown Escritora e web redatora 28 anos Colecionadora de gatos

A história de uma garota que decidiu ser feliz pra sempre.

30 de setembro de 2009

All apologies

Eu te peço "me desculpe" mas algo soa errado na maneira que eu digo. E eu sempre estou pedindo as coisas do jeito errado. Exigindo o que não se exige de ninguém. Querendo o que não se pode ter. Mas eu sou só uma menina teimosa pedindo do jeito que eu sei as coisas que eu quero.

O que eu quero: o seu afeto, o seu amor. E não vou ter. Faltam em mim todas aquelas qualidades que só as boas meninas tem: finesse, bom humor inabalável, auto-controle, um cabelo esvoaçante e sobretudo uma habilidade natural de te dominar completamente. Só as boas meninas são assim e é só dessas que você gosta. Não de mim. E por isso estou aqui, fazendo tudo errado diante de você enquanto você fecha seus olhos, me ignora e vai lá com a boa moça de fachada, que te ama tão pouco quanto você me ama.

Se chama Quadrilha e você já leu esse poema na escola.

Penso um pouco mais e descubro o motivo da estranheza do meu pedido de desculpas. Errei contigo, mas você certamente não foi o mais prejudicado com o meu comportamento. Então na verdade quando eu peço desculpas não é exatamente à você que peço. Peço desculpas à mim mesma. Por ter me humilhado tanto. Por ter me permitido tanto desgaste, tanta dor por alguém que não pode ver a verdade de um amor nem que ele o tire para dançar e o cubra de beijos por uma noite inteira.

Como um dia fiz.




29 de setembro de 2009

Refúgio

É perigosa essa vontade de não querer sair da cama nunca mais. De achar, de pensar que não há mesmo motivos para sair dela. Não é preguiça, é desânimo mesmo. Falta de opção, também. Falta de algo que me motive, que me alegre, que me dê ânimo de pegar a minha vida e fazer algo dela. E então me escondo embaixo das cobertas, o dia passa e a sensação de fracasso só aumenta. E se tento levantar e fazer algo, parece que tudo me magoa, que tudo é feito prá me magoar. Penso então que nem deveria ter levantado, deveria permanecer eternamente nas minhas cobertas. E não sentir mais nada.


28 de setembro de 2009

Dicionário ilustrado

Jardineja: 1. Junção das palavras "jardim", "cerveja" e "sertaneja" 2. Ato de ficar no jardim com os amigos, bebendo cerveja e ouvindo música sertaneja 3. E depois ouvindo (dançando) funk, hip hop, música cigana, latina e toda sorte de patifaria (CUBA!) que possibilite concursos de dança, dança da cadeira, roda punk e vergonha alheia 4. Manifestação em prol de um domingo mais feliz e mais alcoolatra 5. Concurso de quem tem a barriga maior onde apenas homens participam e as mulheres ficam horrorizadas 6. Vasculhar o passado recente e ver quem fez mais besteira 7. Beber no copo do time adversário para lhe dar azar. E dar sorte 8. Beber mais de três grades de cerveja em pleno domingo 9. Contar segredos e apavorar familiares 10. Rir até ficar sem ar 11. Ter os melhores amigos do mundo.



26 de setembro de 2009

Sentir.

É, voltay. Fiquei longe por mais tempo do que eu queria, por motivos que não dependiam de mim. Mas até que foi bom. Foi bom prá mim e foi bom prá ver quem sente a minha falta. E largar o osso de quem não sente. Não sente nada, aliás.

(sobre sentir)

Uma coisa diferente aconteceu, numa noite dessas. Eu não estava com frio nem nada, eu estava bem. E no entanto quando ele me beijou, parece que ele me aqueceu. Mas não pensem besteira, seus besteirentos. Não estou falando desse tipo de calor. Foi mais uma sensação de conforto, de aconchego. E era tão bom, tão bom e eu não lembro da última vez que alguém me fez sentir assim. Me fez sentir tão bem só por me beijar. E eu ter me sentido assim independe do que eu tenho por esse cara, do que ele tem por mim ou do que quer que exista ou vá existir entre nós.

É questão de sentir, apenas. E foi tão bom que eu me peguei pensando se não deveria ser assim sempre ou se isso tem tanto valor por que é assim tão raro, inesperado e perfeito.



  • Fotos pessoais, então. Here we go!
  • Sim! Pimentinhas, Hatanne! ^_^

21 de setembro de 2009

Bem me quer

Fiz o que qualquer garota normal faria: comprei flores para mim mesma.

~ Cher em Clueless


Ontem meu pai me levou numa feira de flores. Bem que eu não queria, mas até que foi legal. Eu que sou totalmente urbana até que gostei de me perder naquela profusão de flores, àrvores, cactus e toda a sorte de folharada from hell. Hahueahuha.... Comprei algumas, bem bonitinhas. Tão aqui no meu quarto, colorindo meu dia, me dando sorte.

Hoje fui almoçar com uma amiga. Não é esquisito quando você se sente tímida de conversar com que te conhece há mais de anos, só por que não se veem há duas semanas? A gente perde o jeito muito rápido. É preciso estar perto sempre. Já que ninguém é insubstituível e por algumas pessoas ainda vale a pena se fazer presente.




  • O que vocês estão achando dessa vibe de postar fotos pessoais? Tão gostando? Continuo?
  • Um beijo para todos que comentam aqui. Um beijo para a Hatanne, em especial.

20 de setembro de 2009

Amnésia opcional

Give me strength or give me mercy
Don't let me lose heart
From rage to anaesthesia
Twenty percent amnesia

[20% Amnesia ~ Elvis Costello]


Acho tão bonito ser out of trend. E é tão bom ficar fora desse burburinho infinito de 140 caracteres querendo me impor o que eu devo ou não amar e assistir. Cansei de uma porção de coisas, cansei tanto que agora dá até nojo. Sabe aquelas de "peguei nojinho"? Bem dessas. E isso é bom. Sabe aquelas de "eu me recuso, me preservo"? Bem dessas.

Bom, quem sabe um dia eu volte. Mas por enquanto tá tão bom assim, esse silêncio, esse não saber. Sabe aquelas de "foda-se você e seu mundinho que não me inclui"? Bem dessas.



19 de setembro de 2009

Sobre se encaixar.

Lars é um cara tão sozinho e parece não se importar com isso. O mundo lá fora, as pessoas em volta é que se preocupam e se importam. Querem que ele saia, que jante em família, que tenha uma namorada. Que se encaixe, que viva.

Mas Lars, Lars vive bem assim. Ou pelo menos parece. Até que um dia chega em casa com uma namorada. Ora, vejam só. Mas, um pequeno detalhe: sua namorada não é uma pessoa de verdade. É uma love doll, uma boneca inflável mais aprimorada. Mas Lars inventa toda uma história, diz que ela é uma missionária brasileira que não sabe falar inglês e anda de cadeira de rodas. E ele realmente acredita nisso. É como se ela fosse o amigo imaginário de um homem já crescido.

E o que poderia então ser o mote de uma comédia rasgada, sobre um cara com delírios sexuais de plástico, na verdade se torna um drama tocante. De como todos aceitam Lars e sua namorada, por mais absurda que a situação seja. Por que querem que ele seja feliz. Por que se acreditar numa mentira o torna feliz, todos darão suporte a essa mentira, também.

Impossível não se comover com Lars e sua total falta de aptidão com o mundo. E com o modo ingênuo e infantil que ele arranjou de se encaixar, de ter afeto. E como aos poucos ele vai achando seu caminho, ao mesmo tempo em que desperta o que há de melhor nas pessoas, a despeito do preconceito inicial. E, acima de tudo, impossível não se comover com essas pessoas ao seu redor, sempre tão atentas, gentis, dispostas a ajudá-lo. Por compaixão, mas também por saber que de perto ninguém é normal. E quem somos nós para julgar?

Eu gosto de pensar que na vida real também é assim. Que as pessoas ao meu redor também vão me amar, por mais esquisita que eu seja. E tenho razões para acreditar que vão, sim. Felizmente.




18 de setembro de 2009

Cansei.



Vou considerar isso uma bela e calorosa despedida.

17 de setembro de 2009

"Estou tão acostumada a ser infeliz, entende?"

Ontem, sessão dupla de cinema, o que já está se tornando um hábito: ir ao cinema sozinha, em sessões sempre vazias.

Mas não de todo. O primeiro filme era uma animação [Força G, shame on me] e além de mim tinha uma família lá na outra ponta do cinema. Um casal e dois menininhos. Um dos meninos, o menor, que devia ter uns 3 anos, correu a sessão toda e eu mais seguia ele com os olhos do que assistia o filme. Estava mais divertido ver ele correr e falar WOOW a cada pulo pelas fileiras do que ver aquele filme horroroso, afinal. Em determinado momento ele foi na fileira atrás da minha e falou no meu ouvido:

- Voshê tá tistindo filme?

Eu disse que sim, ele deu a volta e sentou no meu colo:

- Vou tisti também.

E nisso a mãe dele surgiu apavorada, pedindo mil desculpas e tirando ele do meu colo. Fiquei triste por que queria tistir filme com ele. Ele me lembrava meu sobrinho Arturzinho, que gosta de "assistir youtube" no meu colo enquanto aperta minha mão. Mas sei que hoje em dia não dá prá confiar em ninguém, eu mesmo não deixaria nunca um filho meu tistir filme no colo de quem quer que fosse.

Depois o filme que eu realmente queria assistir, Tinha Que Ser Você. Filme com o meu queridão Dustin Hoffman e a sempre fofa Emma Thompson, a história de dois losers que se conhecem por acaso e lalalalala. Filme triste de loser: quem curte? Claro. E várias quotes de partir o coração, a minha preferida foi a que o personagem do Hoffman fala para sua ex-mulher:

- Olha só, você não muda: sempre consegue fazer eu me sentir um lixo em menos de trinta segundos.

E como tem gente que tem essa capacidade! Às vezes não precisa nem falar nada e já consegue. Daí eu penso que não é talento da pessoa e sim fraqueza nossa, por permitir que façam a gente se sentir assim. Mas isso, isso é tão difícil mudar.

No mais, aluguei doze filmes, comprei nove livros que chegarão [se Submarino quiser] semana que vem. Vida prá quê? Amanhã vou arrancar um dente.

As coisas que a gente faz prá não pensar.


16 de setembro de 2009

The bitterness of my own tears

Elvis Costello, o nerd loser - Passava o dia inteiro lendo, não tinha amigos e não era bom nos esportes. Nos anos 70, quando a informática ainda era coisa de outro mundo, Costello era técnico de computação. Mas ninguém dava bola pra ele. Foi salvo pelo movimento punk.

TÉCNICO DE COMPUTAÇÃO NOS ANOS 70. Haheuahueahuehauea... Miacabo. E aliás, essa é a fase do Costello que eu mais gosto, dos primeiros discos, de quando tentavam vender ele como o novo Buddy Holly e desistiram logo no segundo disco. Devem ter se dado conta de que havia rancor demais naquele coração nerd para tentar emular um novo cantor romântico e felizinho.

Rancor e mágoa. A letra de I can’t stand up for falling down diz tudo:

I’m the living result
I’m a man who’s been hurt a little too much
And I’ve tasted the bitterness of my own tears
Sadness is all my lonely heart can feel



I can’t stand up for falling down
I can’t stand up for falling down



simple though love is still it confused me
why I’m not loved the way I should be
now I’ve lived with heartaches
and I’ve roomed with fear
I’ve dealt with despair
and I’ve wrestled with tears



I can’t stand up for falling down
I can’t stand up for falling down



the vow that we made
you broke it in two
but that don’t stop me from loving you



I can’t stand up for falling down
I can’t stand up for falling down


E olhando aquele fotos antigas, as primeiras da carreira, quem diria que aquele nerd magrelo e feio [noooooo, maldade!] daria certo um dia. E que depois de tantas canções rancorosas e cheias de mágoa, hoje ele faria àlbuns country, com letras felizes sobre amor, filhos e tranquilidade.

Ai, não sei. Será que um dia eu alcanço essa paz de espírito que ele tem hoje e deixo de ser tão impulsiva e passional como ele era antes? Se as letras dele que eu mais gosto são justo essas da fase nervosinha, da fase: estou sofrendo, seu filho da puta!

Eu preciso aprender a demonstrar o que sinto sem fazer disso uma arma que vá se voltar contra mim logo após machucar quem eu não quero.

Preciso aprender.

I
can’t
stand
up
for
falling
down

Me ensina?



15 de setembro de 2009

Tanta vida lá fora.

Deixar de ensaiar e começar a viver. Ou de esperar sentada (deitada, chorando) que as coisas acontecam. Não é todo dia que se tem vontade de ir à luta, aliás é cada dia mais difícil. Mas hoje eu tentei. Acordei cedo, resolvi algumas questões burocráticas (incrível como nem estando desempregada elas largam a gente), fiz a minha parte. Depois me recompensei, almoçando com meus pais num restaurante que eles nunca tinham ído.

Agora.

Não vou ficar aqui chorando. Ainda não tenho o low profile de olhar prá trás e simplesmente dizer que foi bom apenas por ter acontecido. Quem sabe por que é muito recente, quem sabe por que sou tão manhosa, rancorosa. Teimosa. Não vou lutar contra o que eu sinto. Queria que durasse mais, que durasse prá sempre. Mas sutilmente percebo que não é assim como eu quero, nem se pudesse mesmo ser como eu quero. Então, colocando as coisas em seu devido lugar, percebo que as coisas não poderiam terminar de outra forma.

Comprei uma quantidade absurda de livros. Arrumei minhas contas, minhas bolsas, defini os próximos livros que vou ler até os novos chegarem. Cortei o cabelo, comprei cremes. Vou me organizando por fora, enquanto não quero nem mesmo olhar para dentro, por medo de fazer desabar o que ainda me resta.



14 de setembro de 2009

Real life is overrated

Isso não se faz. Ou se faz, mas é tão ruim quando acaba. É tão insuportávelmente dolorido quando acaba. O avião indo embora e eu chorando, crianças em volta, velhinhas simpáticas dizendo clichés consoladores e me fazendo chorar mais.

Volto prá casa vazia de tanto chorar e não é como se eu não soubesse que seria assim. Sabia. E no entanto, dói do mesmo jeito. Dói demais ser feliz por cinco dias e depois nunca mais.

Ou quem sabe.

Quando tudo depende só de mim. Da minha total inabilidade em resolver a minha vida, minha total falta de senso de direção. De atitude. Da minha vontade, que esmorece lentamente, a cada silêncio.

Sozinha, mais uma vez. Enfrentando minha vida sozinha, morrendo de medo. Lembrando de modo imperfeito de tudo que foi dito. Minha memória sempre tão indulgente, parece que tem dó de mim e não quer que eu lembre e chore mais.

E mesmo eu, muito embora não duvide de que tudo valeu a pena, tenho minhas dúvidas se devo ou não nutrir esse sentimento.

Para quem ama demais e em silêncio, sempre a mesma saída: cuidar de si, tentar não pensar tanto.

Quero ver conseguir.





13 de setembro de 2009

"O que você está pensando?"

Tão errado como tudo é certo
É perfeito pra mim também
E quando o erro não é de ninguém?
E talvez as coisas conspirem a nosso favor
mesmo que o erro nos traga a dor
de nunca poder ter controle sobre o coração.

O que será de mim?
O que será de você?
O que será de nós dois?
O que será?

Quem sabe o que a vida irá nos merecer
Eu te abro meu coração e coloco ele em sua mão,
pode ser que sangre mas acho que não.
Ninguém sabe, como eu hei de saber?
Como as coisas podem acontecer
se o futuro pode estar guardado na imaginação.

O que será de mim?
O que será de você?
O que será de nós dois?
O que será?

Quem sabe o que a vida irá nos merecer?
Pra eternizando a nossa saudade brotando em seus olhos
Pedindo perdão.


Anacrônica - O que será





Assim que conseguir definir em palavras o que foi essa semana para mim, eu volto. Por enquanto, silêncio. E muita, muita saudade. Desde já.


9 de setembro de 2009

Setembro começou bonito

Chuvas e trovões, mas eu não ligo. Tenho certeza de que na hora certa, na que eu precisar, o tempo vai abrir nem que seja por um instante, até eu chegar em um lugar seguro. E hoje é o dia pelo qual eu tenho esperado há meses. Ansiosa, acordei cedo. Tive um pesadelo, acordei feliz de saber que era só um sonho ruim. Acordei então duplamente feliz: por ter me livrado de um pesadelo, por estar realizando um sonho.





8 de setembro de 2009

O gosto doce do prato frio

Me lembro muito bem, o último momento feliz que tivemos juntos foi ele me levando prá casa, tocava Spin Doctors no volume máximo e eu cantava, eufórica, com a cabeça prá fora da janela aproveitando perigosamente o vento que a incrível velocidade do carro proporcionava: take the salt from my wounds and put it in my margarita.

E é irônico o quanto aquela letra fez todo o sentido depois, em toda a minha desilusão e na imensidão de lágrimas que chorei. Pois ele me deixou em casa e deixou também de me amar, naquele mesmo dia. Que é lógico que é um processo demorado, mas aquele dia eu sei que foi decisivo, embora eu nem estivesse junto no momento em que ele decidiu.

Quase um ano se passou.

E o mundo deu muitas voltas, girou e parou no mesmo lugar. Mas agora alguns dos papéis se inverteram. Poderia dizer que não ligo ou não me importo, mas não vou ser hipócrita. E como uma amiga explicou lindamente aqui, às vezes a gente deseja um pouquinho de infelicidade às pessoas. É natural e vem de dentro. Mas veja, nunca é de graça. Sempre tem um bom motivo. E bons motivos são como mágoas, usam bóias e não se afogam nem com muita lágrima, nem com muito àlcool. Não se apagam.

Nada que aconteca agora vai mudar o que passou. E nem quero, a questão nem é essa.

A questão é ver que tudo que vai, um dia volta. Doa a quem doer. Doeu muito em mim há um ano atrás. Questão de ciclos, acredito. Já não é mais a minha vez de sofrer.

O jogo virou. Agora é a minha vez de ser feliz.


7 de setembro de 2009

And a pop movie saved my life

Feliz afudê. Finalmente achei (e obviamente comprei e obviamente assisti) o dvd de Delírios, um dos filmes da filmografia (?) do Elvis Costello. Não contava que fosse tão bom e ainda tivesse a loirinha do Drag Me To Hell e o loirinho de Os Sonhadores. Dois filmes que eu tinha assistido (e adorei) semana passada, então me surpreendeu mesmo, esses tipos de "coincidências" são fodas. Isso sem falar do fato de ter o Elvis Costello em cena e ter várias citações a ele no decorrer de todo a história, aquelas coisas que te deixam boba e orgulhosa como se o cara fosse seu. Oh, ele é meu, vai?

Eufórico, um dos personagens diz na frente do espelho os seus 3 àlbuns favoritos do Elvis Costello. Você tem idéia de quem ele é? É o Elvis Costello, man!

Morro muito.

Gosto quando é assim. Gosto de encontrar um pouco de mim mesmo nos filmes que assisto. Fica mais fácil assim, me dá outras perspectivas. E um novo ânimo.


6 de setembro de 2009

Dancing shoes

Na plaquinha da recepção do bar dizia: Hoje, Corleone (rock moderninho). Miacabo com essas coisas. Sei que intenção era ser irônico. E por isso mesmo, miacabo mil vezes mais. E por que eu amo essa banda, então calcule.

- Nós somos moderninhos. Você leu a placa.

Miacabo ad infinitum.

Foz já foi uma cidade com muitas bandinhas legais e você tinha vaaaaarias opções e era até TRISTE por que tinha dias em que você tinha que escolher entre ir em A ou em B e sempre ficava com uma dor no coração não importa que escolha fizesse.

Agora, não sei se eu que estou ficando velha e não acompanho corretamente o movimento, mas me parece que não há mais tantos showzinhos, não há mais tantas bandinhas daqui. Na maioria das vezes, é banda de outras cidades que toca nos bares.

Hoje só tem o que... umas três bandas de responsa na cidade? Mas, se diminuiu a quantidade, a qualidade aumentou e muito. As bandas que existem hoje não são exatamente novas. São sempre novas formações de antigas bandas, sempre num ciclo em que entra fulano, sai cicrano, chega um outro que você nem sabia que tocava porcaria nenhuma e lá está o cara apavorando no palco. Pessoas que conseguiram (tentam) driblar os obstáculos que a vida adulta coloca prá quem ama o rock: ter que estudar, trabalhar, namorar e ainda administrar uma banda.

Por que afinal, ter uma banda aos 14 anos é fácil. Quero ver ter banda beirando os 25, cheio de coisa prá fazer e etc. E ainda por cima, conseguir ser tipo a banda mais legal da cidade.

Pois. O rock moderninho da banda em questão é bem do tipo que me agrada e aew eu assumo minha pagação prá dizer que amo meeeeermo e pago pau meeeeermo. Até por que, tem que dar valor prá essas coisas. São raras. Se uma banda consegue te deixar eufóricamente feliz por toda uma noite, te faz dançar e rir como se você tivesse 16 anos again e ainda por cima com toda a competência [/Faustão, é você? Desculpa] de quem faz isso há anos e tá cada dia melhor... Merece mesmo.

Mesmo não. Meeeeeeeeermo, caralha.



5 de setembro de 2009

Prá viver em paz

Menos de um ano se passou desde o começo deste blog e agora vejo que muitas das atitudes que antes seriam dignas de uma tag yes man agora são quase que corriqueiras para mim. Isso é bom, claro. É o que eu queria. Mas os nossos desafios estão sempre mudando, e de vez em quando vem a vida e coloca tudo de ponta-cabeça de vez. Me vejo agora com desafios bem maiores. E esses sim serão difíceis de ser superados.

Por mais apoio que eu tenha, sempre me sinto tão desoladoramente sozinha ao ter que tomar uma decisão. Uma solidão que vem de dentro e tira toda a minha segurança em qualquer escolha que eu faça. Acho, acho mesmo que o maior desafio da minha vida, aquele que vencido simplificaria todos os demais, é aprender a andar sozinha sem medo.

Se é que isso é coisa que se consiga. Será que é?


4 de setembro de 2009

Slow Motion

Mas se é assim, o que você vai fazer? Se esconder em velhos filmes, em velhas conversas e meia dúzia de clichés. Saber onde está errando e ter a preguiçosa certeza de que é muito difícil mudar. Engraçado, sei exatamente o que fazer. Exatamente. Isso chega a me causar euforia em certos momentos, mas não me demove do meu marasmo, at all. Falam tanto em mudanças, será que quando elas se apresentam todos realmente conseguem fazê-las acontecer? Ou ficam quietos, pensando se é isso mesmo? Ou se escondem, felizes, no que sobrou da vidinha de antes?

O que elas, todas essas pessoas, fazem?


3 de setembro de 2009

Saco de pancada

Quem diz “quando a mensagem não é entendida a culpa é sempre do emissor” nunca teve um blog.
~ @cardoso

E cansa, hein? Cansa ouvir merda em troca de escrever de graça e de coração aberto. Mais uma vez, vou ter que mudar um pouco. Prá me proteger. Me cortar um pouco, do que sobrou da ferida que abriram.

Lá vamos nós outra vez.





2 de setembro de 2009

Já Passou

Agora que a terra é redonda
E o centro do universo é outro lugar
É hora de rever os planos

Além da Máscara ~ Pouca Vogal


Um ciclo que se fecha. Agora é hora de começar outro. Um novo caminho. Me sinto feliz por poder tentar, mais uma vez. De outra forma, com outras pessoas.



1 de setembro de 2009

E queremos fugir

E eu sei porque você fugiu. Mas não consigo entender.
L' Aventura ~ Legião Urbana

Claro, calma. Como não pensei nisso antes? Deve ter sido os barulho dos gritos que me tirou a atenção e o foco. E hoje mais uma notícia triste. Um antigo amigo, dos tempos de adolescência, desistiu. Da vida, de tudo. Deixou carta de despedida e desistiu. Assim tão em silêncio, como se a vida fosse só dele e não fosse também das pessoas que o amam. Não é, não era.

Fiquei assustada com a força que essas decisões tem.

Essas coisas quando acontecem, não dão um certo medo? De acontecer com a gente também. Mesmo sendo um ato intencional. Por que a linha que separa a vontade do ato em si é tão tênue. Tem que ter sempre alguém olhando por você para que você não a ultrapasse. Em dias de desespero.

Agora, eu não sei muito bem. De certa forma, senti vergonha de mim mesma, por ter sido tão fraca nestes últimos dias. Tem gente com problemas bem maiores que os meus. E, ao mesmo tempo, vi que quem sabe eu não seja tão fraca quanto penso que sou.

Afinal, ainda estou aqui.